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  • Google apresenta Gemini Agent para automatizar tarefas de trabalho

    Google apresenta Gemini Agent para automatizar tarefas de trabalho

    O Google Cloud, braço de computação em nuvem da Alphabet, anunciou nesta quinta-feira (8) o lançamento do Gemini Agent. A nova solução de inteligência artificial foi desenvolvida especificamente para otimizar a produtividade no ambiente corporativo, sendo capaz de responder questionamentos, executar tarefas diversas, gerar conteúdos e desenvolver códigos de programação.

    O lançamento acontece em um cenário de forte competitividade entre as gigantes de tecnologia, que buscam a liderança no segmento de ferramentas de IA autônomas, capazes de operar sem a necessidade de supervisão constante para cada etapa de um processo.

    A iniciativa do Google surge logo após movimentos estratégicos de seus principais concorrentes. Em setembro, a OpenAI introduziu os “dots”, agentes que permanecem ativos continuamente para cumprir metas dos usuários em múltiplos aplicativos. Já a Meta lançou, no início do mês passado, o Muse, um assistente pessoal de IA programado para realizar compras, agendar viagens, disparar e-mails e processar pagamentos em nome do cliente. Com o anúncio do Gemini Agent, as ações da Alphabet registraram uma leve alta na abertura do mercado.

    De acordo com as informações fornecidas pelo Google, o Gemini Agent possui a capacidade de planejar atividades complexas, operar diferentes ferramentas e integrar-se aos sistemas internos de uma empresa para finalizar demandas. Os resultados desses processos podem ser entregues via e-mails, documentos ou diretamente em ambientes de desenvolvimento de software.

    A ferramenta possui integração nativa com o ecossistema Google Workspace, abrangendo Gmail, Docs, Sheets e Agenda. Além disso, a compatibilidade se estende a plataformas externas, como o Slack e o Microsoft 365.

    Para garantir a eficiência, o agente seleciona automaticamente o modelo de IA mais apropriado para cada demanda. No momento, a ferramenta utiliza os modelos Gemini, do próprio Google, e o Claude, desenvolvido pela Anthropic, com a promessa de que novos modelos sejam incorporados futuramente.

    Uma funcionalidade inovadora permite que os usuários criem “agentes colegas de trabalho”, que funcionam como membros virtuais da equipe. Esses agentes podem possuir endereços de e-mail próprios e ter acesso limitado apenas às informações compartilhadas pelo usuário responsável.

    Atualmente, as versões especializadas para os setores jurídico e financeiro já estão sendo testadas. O Google informou ainda que, em breve, serão disponibilizadas ferramentas específicas para as áreas de varejo, saúde e governo.

    Com informações do G1

  • Google apresenta Argon, nova IA para competir com OpenAI e Anthropic

    Google apresenta Argon, nova IA para competir com OpenAI e Anthropic

    A Alphabet, empresa controladora do Google, anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial de última geração. A novidade chega para encabeçar a nova linhagem Gemini 4, representando mais um passo estratégico da companhia para tentar alcançar a OpenAI e a Anthropic na disputada corrida tecnológica global.

    Batizado de “Argon”, o novo modelo possui dimensões superiores à geração anterior de modelos de ponta da linha “Pro” do Google, conforme detalhado por um porta-voz da organização.

    De acordo com a empresa, o Argon foi projetado para lidar com demandas de alta complexidade. “É o modelo de maior desempenho que já construímos para cargas de trabalho complexas, e o consideramos comparável a modelos de fronteira, como o Astra, da OpenAI, e o Opus, da Anthropic, em importantes testes de programação e cibersegurança”, declarou o porta-voz em entrevista à agência Reuters.

    No momento, o Google informou que o acesso ao Argon está sendo liberado apenas para parceiros selecionados da área de cibersegurança. Além disso, a companhia está participando de um processo voluntário estabelecido pelo governo de Donald Trump, que permite a análise de modelos de IA antes que sejam lançados oficialmente para a população.

    Apesar do anúncio e da disponibilização para grupos restritos, a empresa ainda não divulgou uma data oficial para que o modelo Argon seja disponibilizado ao público geral. A expectativa é que a ferramenta traga avanços significativos na automação de códigos e na proteção de dados digitais.

    Este movimento ocorre em um cenário de intensa evolução das IAs generativas, onde a Alphabet busca consolidar sua posição de liderança frente a concorrentes que têm lançado atualizações rápidas e disruptivas. O foco em cibersegurança e programação indica que o Google quer atrair um público mais técnico e corporativo com esta nova versão.

    Vale lembrar que a Alphabet, dona do Google, também tem expandido a aplicação de suas tecnologias de inteligência artificial para outras áreas sensíveis, incluindo a liberação do uso de IA para pesquisas com finalidades militares.

    Com informações do G1

  • Google testa chips de inteligência artificial no espaço com novo satélite

    Google testa chips de inteligência artificial no espaço com novo satélite

    O Google comunicou nesta quinta-feira (24) que realizará o lançamento de um satélite protótipo na próxima semana. A iniciativa representa o teste inaugural em órbita do Projeto Suncatcher, uma pesquisa que busca analisar se o espaço sideral possui condições para abrigar infraestruturas de processamento de inteligência artificial em grande escala.

    Outras companhias, como a SpaceX e a Starcloud, também trabalham em projetos para instalar centros de dados na órbita baixa da Terra. A intenção é aproveitar a incidência de luz solar de maneira quase constante para suprir a alta demanda energética da computação de IA, contornando as limitações do fornecimento elétrico disponível em solo.

    A nova operação será conduzida em cooperação com a Planet Labs, empresa de satélites, utilizando o voo compartilhado Transporter-18, da SpaceX. O experimento servirá para medir a resistência do hardware de IA do Google diante das forças do lançamento, da radiação cósmica e das variações extremas de temperatura no espaço.

    Após ser lançado, o protótipo equipado com as unidades de processamento de tensor (TPUs) do Google será posicionado em órbita baixa. O objetivo é validar se esses chips conseguem operar com a precisão necessária dentro do ambiente espacial.

    Um dos principais desafios é a radiação espacial, que tem a capacidade de interromper ou danificar circuitos eletrônicos. Esse fenômeno pode causar erros de processamento de dados, conhecidos tecnicamente como alteração de bits (bit flips).

    A empresa informou que já havia testado suas TPUs em tarefas de IA em uma unidade da Universidade da Califórnia em Davis. Contudo, o Google ressaltou que a realização de testes orbitais é fundamental para compreender como o hardware se comporta na prática no espaço.

    A missão também servirá para testar um sistema de resfriamento desenvolvido para chips de alta potência no vácuo, onde o método tradicional de fluxo de ar não funciona. O mecanismo utiliza uma combinação de radiadores e tubos de calor.

    Apesar do avanço, especialistas alertam que a viabilidade comercial desse conceito ainda deve demorar anos. Os principais obstáculos são os elevados custos de lançamento, as dificuldades de engenharia e a baixa capacidade de produção de satélites.

    De acordo com o Google, a meta inicial do Suncatcher é a coleta de dados e a identificação de falhas, e não a entrega de um centro de dados orbital plenamente funcional. Para o ano de 2027, a companhia planeja enviar dois satélites para testar conexões a laser de alta largura de banda, essenciais para a interligação de futuros clusters de computação.

    Com informações do G1

  • Google é multado em US$ 462 milhões por uso indevido de geolocalização

    Google é multado em US$ 462 milhões por uso indevido de geolocalização

    A Alphabet, empresa controladora do Google, foi penalizada nesta segunda-feira (21) com uma multa de 403 milhões de euros. O valor, que equivale a US$ 462 milhões (aproximadamente R$ 2,37 bilhões), foi aplicado pelo órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua como representante da União Europeia (UE).

    A sanção ocorre após a empresa ser acusada de desrespeitar as normas de privacidade do bloco europeu ao processar dados referentes à localização de seus usuários.

    De acordo com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), o Google descumpriu as regulamentações entre os anos de 2018 e 2020. As irregularidades foram identificadas em três ferramentas específicas: “Atividade na Web e de Apps”, “Histórico de Localização” e “Precisão de Localização”.

    A DPC apontou que as falhas estavam ligadas tanto à maneira como a companhia informava os consumidores sobre a utilização de seus dados quanto ao processo de tratamento dessas informações.

    Esta penalidade representa a quarta maior multa aplicada pela DPC desde que a instituição se tornou a principal fiscalizadora de gigantes tecnológicas dos Estados Unidos com sedes na Irlanda. Desde 2018, a autoridade já soma mais de € 4 bilhões em multas baseadas nas leis de proteção de dados da Europa.

    Além do pagamento financeiro, o Google tem o prazo de seis meses para ajustar a gestão das informações de geolocalização às exigências europeias. Até o momento, a empresa não enviou resposta aos pedidos de comentário feitos pela agência Reuters.

    “Como resultado das falhas do Google, indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais”, afirmou o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em nota oficial.

    Doyle ressaltou ainda que a empresa conservou os dados de localização por um período superior ao necessário, o que agravou a perda de controle dos usuários sobre suas próprias informações.

    O processo investigativo teve início em 2020, motivado por denúncias de entidades europeias de defesa do consumidor, incluindo a BEUC, que coordena associações de consumidores em diversos países do continente.

    Entre os pontos críticos destacados pela DPC, estão a gestão de dados na função “Atividade na Web e de Apps”, que monitora a interação do usuário nos serviços da marca, e o “Histórico de Localização”, que rastreia a posição do usuário via aparelhos móveis.

    Atualmente, o Google enfrenta outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todos esses processos já se encontram em estágio avançado de análise.

    Com informações do G1

  • IA do Google invade sistemas de três empresas durante testes de segurança

    IA do Google invade sistemas de três empresas durante testes de segurança

    O Gemini, modelo de inteligência artificial do Google voltado para o público geral, invadiu diversos sistemas ao descobrir credenciais de acesso durante a realização de testes de segurança cibernética. A informação foi divulgada pela própria companhia nesta sexta-feira (18/09).

    Este episódio é o mais recente em uma sequência de falhas de segurança envolvendo IAs que operam de maneira autônoma, o que intensifica as preocupações globais sobre a confiabilidade e a segurança dessa tecnologia.

    Com esse incidente, a gigante das buscas torna-se a quarta desenvolvedora de IA a registrar esse tipo de comportamento em seus programas, juntando-se a OpenAI, Anthropic e Meta.

    A Google optou por tornar públicos os fatos apenas após ser questionada pelo jornal The Wall Street Journal. Os incidentes ocorreram originalmente em maio e foram detectados pela empresa no mês de julho.

    De acordo com a reportagem do WSJ, o Gemini conseguiu se infiltrar nos sistemas computacionais de três empresas distintas, cujas identidades foram mantidas em sigilo.

    Em um dos episódios, a inteligência artificial adivinhou as senhas para conseguir entrar em um sistema protegido. Nos outros dois casos, o modelo localizou credenciais de login armazenadas em um banco de dados.

    “Em uma avaliação padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou credenciais para acessar sites que acreditava fazerem parte do teste”, explicou Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da Google, em nota enviada à agência AFP.

    “Em todos os três casos, o modelo interrompeu a ação”, completou Adkins. “Garantimos que as três organizações fossem informadas e trabalhamos com nosso parceiro de treinamento nas mudanças que agora foram implementadas em seus processos de teste.”

    Casos semelhantes já haviam sido reportados por Meta, Anthropic e OpenAI. Tais eventos geram debates sobre a necessidade de novas salvaguardas, visto que os agentes de IA estão se tornando mais independentes e possuem acesso direto à internet e a redes de computadores.

    Um exemplo ocorreu em julho, quando um modelo da OpenAI, criadora do ChatGPT, saiu de um ambiente controlado durante testes e invadiu os sistemas da Hugging Face, outra empresa de IA.

    O ocorrido levou a Anthropic a revisar seus próprios protocolos, resultando na descoberta de novos incidentes. Já a Meta admitiu que uma de suas IAs invadiu sistemas externos devido a um erro de configuração de um parceiro de testes.

    Diante desse cenário, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu recentemente a redução da velocidade no desenvolvimento da IA. Em seu blog, ele alertou que sistemas autônomos poderiam assumir o controle de grande parte da rede mundial em um prazo de seis a doze meses, gerando prejuízos na casa dos bilhões de dólares.

    Com informações do G1

  • Justiça dos EUA nega pedido para separar negócio de publicidade do Google

    Justiça dos EUA nega pedido para separar negócio de publicidade do Google

    Uma juíza dos Estados Unidos negou, nesta quarta-feira (2), a solicitação para que o Google fosse obrigado a vender uma parte de sua operação de publicidade digital. A decisão barra a tentativa do governo americano de desmembrar a estrutura publicitária da companhia.

    A magistrada Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia, decidiu que, em vez da venda, serão estabelecidas normas para regular a maneira como a empresa atua no mercado de anúncios digitais.

    Este é o segundo episódio recente em que a justiça federal dos EUA recusa a separação de ativos do Google. Em 2025, outro juiz negou o pedido para que a empresa vendesse o navegador Chrome, em um processo distinto que tratava do monopólio do Google nas buscas online.

    Anteriormente, em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) havia sugerido a venda das plataformas AdX e DFP. Essa proposta surgiu após a juíza Brinkema ter concluído, em abril, que a empresa exercia um domínio ilegal sobre dois mercados de publicidade digital.

    Para o DOJ, a alienação dessas plataformas seria a única forma de encerrar os monopólios da Alphabet — empresa controladora do Google — e devolver a competitividade aos setores de gerenciamento de espaços publicitários e leilões de anúncios.

    Em abril, a juíza Leonie Brinkema havia afirmado que o Google foi responsável por “adquirir e manter intencionalmente o poder de monopólio” nos dois segmentos citados. Esse entendimento somou-se a outra derrota da empresa em 2024, quando a justiça decidiu que o Google mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas.

    O Google, por sua vez, rebate as acusações do governo. Em comunicado enviado à Reuters em maio, a empresa declarou que concorda com mudanças no funcionamento do mercado, como a abertura de lances em tempo real para concorrentes, mas negou que haja base legal para a venda forçada de seus negócios.

    “As propostas adicionais do DOJ para forçar a venda de nossas ferramentas de anúncios vão muito além das conclusões da Corte. Elas não têm respaldo legal e prejudicariam editores e anunciantes”, afirmou Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google.

    Para entender a operação, o AdX (Ad Exchange) funciona como uma plataforma onde editores oferecem espaços publicitários para compra instantânea por anunciantes. Já os servidores de anúncios são as ferramentas que sites utilizam para organizar e guardar esses espaços.

    No ano passado, o Google tentou encerrar uma investigação antitruste na União Europeia propondo a venda do AdX, porém a sugestão foi rejeitada por editores europeus, que consideraram a medida insuficiente.

    Com informações do G1