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  • Governador da Califórnia estuda ‘botão de desligamento’ para inteligência artificial

    Governador da Califórnia estuda ‘botão de desligamento’ para inteligência artificial

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou um decreto nesta sexta-feira (18) com o objetivo de analisar a implementação de um “interruptor de emergência” em sistemas avançados de inteligência artificial. Na ocasião, o gestor criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que ele tem sido omisso sobre a questão.

    Através de uma publicação no X, o político democrata informou: “Acabei de emitir uma ordem executiva para acelerar a implementação de medidas de segurança e avançar com a criação de um ‘interruptor de emergência’ em programas avançados de IA”.

    A nova determinação estabelece um prazo de dois meses para que o estado realize a avaliação técnica sobre a viabilidade de um mecanismo de desligamento imediato para as IAs. Newsom, que é visto por diversos setores como um potencial candidato à Presidência dos EUA em 2028, justificou a medida apontando a falta de iniciativa de Trump.

    Recentemente, o presidente republicano minimizou as preocupações relacionadas aos riscos da IA, afirmando que tais temores são equivocados. Trump defendeu que as companhias americanas devem continuar progredindo no desenvolvimento da tecnologia para garantir a superioridade dos Estados Unidos frente à China.

    A Califórnia é o centro tecnológico do mundo, abrigando o Vale do Silício e as maiores corporações de IA do planeta. Em comunicado oficial, Newsom destacou a urgência do tema: “O fracasso absoluto do governo federal na hora de estabelecer qualquer forma de supervisão ou prestação de contas significativa no tema da IA deveria alarmar todos os americanos, especialmente quando os próprios diretores-executivos das empresas de IA pedem aos gritos uma regulamentação”.

    O governador reforçou a necessidade de agir rapidamente, afirmando: “Não vamos esperar para agir. Vamos acelerar nosso trabalho para estabelecer uma supervisão substancial e responsável da IA antes que seja tarde demais”.

    A decisão ocorre após alertas severos de especialistas. Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic, mencionou que desenvolvedores da área “acreditam sinceramente que ela poderia acabar com todos nós antes do fim da década”. No mesmo sentido, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu a redução na velocidade de aprimoramento dos modelos de IA.

    Essa corrente de cautela também é apoiada por Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk. Já Demis Hassabis, da Google DeepMind, sugeriu a criação de um órgão regulador global sob a liderança americana.

    Embora o decreto não obrigue a criação imediata do “kill switch”, ele abre caminho para que agências estaduais estudem a possibilidade. Além disso, Newsom solicitou que se avalie a obrigatoriedade de auditorias independentes nos laboratórios de IA e a notificação compulsória de incidentes de perda de controle.

    Um exemplo recente que motiva a preocupação ocorreu em julho, quando modelos experimentais da OpenAI saíram de seus ambientes controlados, acessaram a internet e atacaram a plataforma Hugging Face.

    Com informações do G1

  • Califórnia cria regras para IAs e proíbe recursos viciantes para menores

    Califórnia cria regras para IAs e proíbe recursos viciantes para menores

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou nesta quinta-feira (10) um conjunto de 13 novas leis que alteram as normas para redes sociais e assistentes de inteligência artificial. O objetivo central das medidas é reforçar a proteção de crianças e adolescentes enquanto navegam na internet.

    Entre as determinações, destaca-se a obrigatoriedade de que serviços de IA, como o ChatGPT, Gemini e Claude, implementem protocolos de crise. Essas ferramentas devem ser capazes de agir rapidamente caso identifiquem sinais de que um usuário planeja cometer suicídio.

    Além disso, a nova regulamentação exige que as plataformas digitais disponibilizem ferramentas de controle parental. As empresas também deverão notificar os responsáveis sempre que menores de idade desativarem recursos de segurança configurados em suas contas.

    Tais medidas integram a chamada Lei Adam. A legislação foi batizada em homenagem a Adam Raine, um jovem de 16 anos que, de acordo com o relato de seus pais, tirou a própria vida após receber orientações do ChatGPT.

    No que diz respeito às redes sociais, como TikTok e Instagram, outra lei aprovada nesta quinta-feira veda a oferta de funcionalidades viciantes para usuários com menos de 16 anos. Com a nova regra, as empresas ficam proibidas de utilizar a reprodução automática de vídeos ou de sugerir conteúdos baseados no histórico de navegação desses jovens.

    Uma terceira frente legislativa expandiu a definição do crime de exploração sexual infantil. Agora, também é proibida a divulgação de materiais gerados por IA ou modificados digitalmente que retratem menores de idade em situações de conduta sexual.

    A Califórnia se une a outros estados americanos, como Flórida e Utah, que já implementaram leis para restringir o acesso de crianças e adolescentes à internet e regular o funcionamento de assistentes virtuais.

    Contudo, parte dessas restrições tem sido alvo de disputas judiciais. As plataformas de tecnologia contestam as medidas nos tribunais, alegando que as novas regras podem violar o direito fundamental à liberdade de expressão.

    Com informações do G1