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  • Trump premiará Elon Musk e líderes de tecnologia com honraria científica

    Trump premiará Elon Musk e líderes de tecnologia com honraria científica

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concederá nesta quinta-feira (8) a maior distinção científica da nação a Elon Musk e a outros importantes nomes do setor tecnológico, conforme anunciado oficialmente pela Casa Branca.

    Entre os homenageados que receberão a Medalha Nacional de Ciência, durante a cerimônia intitulada “Ciência: Uma Nova Era de Ouro”, estão Sergei Brin, cofundador do Google, Jensen Huang, CEO da Nvidia, e Lisa Su, diretora-geral da AMD.

    Além disso, a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação, que representa a principal premiação do segmento, será entregue ao magnata Michael Dell e ao diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella.

    Em comunicado enviado à agência AFP nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Liz Huston, destacou a importância dos premiados: “A Administração Trump agradece as contribuições desses líderes extraordinários em ciência e tecnologia. Esses homenageados ajudam a garantir que os Estados Unidos continuem liderando o mundo em inovação”.

    A premiação ocorre em um momento de reaproximação entre Donald Trump e Elon Musk. O bilionário, que comanda a SpaceX e a Tesla, havia passado por um período de desentendimento com o presidente no ano passado, após sua atuação no governo com a missão de cortar despesas federais.

    A relação entre os dois tem mostrado sinais de recuperação. No final de setembro, Musk e Jensen Huang estiveram presentes no jantar de Estado organizado por Trump para receber o presidente da China, Xi Jinping.

    Recentemente, na semana passada, esses executivos também estiveram reunidos na Casa Branca. Durante os encontros, as empresas de tecnologia firmaram compromissos para a implementação de mecanismos de autorregulação no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

    O evento reforça a estratégia do governo americano de estreitar laços com as gigantes do Vale do Silício e outras potências tecnológicas para manter a hegemonia dos Estados Unidos no cenário global de inovação e desenvolvimento científico.

    Com informações do G1

  • Justiça dos EUA suspende lei que proíbe ‘nudes’ feitos por IA após ação de Musk

    Justiça dos EUA suspende lei que proíbe ‘nudes’ feitos por IA após ação de Musk

    A xAI, companhia de inteligência artificial liderada por Elon Musk, obteve nesta sexta-feira (2) a suspensão provisória de uma legislação do estado de Minnesota, nos Estados Unidos. A norma em questão proíbe a elaboração de imagens falsas de nudez produzidas por meio de inteligência artificial (IA).

    A determinação foi proferida por um tribunal federal de apelações no momento em que a empresa discute a constitucionalidade da referida lei. O Tribunal Federal de Apelações do 8º Circuito, localizado em St. Louis, acolheu o pedido de liminar feito pela xAI, revertendo uma decisão anterior.

    No mês passado, um juiz de primeira instância havia negado um pedido similar da empresa. A lei de Minnesota, que passou a valer no dia 1º de agosto, veta que desenvolvedores de software, operadores de sites e outras companhias permitam a criação de imagens realistas que exponham partes íntimas de pessoas identificáveis, caso elas não apareçam dessa forma nas fotografias originais.

    Anteriormente, o juiz federal Donovan Frank havia decidido que a xAI não comprovou a ocorrência de um dano irreparável ao questionar a lei. Na ocasião, o magistrado também argumentou que a empresa demorou excessivamente para solicitar a medida cautelar.

    Em seu recurso, a xAI rebateu a conclusão do juiz sobre a demora na propositura da ação. A companhia ressaltou que sua ferramenta, o Grok Imagine, possui “proteções rigorosas” para evitar a produção de conteúdos de nudez ou imagens sexualizadas de indivíduos reais.

    Além da disputa judicial, a empresa informou que iniciou processos contra usuários que, segundo a xAI, conseguem burlar os sistemas de segurança do Grok para gerar imagens de cunho sexual de pessoas sem o devido consentimento.

    Por outro lado, o governo de Minnesota solicitou que o tribunal de apelações mantivesse a vigência da lei. O estado defendeu que a medida visa combater a propagação do que descreveu como “uma quantidade impressionante de material de abuso sexual infantil gerado por produtos de IA como o Grok Imagine”.

    Até o momento, nem a xAI nem a administração de Minnesota responderam aos pedidos de manifestação sobre o caso.

    Com informações do G1

  • SpaceX coloca Starship em órbita da Terra pela primeira vez

    SpaceX coloca Starship em órbita da Terra pela primeira vez

    Na manhã desta segunda-feira (28), a SpaceX realizou o 14º voo da Starship. A nave, que é a maior do mundo, foi desenvolvida para viabilizar futuras expedições à Lua e ao planeta Marte.

    Seguindo o padrão de lançamentos anteriores, a missão não foi tripulada, o que significa que não havia seres humanos a bordo da aeronave.

    Embora a previsão inicial fosse de que a missão durasse cerca de 10 horas, houve uma alteração no planejamento durante o trajeto. Algumas horas após a decolagem, a transmissão oficial informou que a Starship pousaria no Oceano Pacífico pouco mais de três horas após o início da operação. Vale destacar que, até então, os voos da nave duravam aproximadamente 1h30.

    A empresa não forneceu detalhes sobre o motivo da mudança nos planos. Mesmo com o retorno antecipado, o porta-voz da SpaceX classificou a viagem como “bem-sucedida”.

    O grande diferencial desta missão era a tentativa de realizar voltas completas ao redor da Terra pela primeira vez. A expectativa era que a nave orbitasse o planeta cerca de seis vezes, passando ao menos cinco vezes sobre o território brasileiro.

    Nos minutos iniciais do voo, a Starship capturou imagens da Terra. Cerca de 21 minutos após a decolagem, a nave atingiu a órbita terrestre pela primeira vez. “Primeiro voo orbital do Starship bem-sucedido!”, escreveu Elon Musk, presidente da SpaceX, em sua conta no X.

    O lançamento partiu da base da SpaceX localizada no Texas. Aproximadamente três minutos após a subida, a Starship se separou do propulsor Super Heavy. Enquanto a nave seguia sua rota, o propulsor retornou à Terra, caindo no Golfo do México.

    Além do teste orbital, a empresa utilizou a missão para levar ao espaço as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. Foram 26 novos dispositivos integrados à rede já existente.

    De acordo com a SpaceX, cada satélite Starlink V3 possui capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa um limite 10 vezes maior que o da geração anterior.

    A liberação dos primeiros satélites ocorreu por volta dos 35 minutos de voo, momento em que a nave estava próxima ao continente africano. A colocação dos 26 aparelhos em órbita foi finalizada cerca de 1h05 após a decolagem, e a empresa de Musk confirmou que todos entraram em operação minutos depois.

    Em publicação no X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman, elogiou a SpaceX. “Lançamento lindo, levando a nave à órbita e gerenciando cada passo de forma segura, responsável e, especialmente, inspiradora”, afirmou.

    O voo anterior da supernave ocorreu em julho e também foi considerado bem-sucedido. Aquele teste aconteceu dois meses após outra tentativa que terminou com a queda brusca do propulsor, que deveria ter feito um pouso controlado. Na ocasião, não houve feridos ou danos materiais.

    Com informações do G1

  • SpaceX lança Starship em missão inédita com voltas completas ao redor da Terra

    SpaceX lança Starship em missão inédita com voltas completas ao redor da Terra

    A SpaceX realizou com êxito, na manhã desta segunda-feira (28), o 14º voo da Starship. A nave, que detém o título de maior veículo espacial do mundo, foi desenvolvida para viabilizar futuras expedições à Lua e ao planeta Marte.

    Seguindo o padrão de missões anteriores, este lançamento não contou com tripulação, sendo realizado sem a presença de seres humanos a bordo.

    O grande diferencial desta operação é que, pela primeira vez, a Starship deve completar órbitas inteiras ao redor da Terra. A estimativa é que a nave realize cerca de seis voltas no globo, com a previsão de sobrevoar o Brasil ao menos cinco vezes.

    Nos minutos iniciais da jornada, a Starship capturou imagens impressionantes da Terra. Aproximadamente 21 minutos após a decolagem, a nave atingiu a órbita terrestre, marco inédito para o projeto.

    “Primeiro voo orbital do Starship bem-sucedido!”, declarou Elon Musk, presidente da SpaceX, em publicação na rede social X.

    A meta é que a Starship chegue a 275 km de altitude, superando os 190 km registrados em testes passados. Devido a essa altitude elevada, a duração do voo deve chegar a quase 10 horas, um salto significativo em relação às missões anteriores, que duravam cerca de 1h30.

    A decolagem aconteceu na base da SpaceX, localizada no Texas. Três minutos após a subida, a Starship se desvinculou do propulsor Super Heavy, que retornou ao Golfo do México, enquanto a nave prosseguiu em sua rota.

    A missão também serviu para levar ao espaço as novas versões dos satélites de internet Starlink. Ao todo, 26 novos dispositivos foram integrados à constelação já operacional da empresa.

    De acordo com a SpaceX, cada unidade do satélite Starlink V3 possui capacidade de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa um desempenho 10 vezes superior ao da geração anterior.

    A liberação dos primeiros satélites ocorreu por volta dos 35 minutos de voo, momento em que a nave se encontrava próxima ao continente africano. A operação de colocação dos 26 satélites em órbita foi finalizada cerca de 1h05 após a decolagem, com todos entrando em operação minutos depois.

    Jared Isaacman, chefe da Nasa, utilizou o X para parabenizar a SpaceX pelo resultado. “Lançamento lindo, levando a nave à órbita e gerenciando cada passo de forma segura, responsável e, especialmente, inspiradora”, afirmou.

    O voo anterior da supernave ocorreu em julho e foi classificado como bem-sucedido. Aquele teste aconteceu dois meses após uma missão que terminou com a queda repentina do propulsor, que deveria ter feito um pouso controlado, embora não tenham sido registrados danos materiais ou feridos.

    Com informações do G1

  • Starship fará primeiro voo com voltas completas na Terra nesta segunda

    Starship fará primeiro voo com voltas completas na Terra nesta segunda

    A SpaceX se prepara para realizar a 14ª tentativa de lançamento da Starship, considerada a nave mais potente do mundo. O veículo foi desenvolvido com o objetivo de viabilizar futuras expedições espaciais rumo à Lua e ao planeta Marte. A decolagem está programada para ocorrer nesta segunda-feira (28), a partir das 9h15, seguindo o horário de Brasília.

    Este novo voo, que será realizado sem tripulantes, marca a primeira vez que a SpaceX testará a capacidade da nave de completar voltas inteiras ao redor da Terra. Em missões anteriores, o veículo percorria apenas trechos do planeta, já que a prioridade era a coleta de dados técnicos e a prevenção de possíveis acidentes.

    A expectativa da equipe técnica é que a Starship atinja a altitude de 275 km, superando a marca de aproximadamente 190 km registrada nos testes passados. Graças a esse aumento na distância, a nave poderá realizar cerca de seis órbitas durante um voo com duração estimada em quase 10 horas, um salto significativo em relação aos voos anteriores, que duravam cerca de 1h30.

    A operação de lançamento acontecerá na base da SpaceX localizada no Texas. O cronograma prevê que, cerca de sete minutos após a partida, o propulsor Super Heavy se desvincule da Starship e retorne ao Golfo do México, enquanto a nave segue seu caminho para entrar na órbita terrestre.

    “Com a ida à órbita, poderá começar a próxima fase de desenvolvimento da Starship para que ela se torne total e rapidamente reutilizável”, afirmou a SpaceX em comunicado oficial.

    Além dos testes de navegação, a empresa liderada pelo bilionário Elon Musk aproveitará a missão para levar ao espaço as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. Ao todo, 26 novos dispositivos serão integrados à constelação já existente.

    De acordo com as informações da SpaceX, cada satélite do modelo Starlink V3 possui uma capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa um desempenho dez vezes superior ao limite da geração anterior.

    O voo mais recente da supernave ocorreu em julho e foi classificado como bem-sucedido. Aquela missão aconteceu dois meses depois de um teste que terminou com a queda brusca do propulsor, que deveria ter realizado um pouso controlado. Na ocasião, não houve registro de feridos ou prejuízos materiais.

    Devido ao incidente anterior, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) havia suspendido as operações temporariamente para a realização de investigações. Após concluir a análise técnica, o órgão liberou a SpaceX para a realização deste novo teste.

    Com informações do G1

  • SpaceX planeja novo teste da Starship para missões à Lua e Marte

    SpaceX planeja novo teste da Starship para missões à Lua e Marte

    A SpaceX, companhia aeroespacial liderada por Elon Musk, informou nesta terça-feira (15) a intenção de realizar, nos próximos dias, um novo voo experimental da Starship. O veículo, que detém o título de maior foguete já construído, está sendo desenvolvido com o objetivo de transportar cargas e astronautas para Marte e para a Lua no futuro.

    Este 14º voo de teste marca o início de uma etapa inédita no cronograma do projeto. Pela primeira vez, a empresa buscará fazer com que a Starship realize uma órbita completa ao redor do planeta Terra. Nas missões anteriores, o foguete atingia o espaço, mas seguia uma trajetória de retorno imediato, sem conseguir entrar em órbita.

    A previsão é que o lançamento ocorra em, no mínimo, uma semana. A decolagem está programada para acontecer no Texas, na próxima terça-feira, às 8h15, seguindo o horário de Brasília. Além do teste de órbita, a SpaceX planeja aproveitar a missão para colocar em operação 26 satélites Starlink de nova geração, expandindo sua rede de internet via satélite.

    A principal diferença deste teste reside na natureza do voo. Até o momento, as operações da Starship foram suborbitais, o que significa que a nave subia e percorria um caminho no espaço, mas não possuía a velocidade necessária para circular a Terra. Agora, a meta é um voo orbital, exigindo altitude e velocidade superiores para que a nave permaneça em órbita, etapa considerada crucial e mais complexa para a evolução do veículo.

    A estratégia da SpaceX baseia-se em testes constantes com protótipos para identificar falhas em situações reais e aplicar correções rápidas. Esse método explica por que diversos lançamentos passados terminaram em explosões. O teste mais recente, ocorrido em julho, foi avaliado como um sucesso geral, acontecendo um mês após a oferta pública inicial de ações da empresa nos Estados Unidos, que bateu recordes.

    Apesar dos progressos, a Starship ainda não está apta para missões comerciais ou viagens interplanetárias. O objetivo final é tornar a nave totalmente reutilizável. Para isso, a empresa precisa dominar três etapas fundamentais: a realização de voos orbitais consistentes, o reabastecimento de combustível no espaço — vital para trajetos longos — e o aprimoramento dos sistemas de recuperação do veículo para que ele possa ser usado novamente.

    Com informações do G1

  • Trump critica alertas sobre IA e defende liderança dos EUA frente à China

    Trump critica alertas sobre IA e defende liderança dos EUA frente à China

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou, neste domingo (13), as pessoas que criticam a inteligência artificial (IA) a “forças muito negativas”. Segundo ele, esses críticos estariam criando cenários alarmistas que não se concretizarão. Trump enfatizou que seu objetivo é assegurar que os EUA permaneçam como a principal potência global no setor.

    “Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo […] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam, e estão levantando coisas que não vão acontecer”, afirmou Trump a jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado sobre a necessidade de regulamentação ou desaceleração da indústria.

    A discussão sobre os riscos da IA ganhou força nos EUA após dois pesquisadores da empresa Anthropic alertarem que a evolução acelerada da tecnologia poderia, em um futuro próximo, levar à extinção da humanidade.

    Durante seu segundo mandato, a gestão de Trump tem oferecido amplo suporte às companhias de IA. Em contrapartida, os líderes do setor tecnológico também têm demonstrado apoio às iniciativas do governo.

    Executivos de empresas de inteligência artificial têm investido recursos em campanhas para as eleições de meio de mandato, que ocorrem antes do pleito de 3 de novembro, data que definirá quem controlará o Congresso americano.

    Um exemplo disso é o America PAC, super PAC do CEO da SpaceX, Elon Musk, que já destinou milhões de dólares para apoiar candidatos republicanos e deve ter um papel central na mobilização de eleitores durante este outono.

    Diante dos alertas dos pesquisadores, alguns CEOs do setor agora defendem a redução da velocidade no desenvolvimento dos modelos de IA. No sábado, Dario Amodei, CEO da Anthropic, propôs uma estrutura de três etapas para controlar o ritmo de avanço e permitir a gestão de riscos.

    A proposta de Amodei recebeu apoio imediato de outros grandes nomes, como Sam Altman, CEO da OpenAI, e o próprio Elon Musk. Em entrevista ao programa “Face the Nation with Margaret Brennan”, da CBS, exibida no domingo, Amodei destacou que a disputa entre EUA e China é o “dilema mais difícil” para estabelecer um limite de velocidade no desenvolvimento tecnológico.

    “Não devemos nos enganar, pois os incentivos para se destacar e a vantagem militar obtida com isso são tão grandes que a capacidade de checar se o outro lado não está trapaceando precisa ser irrefutável”, declarou Amodei, admitindo que esse controle pode levar anos e talvez não seja possível.

    Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic que ajudou a emitir os alertas, defendeu que os EUA busquem cooperação internacional para regular o ritmo da tecnologia. “Sinto que precisamos de coordenação internacional, caso contrário corremos o risco de disputar a mesma corrida com a China, o que pode ser igualmente perigoso”, afirmou Coxon ao programa Meet the Press, da NBC.

    Com informações do G1

  • Elon Musk é tema de documentário de 4 horas com versão criada por IA

    Elon Musk é tema de documentário de 4 horas com versão criada por IA

    Um documentário com quase quatro horas de duração sobre Elon Musk fez sua estreia nesta terça-feira (8), no Festival de Cinema de Veneza. O bilionário não participou da obra e não aparece fisicamente nas imagens do filme.

    Sob a direção do americano Alex Gibney, a produção intitulada “Musk” utiliza inteligência artificial para recriar a imagem e a voz do empresário. O longa-metragem acompanha a evolução de Musk, detalhando sua transição do setor tecnológico para a esfera política.

    A obra também analisa a proximidade entre Musk e Donald Trump, destacando a função estratégica que o bilionário assumiu no cenário político dos Estados Unidos.

    O trailer da produção, com 48 segundos, mescla cenas de naves espaciais e equipamentos astronômicos com relatos que evidenciam a polarização em torno da figura de Musk. “Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos”, afirma um dos depoimentos.

    Logo em seguida, a narrativa assume um tom crítico: “Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista.” O vídeo encerra com a frase “Elon é uma bomba”, acompanhada pela imagem de uma nave espacial explodindo.

    O diretor Alex Gibney explicou que a dimensão do projeto cresceu conforme Musk intensificou sua atuação política. Gibney revelou que iniciou o trabalho em 2023 e, a princípio, planejava um filme com menor duração.

    “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, declarou o cineasta.

    A ausência de Musk no documentário foi confirmada por Gibney, que afirmou ter convidado o empresário para entrevistas no começo da produção, mas recebeu uma recusa. Recentemente, Musk utilizou sua rede social X para criticar a obra, alegando que o diretor é tendencioso.

    O documentário utiliza a carreira empresarial de Musk para debater como o domínio de plataformas e empresas de tecnologia permitiu que ele expandisse sua influência para além do mercado financeiro.

    Entre os pontos centrais estão a aquisição do Twitter (agora X), a colaboração com o governo de Donald Trump e os contratos firmados entre a SpaceX e o governo americano.

    Para Gibney, a fusão de negócios, tecnologia e política tornou Musk uma figura com um poder incomum para alguém que não foi eleito para um cargo público.

    O filme também explora a ligação de Musk com movimentos de direita globalmente, citando como exemplo o apoio ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que cresceu em popularidade nos últimos anos.

    Um dos pontos mais polêmicos da produção é o uso da inteligência artificial para criar a versão de Musk, que reproduz falas públicas feitas pelo empresário ao longo do tempo.

    Ao ser questionado sobre possíveis processos judiciais devido ao uso da IA, Gibney afirmou que a equipe jurídica foi consultada. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.”

    A obra conta ainda com relatos de pessoas próximas ao bilionário, incluindo Ashley St. Clair, ex-parceira de Musk e mãe de um de seus filhos. St. Clair revelou ter recusado um acordo de confidencialidade no valor de US$ 40.000.000,00 após o término da relação.

    Com informações do G1

  • Justiça mantém lei que proíbe nudes falsos criados por IA nos EUA

    Justiça mantém lei que proíbe nudes falsos criados por IA nos EUA

    A legislação do estado de Minnesota, nos Estados Unidos, que veta a criação de imagens falsas de nudez por meio de inteligência artificial, permanecerá ativa. Na última sexta-feira (4), um juiz federal indeferiu a solicitação da xAI, companhia pertencente a Elon Musk, que buscava a suspensão da norma enquanto a empresa questiona a legalidade da medida no Judiciário.

    A referida lei, que passou a vigorar no dia 1º de agosto, proíbe que desenvolvedores de softwares, administradores de sites e outros agentes permitam que usuários utilizem ferramentas de IA para remover digitalmente as roupas de pessoas identificáveis em fotografias. De acordo com o texto legal, trata-se da primeira norma desta natureza a ser implementada em território americano.

    A xAI argumenta que a proibição fere a liberdade de expressão, direito assegurado pela Constituição dos Estados Unidos. Em contrapartida, o governo de Minnesota sustenta que a lei foi elaborada especificamente para coibir a propagação de conteúdos sexuais gerados por IA sem a autorização das vítimas retratadas.

    O magistrado Donovan Frank negou o pedido de liminar da xAI para interromper a aplicação da lei. Em sua decisão, o juiz pontuou que a empresa não conseguiu comprovar a ocorrência de danos irreparáveis que justificassem a suspensão enquanto o processo judicial segue seu curso.

    Frank destacou que as discussões constitucionais apresentadas por ambas as partes são complexas, principalmente por envolverem tecnologias emergentes e os riscos associados ao público. Segundo o magistrado, tais pontos serão analisados detalhadamente ao longo do processo.

    Até o momento, nem a xAI nem o gabinete do procurador-geral de Minnesota emitiram declarações oficiais sobre a decisão.

    Disputa jurídica continua

    A xAI moveu um processo contra o estado de Minnesota, alegando que a nova legislação viola a Primeira Emenda da Constituição americana ao limitar uma forma de expressão protegida por lei.

    Anteriormente, em julho, o juiz Frank já havia negado um pedido de Musk para evitar que a lei entrasse em vigor, embora tenha concordado em dar celeridade à análise do caso.

    Polêmicas com o Grok

    O chatbot Grok, produto da xAI, já foi alvo de críticas por gerar conteúdos de natureza sexualmente explícita. Diante disso, órgãos reguladores buscaram a implementação de travas de segurança mais rigorosas e proibições para frear a circulação de materiais ilegais criados artificialmente.

    Paralelamente, a xAI iniciou ações judiciais contra usuários que, segundo a companhia, estariam contornando os filtros de proteção do Grok para produzir imagens sexuais de terceiros sem consentimento.

    Com informações do G1