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  • Trend dos anos 80: veja como usar IA para criar fotos com visual retrô

    Trend dos anos 80: veja como usar IA para criar fotos com visual retrô

    Uma nova tendência digital, que transforma a aparência das pessoas com roupas e cortes de cabelo típicos da década de 1980, está viralizando nas redes sociais. O movimento ganhou força especialmente no TikTok e no Instagram, onde usuários compartilham suas versões retrô.

    Inicialmente, as imagens eram publicadas majoritariamente nos Stories do Instagram, mas a popularidade do formato cresceu rapidamente, fazendo com que as fotos passassem a ocupar também o feed dos perfis. A criação dessas imagens é possível graças ao uso de ferramentas de inteligência artificial, com destaque para o Gemini e o ChatGPT.

    O impacto da tendência é visível nos números. No Instagram, a hashtag “trendanos80” já soma pelo menos 21 mil publicações, além da presença de figurinhas temáticas nos Stories. De acordo com dados do Google, o volume de buscas pelo termo “trend anos 80” apresentou um salto de 5.000% em relação à semana anterior.

    Diversas personalidades conhecidas também entraram na onda e compartilharam seus resultados. Entre os famosos que aderiram ao visual da época estão Ana Maria Braga, Patrícia Poeta, Sabrina Sato, Fernanda Paes Leme, Virginia e a dupla Jorge e Mateus.

    Para quem deseja participar da trend, o processo é simples e pode ser feito através de aplicativos ou sites de IA. O primeiro passo é acessar o Gemini ou o ChatGPT. Em seguida, o usuário deve selecionar uma fotografia própria que tenha boa qualidade de imagem.

    O segredo para o resultado realista está no comando enviado à ferramenta. O prompt sugerido é: “Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo.”

    Após o envio do comando, a inteligência artificial processa as informações e gera a imagem estilizada em poucos segundos, entregando o visual nostálgico solicitado.

    Com informações do G1

  • Nova York suspende uso de inteligência artificial em escolas públicas

    Nova York suspende uso de inteligência artificial em escolas públicas

    O prefeito de Nova York, Zohran Mandani, comunicou nesta quarta-feira (2) a interrupção temporária da utilização de inteligência artificial por estudantes da rede pública. A restrição abrange alunos desde a pré-escola até a 8ª série, nível que corresponde ao 9º ano do ensino fundamental brasileiro.

    A determinação terá validade durante o próximo ciclo letivo, compreendido entre 10 de setembro e junho de 2027. A norma veta a utilização de “todo software que usa IA generativa para alunos”. Além disso, os chatbots de companhia, que possuem a função de simular interações humanas reais, foram proibidos para estudantes de todos os níveis escolares.

    Para compensar a medida, a administração municipal implementará aulas de alfabetização em IA duas vezes ao ano, destinadas a todos os alunos dos anos finais do ensino fundamental. Também serão desenvolvidos programas piloto, permitindo que grupos selecionados de estudantes utilizem ferramentas de IA, desde que haja a supervisão direta de um educador.

    “A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada por inteligência artificial não só é inevitável, como também necessária. Nós não vemos as coisas dessa forma”, declarou Mamdani.

    O prefeito enfatizou a importância do pensamento crítico no ambiente escolar. “Todos os dias, quando os nossos filhos vêm para a escola, nós os ensinamos a fazer perguntas, a questionar pressupostos, a interrogar premissas, a perguntar ‘por quê?’. Quando se trata de IA em nossas escolas, temos a obrigação de fazer o mesmo”, afirmou.

    De acordo com as informações de Mamdani, as instituições de ensino deverão interromper o uso de aproximadamente 40 ferramentas educacionais baseadas em IA que já estavam integradas às salas de aula da cidade.

    A nova política impactará cerca de 600.000 alunos até a 8ª série. No entanto, a proibição não é total para o corpo docente: os professores continuarão autorizados a utilizar a inteligência artificial para o planejamento de aulas e a organização de cronogramas e horários.

    “As crianças precisam de professores e de conexão humana para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades ao lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores e lidar com problemas complexos por conta própria”, justificou o prefeito.

    Este não é o primeiro movimento desse tipo na cidade. As escolas públicas de Nova York já haviam aplicado uma proibição temporária ao ChatGPT logo após o seu lançamento, em 2022. Naquela ocasião, a restrição foi posteriormente revogada e substituída pela implementação de um assistente de ensino personalizado baseado em IA.

    Com informações do G1