Tag: Criptomoedas

  • Bitget sofre roubo de R$ 1,86 bilhão; veja os maiores golpes com criptomoedas

    Bitget sofre roubo de R$ 1,86 bilhão; veja os maiores golpes com criptomoedas

    A corretora de ativos digitais Bitget informou, na última sexta-feira (25), que foi vítima de um ataque que resultou no roubo de aproximadamente US$ 350 milhões, valor equivalente a R$ 1,86 bilhão.

    O incidente ocorre em um cenário de alta vulnerabilidade. De acordo com dados de pesquisadores da TRM Labs, apenas no ano passado, invasores realizaram quase 150 ataques, subtraindo um total de US$ 2,9 bilhões em criptomoedas.

    Em julho, as autoridades emitiram alertas sobre a atuação de grupos do crime organizado. Segundo os órgãos de segurança, essas organizações utilizam as moedas digitais para movimentar recursos entre diferentes países com agilidade, evitando a fiscalização do sistema financeiro tradicional.

    Desde a criação do bitcoin, em 2008, o mercado já registrou perdas massivas. Abaixo, detalhamos alguns dos golpes mais expressivos da história do setor.

    Bybit
    O maior roubo de moedas digitais registrado até agora aconteceu em fevereiro de 2025, na corretora Bybit. Na ocasião, foram subtraídos US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers.

    O FBI apontou a Coreia do Norte como a responsável pela operação. Segundo a agência, os valores foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e pulverizados em milhares de endereços em diversas blockchains. O governo norte-coreano, porém, negou qualquer participação nos roubos.

    Poly Network
    Em agosto de 2021, a Poly Network, plataforma voltada para a facilitação de transações de tokens entre usuários, foi alvo de hackers que roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões). Curiosamente, a maior parte dos recursos foi devolvida posteriormente.

    Ronin Network
    Já em março de 2022, um projeto de blockchain vinculado ao jogo Axie Infinity sofreu um ataque. A Ronin Network, que permite a transferência de ativos entre diferentes blockchains, relatou a perda de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin, totalizando US$ 540 milhões (R$ 2,86 bilhões).

    Coincheck
    A corretora japonesa Coincheck, sediada em Tóquio, teve US$ 530 milhões (R$ 2,81 bilhões) roubados em janeiro de 2018. Os criminosos acessaram uma “hot wallet” — carteira digital conectada à internet — para drenar os fundos. Na época, a inteligência da Coreia do Sul suspeitou de hackers norte-coreanos.

    Mt. Gox
    Um dos casos mais emblemáticos ocorreu entre 2011 e 2014 na Mt. Gox, que na época era a maior corretora do mundo. Foram roubados bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (R$ 2,65 bilhões). O ataque levou a empresa a pedir recuperação judicial em 2014, deixando cerca de 24 mil clientes sem acesso ao seu dinheiro.

    Com informações do G1

  • BC endurece regras para criptoativos e exige aviso ao Coaf em transferências

    BC endurece regras para criptoativos e exige aviso ao Coaf em transferências

    O Banco Central do Brasil (BC) divulgou, nesta quarta-feira (23), novas atualizações nas normas que regem o mercado de ativos virtuais, a exemplo das criptomoedas. As mudanças focam especialmente no combate ao financiamento do terrorismo e na prevenção à lavagem de dinheiro vinculada a esses ativos digitais.

    Um dos pontos centrais da nova regulamentação estabelece que qualquer transferência de criptoativos com valor igual ou superior a US$ 10.000,00, quando realizada para ou a partir de carteiras autocustodiadas, deverá ser obrigatoriamente comunicada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    Para melhor compreensão do público, as carteiras autocustodiadas são aquelas em que o próprio investidor detém o controle total das chaves privadas. Isso permite que o usuário movimente seus ativos de forma independente, sem a necessidade de intermediários, como corretoras ou plataformas de custódia.

    De acordo com o Banco Central, a implementação dessa medida visa aprimorar a fiscalização dessas transações. A instituição argumenta que as carteiras privadas podem fornecer menos dados para a análise de riscos em comparação aos ativos que ficam sob a guarda de instituições financeiras devidamente autorizadas.

    O órgão regulador ressaltou que as modificações têm o propósito de “fortalecer a segurança e a integridade do mercado de ativos virtuais”. Além disso, o BC espera que as novas regras tragam maior previsibilidade para quem atua no setor e tornem mais ágil o processamento de dados essenciais para a supervisão do mercado.

    Além do foco em criptoativos, houve outra alteração importante nas normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Agora, será feita a comunicação automática ao Coaf sobre operações de câmbio que envolvam a entrega ou o recebimento de moeda estrangeira em espécie (dinheiro vivo) em valores iguais ou superiores a US$ 10.000,00.

    Segundo a autarquia, essa decisão busca estabelecer um “tratamento regulatório mais uniforme para operações realizadas com recursos em espécie”, equalizando a fiscalização de diferentes tipos de transações financeiras.

    O cronograma de implementação define que as novas diretrizes passem a valer a partir de 1º de outubro de 2026. Esta mesma data também servirá como prazo limite para que as sociedades prestadoras de ativos virtuais (PSAVs) que já operam no país formalizem seus pedidos de autorização junto ao Banco Central.

    Com informações do G1