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  • Colúmbia Britânica processa OpenAI por omissão em ataque a escola no Canadá

    Colúmbia Britânica processa OpenAI por omissão em ataque a escola no Canadá

    A província de Colúmbia Britânica, no Canadá, iniciou uma ação judicial nesta segunda-feira (21) contra a OpenAI. O processo foi protocolado na Califórnia, nos Estados Unidos, onde a empresa de inteligência artificial está sediada.

    De acordo com um comunicado oficial do governo provincial, a OpenAI teria falhado ao não notificar as autoridades competentes sobre ameaças de violência registradas em sua plataforma. Essas mensagens teriam ocorrido antes de um ataque a uma escola secundária, registrado no dia 10 de fevereiro de 2026.

    O caso jurídico está ligado a um episódio trágico em que uma mulher transgênero de 18 anos matou oito pessoas. Os crimes aconteceram na residência da autora e em uma instituição de ensino na pequena cidade de Tumbler Ridge.

    A procuradora-geral da província, Niki Sharma, explicou que a medida judicial visa obter esclarecimentos e responsabilizar a companhia pelo que a administração considera uma negligência na comunicação de riscos iminentes.

    Sharma enfatizou a gravidade do impacto sofrido pela população de Tumbler Ridge e defendeu que as vítimas e seus familiares têm direito a respostas claras. “Como parte de nossos esforços contínuos para alcançar isso, a Colúmbia Britânica está entrando com uma ação judicial contra a OpenAI na Califórnia por sua falha em notificar as autoridades policiais sobre ameaças feitas em sua plataforma antes do ataque em massa à Tumbler Ridge Secondary School”, declarou a procuradora.

    Para a autoridade, o processo abre um debate mais amplo sobre a conduta de gigantes da tecnologia ao detectarem ameaças reais de violência grave. “O processo que está sendo apresentado levanta questões sérias sobre as responsabilidades das empresas de tecnologia quando elas tomam conhecimento de ameaças críveis de violência grave, e sobre as medidas que devem ser tomadas para ajudar a proteger as pessoas e garantir a segurança pública.”

    O governo de Colúmbia Britânica afirma que a ação integra uma luta por regulamentações nacionais mais rigorosas para plataformas on-line e sistemas de inteligência artificial. Sharma informou, inclusive, ter enviado propostas aos ministros federais Fraser, Solomon e Miller para reformular o Código Penal canadense, prevendo a responsabilização humana por atos cometidos via IA.

    A procuradora-geral ressaltou que a OpenAI ainda pode adotar providências para mitigar as preocupações de sobreviventes e famílias, como a ampliação da transparência e o reforço dos protocolos de segurança para evitar novas tragédias.

    Anteriormente, a OpenAI já havia emitido um pedido de desculpas por não ter alertado a polícia sobre a conta vinculada à jovem antes do massacre.

    Embora reconheça que a justiça não apague a dor da comunidade, Sharma reiterou que a responsabilização da empresa é um passo essencial para a proteção pública. A província destacou que esta estratégia de litigar contra grandes corporações já foi aplicada em casos envolvendo indústrias de tabaco, opioides e produtos de vaporização, visando reparar danos causados a cidadãos.

    Com informações do G1

  • Apple e Google alteram nome do Lago Ontário para ‘Lago América’ nos EUA

    Apple e Google alteram nome do Lago Ontário para ‘Lago América’ nos EUA

    O aplicativo de mapas da Apple passou a exibir o nome “Lago América” para o Lago Ontário para os usuários localizados nos Estados Unidos. A medida acompanha uma alteração já implementada pelo Google dias antes. O corpo hídrico em questão está situado entre a província canadense de Ontário e o estado de Nova York, nos EUA.

    A alteração aconteceu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecer uma nova nomenclatura para o lago. A decisão surge em um momento de crescente atrito comercial entre as duas nações, que atualmente aplicam tarifas mais elevadas sobre produtos que cruzam a fronteira.

    Nesta quarta-feira (2), o Apple Maps já mostrava a denominação “Lake America” para quem consultava a região dentro do território americano. No entanto, para usuários em qualquer outro país, o nome original, Lago Ontário, permanecia inalterado.

    Embora a Apple não tenha respondido prontamente aos pedidos de comentário, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, informou à Fox que o presidente Trump contatou a empresa diretamente para solicitar a modificação.

    O anúncio do nome “Lago América” foi feito por Trump na semana passada. Na sexta-feira (31), o presidente assinou uma ordem determinando que o Departamento do Interior atualizasse a nomenclatura no sistema oficial de registro de nomes geográficos dos Estados Unidos.

    O Google Maps também adotou “Lake America” para o público americano durante o último fim de semana. A companhia justificou a mudança afirmando que segue a política de utilizar os nomes registrados pelo sistema oficial do governo dos EUA. Segundo a empresa, enquanto americanos veem “Lake America”, canadenses continuam vendo “Lake Ontario”, e em outros países ambos os nomes são exibidos.

    O governo do Canadá, por sua vez, rejeitou a alteração, já que a decisão de Trump não possui obrigatoriedade legal sobre o território canadense. O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, manifestou-se nas redes sociais na sexta-feira: “É Lago Ontário para os canadenses e para o resto do mundo. Agora e para sempre”.

    O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também descartou a mudança, ressaltando que o nome possui origens indígenas e é anterior tanto à fundação do Canadá quanto à Declaração de Independência dos EUA. O termo deriva de “oniatarí”, palavra do povo Huron que significa “lago de águas brilhantes”.

    Esta não é a primeira tentativa de Trump de renomear áreas geográficas transfronteiriças. No ano passado, ele determinou que o Golfo do México fosse chamado de Golfo da América, mudança que também foi adotada por Apple e Google para usuários nos EUA.

    Contudo, nem todos os serviços de mapas acataram a ordem. O MapQuest, controlado pela empresa System1, afirmou que manteria o nome Lago Ontário e chegou a disponibilizar uma ferramenta para que os usuários escolham a nomenclatura de preferência. No MapQuest, tanto o Lago Ontário quanto o Golfo do México continuam com seus nomes tradicionais.

    Devido a essa postura, o MapQuest registrou um salto nos downloads, liderando a lista de aplicativos gratuitos da App Store nos Estados Unidos e no Canadá nesta quarta-feira.

    Com informações do G1