Tag: educação

  • Dinamarca planeja proibir celulares em escolas e redes sociais para menores

    Dinamarca planeja proibir celulares em escolas e redes sociais para menores

    O governo da Dinamarca pretende implementar a proibição do uso de aparelhos celulares em escolas e centros de ensino médio. A medida foi anunciada pela primeira-ministra Mette Frederiksen nesta quinta-feira (10), complementando os planos do país de vetar o acesso a redes sociais para menores de 15 anos.

    Durante uma coletiva de imprensa, a chefe de governo foi enfática sobre a nova diretriz. “Este governo propõe uma proibição total dos celulares”, declarou Frederiksen.

    De acordo com a proposta, a restrição não ficará limitada apenas ao ambiente de estudo. A proibição será aplicada tanto dentro das salas de aula quanto nos pátios de recreio, abrangendo todos os estudantes, desde o primeiro ano do ensino fundamental até a conclusão do ensino médio.

    A decisão do governo dinamarquês ocorre logo após a publicação dos dados mais recentes do relatório internacional PISA. O documento revelou uma queda acentuada no rendimento escolar dos jovens do país, que atingiram a marca de 478 pontos, ficando ligeiramente abaixo da média europeia, que é de 482 pontos.

    O ministro da Educação, Magnus Heunicke, manifestou preocupação com os índices divulgados na última terça-feira (08). “Os resultados em leitura, matemática e ciências são os piores já registrados”, afirmou o ministro.

    Para a primeira-ministra Mette Frederiksen, existe uma ligação direta entre a queda no aprendizado e o comportamento digital da nova geração. “Estou convencida de que os resultados estão estreitamente relacionados com o fato de que na Dinamarca temos uma das infâncias mais conectadas”, pontuou a governante.

    A primeira-ministra também fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos responsáveis. “Nós, adultos, permitimos que as crianças e os jovens passem horas demais por dia em frente a uma tela”, lamentou Frederiksen.

    Vale lembrar que a gestão anterior já havia analisado a possibilidade de legislar sobre o assunto. No entanto, aquele projeto não chegou a ser debatido no Parlamento e possuía um caráter menos rigoroso, prevendo apenas que os conselhos escolares criassem regras próprias para tornar as instituições de ensino espaços livres de celulares.

    Com informações do G1

  • Nova York suspende uso de inteligência artificial em escolas públicas

    Nova York suspende uso de inteligência artificial em escolas públicas

    O prefeito de Nova York, Zohran Mandani, comunicou nesta quarta-feira (2) a interrupção temporária da utilização de inteligência artificial por estudantes da rede pública. A restrição abrange alunos desde a pré-escola até a 8ª série, nível que corresponde ao 9º ano do ensino fundamental brasileiro.

    A determinação terá validade durante o próximo ciclo letivo, compreendido entre 10 de setembro e junho de 2027. A norma veta a utilização de “todo software que usa IA generativa para alunos”. Além disso, os chatbots de companhia, que possuem a função de simular interações humanas reais, foram proibidos para estudantes de todos os níveis escolares.

    Para compensar a medida, a administração municipal implementará aulas de alfabetização em IA duas vezes ao ano, destinadas a todos os alunos dos anos finais do ensino fundamental. Também serão desenvolvidos programas piloto, permitindo que grupos selecionados de estudantes utilizem ferramentas de IA, desde que haja a supervisão direta de um educador.

    “A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada por inteligência artificial não só é inevitável, como também necessária. Nós não vemos as coisas dessa forma”, declarou Mamdani.

    O prefeito enfatizou a importância do pensamento crítico no ambiente escolar. “Todos os dias, quando os nossos filhos vêm para a escola, nós os ensinamos a fazer perguntas, a questionar pressupostos, a interrogar premissas, a perguntar ‘por quê?’. Quando se trata de IA em nossas escolas, temos a obrigação de fazer o mesmo”, afirmou.

    De acordo com as informações de Mamdani, as instituições de ensino deverão interromper o uso de aproximadamente 40 ferramentas educacionais baseadas em IA que já estavam integradas às salas de aula da cidade.

    A nova política impactará cerca de 600.000 alunos até a 8ª série. No entanto, a proibição não é total para o corpo docente: os professores continuarão autorizados a utilizar a inteligência artificial para o planejamento de aulas e a organização de cronogramas e horários.

    “As crianças precisam de professores e de conexão humana para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades ao lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores e lidar com problemas complexos por conta própria”, justificou o prefeito.

    Este não é o primeiro movimento desse tipo na cidade. As escolas públicas de Nova York já haviam aplicado uma proibição temporária ao ChatGPT logo após o seu lançamento, em 2022. Naquela ocasião, a restrição foi posteriormente revogada e substituída pela implementação de um assistente de ensino personalizado baseado em IA.

    Com informações do G1