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  • Meta lança Muse Charm: o ‘Tamagotchi’ com inteligência artificial

    Meta lança Muse Charm: o ‘Tamagotchi’ com inteligência artificial

    Durante o evento anual da Meta, realizado na última quarta-feira (23), Mark Zuckerberg utilizou referências irônicas à Apple para anunciar, em um estilo que remete a Steve Jobs, uma novidade surpreendente: o Muse Charm, um dispositivo que funciona como um “Tamagotchi” equipado com inteligência artificial.

    O aparelho possui dimensões semelhantes às de um relógio de bolso, evocando a estética dos bichinhos virtuais coloridos que marcaram a cultura popular nos anos 1990. O lançamento reflete a estratégia das grandes redes sociais de criar plataformas próprias, diminuindo a dependência dos sistemas operacionais controlados por Google e Apple.

    Com o Muse Charm, o usuário consegue interagir com um personagem virtual e utilizar o agente de IA Muse de forma direta, eliminando a necessidade de abrir aplicativos no smartphone. O dispositivo conta com uma tela de cerca de 2 polegadas, operada pelo polegar, e conexão 5G, garantindo o funcionamento da IA mesmo fora de redes Wi-Fi. A principal limitação em relação aos celulares é a impossibilidade de realizar chamadas telefônicas.

    Especialistas acreditam que o produto pode conquistar o público jovem, especialmente em um cenário onde itens como MP3 players, celulares dobráveis e câmeras digitais voltam a ser tendência por causa da nostalgia. Para essa geração, assistentes de IA são vistos mais como companheiros de conversa do que simples ferramentas de pesquisa.

    Diferente dos usuários mais velhos, que preferem computadores e apps tradicionais, os jovens interagem mais via chatbots, vídeos curtos e notas de voz. Linda Sui, fundadora da Smart Analytics Global, alerta que a mistura de moda e IA é atraente, mas pede cautela sobre a viabilidade comercial.

    “A menos que o Muse Charm possa oferecer funções exclusivas que smartphones, relógios, fones de ouvido ou óculos inteligentes não consigam substituir facilmente, é mais provável que ele continue sendo um dispositivo ‘legal de se ter’ para os primeiros usuários do que se torne um produto de massa”, afirmou Sui.

    Já Jitesh Ubrani, diretor da IDC, vê potencial no aparelho para quem evita óculos inteligentes. “Algumas pessoas podem se lembrar do Tamagotchi, e isso pode evocar essa lembrança”, explicou. “Elas podem ser capazes de executar um pequeno modelo de linguagem localmente. Assim, é possível rodar IA em um dispositivo tão pequeno”.

    O mercado já viu tentativas similares, como o Rabbit R1 em 2024, que não obteve sucesso por entregar recursos instáveis e promessas excessivas. Agora, o Muse Charm integra a nova estratégia de Zuckerberg focada em “superinteligência pessoal”, após o alto investimento no metaverso não trazer os retornos esperados.

    “Na verdade, está bastante claro que a superinteligência pessoal não só virá primeiro, como será muito maior e mais importante”, declarou Zuckerberg no Meta Connect. O executivo confirmou que o foco agora é criar os melhores aparelhos para essa finalidade, e que o Muse será integrado em breve aos óculos inteligentes da Meta.

    O entusiasmo com a tecnologia já é visível: o aplicativo Muse, que automatiza desde a marcação de voos até a declaração de impostos, registrou milhões de downloads, sendo considerado o maior lançamento de app nos Estados Unidos desde o surgimento do ChatGPT em novembro de 2022.

    Com informações do G1

  • Meta lança óculos inteligentes sem câmera para evitar gravações indevidas

    Meta lança óculos inteligentes sem câmera para evitar gravações indevidas

    Durante sua conferência anual realizada na última quarta-feira (23), a Meta apresentou novos óculos inteligentes. Além de atualizar seu modelo tradicional, a empresa trouxe como principal destaque um dispositivo que não possui câmera, desenvolvido após diversas queixas sobre a gravação de vídeos de terceiros sem o devido consentimento.

    O novo modelo, chamado de Ray-Ban Meta Audio, tem como objetivo captar a voz do usuário em chamadas telefônicas com maior nitidez do que os fones de ouvido comuns. O aparelho também permite que a pessoa ouça podcasts e músicas sem a necessidade de usar as mãos.

    O dispositivo é integrado ao Muse, o agente de inteligência artificial da Meta que chegou ao mercado no início de setembro. Por meio dessa IA, o usuário pode organizar sua agenda, realizar pesquisas na internet, registrar refeições, comprar produtos e receber instruções para treinos físicos.

    De acordo com as especificações da fabricante, os óculos possuem um peso de 43 gramas e a bateria dura até 12 horas com uma única carga completa.

    O lançamento ocorre em um momento de intenso debate sobre a privacidade gerada pelos óculos da Meta. O Ray-Ban Meta Audio está disponível em duas versões de armação: a Burbank, com formato retangular, e a Clubmaster, que possui um estilo retrô. Ao todo, são 23 combinações de cores e lentes.

    Nos Estados Unidos, o modelo é vendido no site da Ray-Ban com preços a partir de US$ 349 (aproximadamente R$ 1.800,00 na conversão direta). A Meta confirmou que o produto e outros modelos chegarão ao Brasil, embora os valores para o mercado nacional ainda não tenham sido revelados.

    A tendência de óculos inteligentes sem câmera também é adotada por outras marcas. A Even Realities, por exemplo, lançou um modelo similar em 2024, afirmando que a ausência da câmera diminui o medo de filmagens escondidas. Outras empresas, como a Snap, que lançou óculos de R$ 11.000,00 em junho, e a OpenAI, também exploram aparelhos vestíveis para o cotidiano.

    No mesmo evento, a Meta apresentou o Muse Charm, um dispositivo com personagem virtual inspirado no Tamagotchi que representa a IA Muse, e os Meta VR Glasses, óculos de realidade virtual focados em proporcionar uma experiência cinematográfica.

    Apesar das críticas à privacidade, a companhia também lançou a terceira geração do Ray-Ban Meta convencional, que mantém a câmera. Este modelo conta com um sensor de 12 megapixels e grava vídeos em resolução 3K Ultra HD de forma prática.

    Para tentar mitigar problemas, o modelo mantém a luz indicadora que avisa quando fotos ou vídeos estão sendo registrados. No entanto, a medida não impediu que pubs, teatros e restaurantes no Reino Unido restringissem o uso do aparelho.

    Atualmente, a Meta enfrenta uma ação coletiva na Califórnia. A empresa é acusada de utilizar fotos dos dispositivos para treinar sistemas de IA através de análise humana. O processo alega que as imagens incluem cenas íntimas, como pessoas em banheiros ou trocando de roupa, e dados financeiros. A Meta nega as acusações.

    A nova versão com câmera possui bateria que dura nove horas, um incremento de uma hora em relação aos modelos anteriores. Está disponível em três estilos de armações com 27 combinações de cores e lentes, custando a partir de US$ 449 (cerca de R$ 2.300,00 na conversão direta) nos EUA, com preço para o Brasil ainda a definir.

    Com informações do G1