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  • Trump critica alertas sobre IA e defende liderança dos EUA frente à China

    Trump critica alertas sobre IA e defende liderança dos EUA frente à China

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou, neste domingo (13), as pessoas que criticam a inteligência artificial (IA) a “forças muito negativas”. Segundo ele, esses críticos estariam criando cenários alarmistas que não se concretizarão. Trump enfatizou que seu objetivo é assegurar que os EUA permaneçam como a principal potência global no setor.

    “Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo […] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam, e estão levantando coisas que não vão acontecer”, afirmou Trump a jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado sobre a necessidade de regulamentação ou desaceleração da indústria.

    A discussão sobre os riscos da IA ganhou força nos EUA após dois pesquisadores da empresa Anthropic alertarem que a evolução acelerada da tecnologia poderia, em um futuro próximo, levar à extinção da humanidade.

    Durante seu segundo mandato, a gestão de Trump tem oferecido amplo suporte às companhias de IA. Em contrapartida, os líderes do setor tecnológico também têm demonstrado apoio às iniciativas do governo.

    Executivos de empresas de inteligência artificial têm investido recursos em campanhas para as eleições de meio de mandato, que ocorrem antes do pleito de 3 de novembro, data que definirá quem controlará o Congresso americano.

    Um exemplo disso é o America PAC, super PAC do CEO da SpaceX, Elon Musk, que já destinou milhões de dólares para apoiar candidatos republicanos e deve ter um papel central na mobilização de eleitores durante este outono.

    Diante dos alertas dos pesquisadores, alguns CEOs do setor agora defendem a redução da velocidade no desenvolvimento dos modelos de IA. No sábado, Dario Amodei, CEO da Anthropic, propôs uma estrutura de três etapas para controlar o ritmo de avanço e permitir a gestão de riscos.

    A proposta de Amodei recebeu apoio imediato de outros grandes nomes, como Sam Altman, CEO da OpenAI, e o próprio Elon Musk. Em entrevista ao programa “Face the Nation with Margaret Brennan”, da CBS, exibida no domingo, Amodei destacou que a disputa entre EUA e China é o “dilema mais difícil” para estabelecer um limite de velocidade no desenvolvimento tecnológico.

    “Não devemos nos enganar, pois os incentivos para se destacar e a vantagem militar obtida com isso são tão grandes que a capacidade de checar se o outro lado não está trapaceando precisa ser irrefutável”, declarou Amodei, admitindo que esse controle pode levar anos e talvez não seja possível.

    Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic que ajudou a emitir os alertas, defendeu que os EUA busquem cooperação internacional para regular o ritmo da tecnologia. “Sinto que precisamos de coordenação internacional, caso contrário corremos o risco de disputar a mesma corrida com a China, o que pode ser igualmente perigoso”, afirmou Coxon ao programa Meet the Press, da NBC.

    Com informações do G1

  • EUA acusam empresas da China de usar IA americana para acelerar sistemas

    EUA acusam empresas da China de usar IA americana para acelerar sistemas

    O governo dos Estados Unidos afirmou, nesta terça-feira (8), que companhias chinesas de inteligência artificial estariam utilizando um método chamado “destilação” para extrair funcionalidades de modelos americanos, visando agilizar a criação de seus próprios sistemas.

    De acordo com autoridades dos EUA, empresas como Alibaba, DeepSeek, Z.ai e Moonshot AI estariam operando essa prática em escala industrial. Os alvos seriam modelos desenvolvidos por gigantes como OpenAI, xAI e Anthropic. O governo americano acredita que tais operações ocorrem com a ciência do governo chinês.

    A técnica de destilação consiste em fazer com que um modelo de IA aprenda a replicar as capacidades de outro sistema através da análise das respostas geradas por ele. Esse processo consegue diminuir tanto o tempo quanto os custos necessários para a criação de novos modelos de inteligência artificial.

    Contudo, para Washington, a aplicação dessa técnica por empresas chinesas ocorre de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, conforme detalhado em um comunicado emitido conjuntamente por órgãos de inteligência e segurança dos Estados Unidos.

    As autoridades americanas sustentam que essa prática permite que a China desenvolva sistemas de IA de maneira mais rápida e barata. Além disso, alertam que o uso dessa metodologia pode auxiliar na expansão de ataques cibernéticos e de capacidades militares do país asiático.

    Este embate acontece pouco antes de reuniões diplomáticas entre Washington e Pequim. Está prevista para este mês a reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, na qual devem ser discutidos os riscos ligados à segurança da inteligência artificial.

    Em resposta, o governo da China negou as acusações. O Ministério do Comércio chinês declarou que as alegações dos EUA não possuem fundamento legal ou factual, acusando os americanos de utilizarem “dois pesos e duas medidas” para tentar restringir a concorrência chinesa no setor.

    A pasta chinesa argumentou que a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e que é amplamente adotada por empresas de IA em todo o mundo, inclusive dentro dos Estados Unidos.

    “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”, declarou o ministério.

    O Ministério das Relações Exteriores da China também solicitou que os Estados Unidos evitem a difamação e as “acusações falsas”. Um porta-voz da pasta destacou que, como potências na área, “China e EUA devem fortalecer a cooperação”.

    A disputa entre as nações é recorrente. Em abril, os Estados Unidos já haviam feito denúncias similares antes de uma viagem de Trump à China. Além disso, a agência Reuters reportou em julho que pesquisadores militares chineses teriam usado resultados de IAs americanas para aprimorar a defesa do país.

    Com informações do G1

  • EUA acusam empresas da China de copiar modelos de IA para cortar gastos

    EUA acusam empresas da China de copiar modelos de IA para cortar gastos

    Autoridades responsáveis pela segurança cibernética e pelo combate ao crime nos Estados Unidos lançaram, nesta terça-feira (8), graves acusações contra empresas de inteligência artificial (IA) da China. De acordo com um comunicado emitido conjuntamente por três agências de segurança americanas, as companhias chinesas estariam promovendo “atividades agressivas de destilação em escala industrial”.

    A prática mencionada, conhecida tecnicamente como destilação, consiste em um método de desenvolvimento onde modelos de IA de menor porte são treinados a partir das respostas geradas por modelos maiores e de custo mais elevado. Na prática, isso permite que a empresa que ‘copia’ a lógica do modelo superior consiga resultados semelhantes sem precisar investir os mesmos recursos financeiros e computacionais.

    O objetivo central dessa técnica é a redução drástica dos custos de treinamento. Desenvolver uma inteligência artificial de ponta do zero exige bilhões de dólares em infraestrutura de hardware e processamento de dados. Ao utilizar a destilação, as empresas conseguem criar novas ferramentas de IA de forma muito mais rápida e barata, utilizando a inteligência já lapidada por concorrentes.

    Este embate reflete a crescente tensão tecnológica entre as duas maiores potências do mundo, onde a IA se tornou o principal campo de batalha por hegemonia econômica e militar. A capacidade de processar informações e automatizar tarefas complexas é vista agora como o maior diferencial competitivo para as empresas no cenário global.

    Enquanto as autoridades americanas alertam para a natureza agressiva dessas práticas, o setor de tecnologia debate a ética e a legalidade da destilação de modelos. A questão central reside em saber se o uso de saídas de um modelo proprietário para treinar outro constitui plágio tecnológico ou se é apenas uma evolução natural do aprendizado de máquina.

    A reportagem segue em atualização, com a incorporação de novos dados fornecidos pela agência de notícias Reuters, acompanhando os desdobramentos desta disputa geopolítica e tecnológica.

    Com informações do G1