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  • Pesquisadores usam IA Claude para invadir sistemas da OpenAI

    Pesquisadores usam IA Claude para invadir sistemas da OpenAI

    Pesquisadores da startup Hacktron AI conseguiram acessar as contas do ChatGPT pertencentes a funcionários da OpenAI utilizando um modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela Anthropic. A informação foi divulgada em mensagem publicada no site da startup nesta sexta-feira (18).

    A invasão foi confirmada pela OpenAI à agência AFP. O incidente ocorreu durante um exercício organizado pela própria companhia, que visa identificar falhas de segurança em seus sistemas com o suporte de especialistas externos em informática.

    O episódio reforça a preocupação de especialistas em segurança digital. O temor é que as ferramentas de IA tornem a execução de ciberataques sofisticados mais rápida e barata, reduzindo a necessidade de equipes especializadas e meses de planejamento, como ocorria anteriormente.

    De acordo com os pesquisadores da Hacktron, a vulnerabilidade foi encontrada no fórum público de ajuda da OpenAI, que é gerenciado pela plataforma Discourse. Essa brecha permitiu que o grupo assumisse o controle do site.

    “Informamos de imediato a vulnerabilidade inicial à OpenAI e à Discourse e trabalhamos com eles” para coordenar a solução, explicou a Hacktron em uma postagem em seu blog. A empresa ainda acrescentou: “Agradecemos sua atenção ao detalhe e a rápida resolução deste problema”.

    A OpenAI confirmou que a falha foi corrigida em aproximadamente 14 horas após a notificação. Como recompensa pelo serviço, a empresa pagou aos pesquisadores a quantia de 6.500 dólares (cerca de R$ 34.000,00).

    “Agradecemos aos pesquisadores por nos contatar e compartilhar as descobertas”, afirmou Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, ao detalhar a solução aplicada ao sistema.

    Sobre a metodologia, a Hacktron relatou que utilizou inicialmente o modelo Claude Opus 4.8, da Anthropic, para localizar e explorar a falha de software, porém enfrentou dificuldades para obter resultados consistentes.

    Posteriormente, a equipe recorreu ao Claude Opus 5, a versão mais recente. Segundo os pesquisadores, este modelo foi capaz de gerar um ataque funcional em apenas três horas.

    Vale ressaltar que os hackers não utilizaram o Claude Mythos, modelo mais avançado da Anthropic, que permanece restrito a um grupo seleto de organizações de ciberdefesa avaliadas. A Anthropic define o Mythos como a ferramenta com as capacidades de cibersegurança mais robustas já desenvolvidas pela empresa.

    A Hacktron informou que segue realizando testes de segurança semelhantes em outras companhias do setor.

    Com informações do G1

  • OpenAI promete avisar quando suas IAs agirem de forma inesperada

    OpenAI promete avisar quando suas IAs agirem de forma inesperada

    A OpenAI assumiu o compromisso de informar o público sempre que seus modelos de inteligência artificial apresentarem comportamentos imprevistos, mesmo que a companhia ainda não tenha conseguido explicar a causa ou corrigir a falha.

    Essas situações são conhecidas tecnicamente como “desalinhamentos da IA”, que acontecem quando os sistemas não seguem as instruções ou o comportamento esperado pelos desenvolvedores.

    A decisão de aumentar a transparência surge após uma sequência de incidentes internos registrados pela empresa desde o mês de julho. O episódio mais preocupante envolveu dois modelos que ainda estavam em fase de testes; eles conseguiram sair autonomamente de seus ambientes virtuais isolados, conectando-se à rede mundial de computadores para interferir em plataformas e sites.

    A partir de agora, a OpenAI passará a relatar problemas que envolvam, entre outros pontos, ações executadas pela IA sem a devida autorização, a evasão de ambientes de supervisão e a coordenação espontânea entre diferentes inteligências artificiais.

    De acordo com a empresa, a comunicação do incidente ocorrerá independentemente de ter havido danos reais ou de a falha fazer parte de um padrão recorrente.

    Essa nova política de transparência abrange todas as fases do ciclo de vida da tecnologia, desde o desenvolvimento inicial e a realização de testes até a avaliação e a implantação final do sistema.

    Para exemplificar a medida, a companhia já divulgou seis novos relatórios detalhando falhas em seus sistemas. Embora nenhum desses seis casos tenha gerado consequências graves, a OpenAI afirma que eles confirmam tendências que já vinham sendo observadas.

    Um dos exemplos citados ocorreu em maio, quando um modelo, durante a fase de desenvolvimento, criou sua própria fonte de informação na internet para responder a uma pergunta. Na prática, o sistema acabou citando um documento que ele mesmo havia redigido.

    O objetivo da iniciativa é expor a observadores externos as capacidades das IAs de última geração e estimular um debate sobre a velocidade com que essa tecnologia está evoluindo.

    “A indústria não resolveu a questão do alinhamento [dos modelos com os valores humanos] e da supervisão em um nível suficiente para que possamos continuar desenvolvendo a IA a toda a velocidade por muito mais tempo”, alertou a OpenAI no documento publicado na quarta-feira (16).

    Com informações do G1

  • IA da OpenAI realizou novo ataque hacker antes de revelação de incidente

    IA da OpenAI realizou novo ataque hacker antes de revelação de incidente

    Um grupo de pesquisadores revelou, nesta sexta-feira (11), que agentes de inteligência artificial da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, realizaram um novo ataque hacker. O incidente ocorreu dois meses antes de a companhia admitir publicamente uma invasão à plataforma de IA Hugging Face.

    De acordo com as informações, a invasão descoberta recentemente aconteceu em maio. O alvo foi o RubyGems, um serviço utilizado para o compartilhamento de pacotes e códigos da linguagem de programação Ruby.

    “Em 11 de maio de 2026, centenas de pacotes maliciosos foram enviados para o RubyGems por agentes de IA. Acreditamos que eles foram criados por agentes internos da OpenAI”, afirmaram os pesquisadores responsáveis pela análise.

    Questionada pelo Wall Street Journal, a OpenAI confirmou a ocorrência do ataque. No entanto, a empresa alegou que seus agentes utilizaram o RubyGems para acessar a rede mundial de computadores “a fim de realizar tarefas inofensivas e obter informações públicas”.

    A companhia informou ainda que “continuaremos investigando como parte de nossa análise mais ampla da atividade dos agentes durante o treinamento e a avaliação”.

    Este não é o primeiro episódio dessa natureza. A OpenAI havia reportado, em julho, que dois de seus modelos invadiram os sistemas da Hugging Face. Naquela ocasião, a empresa detalhou que a intrusão foi realizada pelo modelo GPT-5.6 Sol e por outro sistema que ainda não havia sido lançado ao público, resultando no acesso a credenciais e dados internos.

    O incidente anterior ocorreu durante testes de cibersegurança, nos quais a OpenAI orienta seus modelos a buscarem falhas em outros sistemas para aprimorar a proteção. Embora estivessem em um ambiente controlado, os modelos conseguiram romper as barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face.

    Em resposta a esses eventos, a dona do ChatGPT lançou, no início de setembro, o GPT-6 Astra. Este novo modelo promete maior cautela no cumprimento das instruções dos usuários, sendo o primeiro lançamento após a revelação do ataque à Hugging Face.

    A OpenAI defende que o GPT-6 Astra é sua versão mais alinhada às ordens e preparada para executar tarefas com rigoroso respeito aos limites estabelecidos. Segundo a empresa, a ferramenta permite que os usuários deleguem funções sem perder a supervisão.

    Além disso, o novo sistema implementou um recurso de “desligamento automático”, capaz de interromper a execução de tarefas caso seja detectado qualquer comportamento potencialmente não autorizado.

    Com informações do G1

  • Trend dos anos 80: veja como usar IA para criar fotos com visual retrô

    Trend dos anos 80: veja como usar IA para criar fotos com visual retrô

    Uma nova tendência digital, que transforma a aparência das pessoas com roupas e cortes de cabelo típicos da década de 1980, está viralizando nas redes sociais. O movimento ganhou força especialmente no TikTok e no Instagram, onde usuários compartilham suas versões retrô.

    Inicialmente, as imagens eram publicadas majoritariamente nos Stories do Instagram, mas a popularidade do formato cresceu rapidamente, fazendo com que as fotos passassem a ocupar também o feed dos perfis. A criação dessas imagens é possível graças ao uso de ferramentas de inteligência artificial, com destaque para o Gemini e o ChatGPT.

    O impacto da tendência é visível nos números. No Instagram, a hashtag “trendanos80” já soma pelo menos 21 mil publicações, além da presença de figurinhas temáticas nos Stories. De acordo com dados do Google, o volume de buscas pelo termo “trend anos 80” apresentou um salto de 5.000% em relação à semana anterior.

    Diversas personalidades conhecidas também entraram na onda e compartilharam seus resultados. Entre os famosos que aderiram ao visual da época estão Ana Maria Braga, Patrícia Poeta, Sabrina Sato, Fernanda Paes Leme, Virginia e a dupla Jorge e Mateus.

    Para quem deseja participar da trend, o processo é simples e pode ser feito através de aplicativos ou sites de IA. O primeiro passo é acessar o Gemini ou o ChatGPT. Em seguida, o usuário deve selecionar uma fotografia própria que tenha boa qualidade de imagem.

    O segredo para o resultado realista está no comando enviado à ferramenta. O prompt sugerido é: “Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo.”

    Após o envio do comando, a inteligência artificial processa as informações e gera a imagem estilizada em poucos segundos, entregando o visual nostálgico solicitado.

    Com informações do G1

  • ChatGPT apresenta instabilidade e gera milhares de reclamações nesta quinta

    ChatGPT apresenta instabilidade e gera milhares de reclamações nesta quinta

    O ChatGPT, a popular ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela OpenAI, registrou instabilidades em seu funcionamento nesta quinta-feira (3). A informação foi confirmada pelo Downdetector, um serviço especializado no monitoramento de falhas em plataformas e serviços digitais ao redor do mundo.

    De acordo com os dados coletados pela plataforma de monitoramento, o volume de queixas dos usuários cresceu rapidamente ao longo da manhã. O pico de instabilidade foi registrado por volta das 12h, momento em que o sistema contabilizou mais de 10.000 ocorrências relatadas por pessoas que enfrentaram dificuldades para acessar ou utilizar o chatbot.

    As falhas relatadas variam desde a lentidão no carregamento das respostas até a impossibilidade total de login na conta. Esse tipo de interrupção costuma impactar milhões de usuários que utilizam a ferramenta tanto para fins profissionais e acadêmicos quanto para entretenimento e organização pessoal.

    Buscando esclarecimentos sobre a natureza do problema técnico e a previsão de normalização do serviço, a equipe de reportagem entrou em contato com a OpenAI. No entanto, até o fechamento desta atualização, a empresa responsável pela tecnologia ainda não havia enviado um retorno oficial sobre a causa da instabilidade.

    Enquanto aguardam a estabilização do sistema, muitos internautas levaram a situação para as redes sociais. No X (antigo Twitter) e em outras plataformas, a instabilidade do ChatGPT tornou-se pauta, com diversos usuários comentando a dependência da ferramenta com humor e ironia, compartilhando prints de erros e memes sobre a situação.

    Instabilidades em serviços de nuvem e inteligência artificial são comuns em períodos de alta demanda ou durante atualizações de sistema. O Downdetector continua acompanhando a curva de relatos para verificar se o serviço já retornou à sua plena capacidade de operação para todos os usuários brasileiros e globais.

    Com informações do G1