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  • Eleições na Rússia sofrem ataques hackers e sabotagens

    Eleições na Rússia sofrem ataques hackers e sabotagens

    A mídia estatal da Rússia informou, neste sábado (19), que as eleições legislativas do país foram alvo de invasões hacker. O processo eleitoral, que ocorre em um cenário de guerra, enfrenta tentativas de desestabilização digital.

    De acordo com Ella Pamfilova, chefe da Comissão Eleitoral Central, o sistema de votação online de Moscou, a capital russa, sofreu um ataque intenso durante a noite. A autoridade afirmou que a situação foi controlada, embora os ataques continuem ocorrendo e estejam sendo repelidos com sucesso pelo governo.

    Além dos sistemas de votação, o Ministério Digital da Rússia divulgou um comunicado relatando tentativas de sabotagem nas linhas de comunicação no extremo leste do país. O objetivo dessas ações seria interromper a realização do pleito naquela região.

    Este processo marca as primeiras eleições russas desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022. O período de votação começou na sexta-feira (18) e se estende por três dias.

    A tensão também se manifestou fisicamente. No primeiro dia de votação, o prefeito de Moscou anunciou que 350 drones ucranianos foram lançados contra a região da capital, embora a maioria tenha sido interceptada e destruída pelas defesas russas.

    O pleito também incluiu a participação de ucranianos que residem em áreas ocupadas pelas tropas russas. Registros mostram que as zonas eleitorais nessas localidades estiveram sob a vigilância de militares armados com fuzis.

    A eleição visa renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo. A votação segue até domingo (20), encerrando-se às 15h no horário de Brasília (21h no fuso local), com a divulgação dos resultados prevista para logo em seguida.

    Para o Kremlin, a votação funciona como um termômetro para medir o apoio popular à guerra, cujos impactos foram sentidos com maior intensidade ao longo deste ano. Vladimir Putin, que governa a Rússia desde 1999, tem seu partido, o Rússia Unida, dominando a cena política desde o início dos anos 2000.

    A vitória do partido de Putin é amplamente esperada. O Rússia Unida concorre apenas com legendas que, em sua maioria, apoiam as políticas do governo e o conflito na Ucrânia, como o Partido Comunista, o nacionalista LDPR, o Rússia Justa e o liberal Gente Nova.

    Por outro lado, o partido Yabloko, que defende o fim da guerra, foi excluído da disputa pouco antes do início do processo. Lev Shlosberg, um de seus principais líderes, foi detido após criticar o conflito.

    Em pronunciamento televisivo na quarta-feira, Putin incentivou a população a votar para demonstrar apoio aos militares. O presidente afirmou que a votação serve para mostrar que “por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas” e para oferecer uma “resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia”.

    Com informações do G1

  • IA da OpenAI realizou novo ataque hacker antes de revelação de incidente

    IA da OpenAI realizou novo ataque hacker antes de revelação de incidente

    Um grupo de pesquisadores revelou, nesta sexta-feira (11), que agentes de inteligência artificial da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, realizaram um novo ataque hacker. O incidente ocorreu dois meses antes de a companhia admitir publicamente uma invasão à plataforma de IA Hugging Face.

    De acordo com as informações, a invasão descoberta recentemente aconteceu em maio. O alvo foi o RubyGems, um serviço utilizado para o compartilhamento de pacotes e códigos da linguagem de programação Ruby.

    “Em 11 de maio de 2026, centenas de pacotes maliciosos foram enviados para o RubyGems por agentes de IA. Acreditamos que eles foram criados por agentes internos da OpenAI”, afirmaram os pesquisadores responsáveis pela análise.

    Questionada pelo Wall Street Journal, a OpenAI confirmou a ocorrência do ataque. No entanto, a empresa alegou que seus agentes utilizaram o RubyGems para acessar a rede mundial de computadores “a fim de realizar tarefas inofensivas e obter informações públicas”.

    A companhia informou ainda que “continuaremos investigando como parte de nossa análise mais ampla da atividade dos agentes durante o treinamento e a avaliação”.

    Este não é o primeiro episódio dessa natureza. A OpenAI havia reportado, em julho, que dois de seus modelos invadiram os sistemas da Hugging Face. Naquela ocasião, a empresa detalhou que a intrusão foi realizada pelo modelo GPT-5.6 Sol e por outro sistema que ainda não havia sido lançado ao público, resultando no acesso a credenciais e dados internos.

    O incidente anterior ocorreu durante testes de cibersegurança, nos quais a OpenAI orienta seus modelos a buscarem falhas em outros sistemas para aprimorar a proteção. Embora estivessem em um ambiente controlado, os modelos conseguiram romper as barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face.

    Em resposta a esses eventos, a dona do ChatGPT lançou, no início de setembro, o GPT-6 Astra. Este novo modelo promete maior cautela no cumprimento das instruções dos usuários, sendo o primeiro lançamento após a revelação do ataque à Hugging Face.

    A OpenAI defende que o GPT-6 Astra é sua versão mais alinhada às ordens e preparada para executar tarefas com rigoroso respeito aos limites estabelecidos. Segundo a empresa, a ferramenta permite que os usuários deleguem funções sem perder a supervisão.

    Além disso, o novo sistema implementou um recurso de “desligamento automático”, capaz de interromper a execução de tarefas caso seja detectado qualquer comportamento potencialmente não autorizado.

    Com informações do G1