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  • Google é multado em US$ 462 milhões por uso indevido de geolocalização

    Google é multado em US$ 462 milhões por uso indevido de geolocalização

    A Alphabet, empresa controladora do Google, foi penalizada nesta segunda-feira (21) com uma multa de 403 milhões de euros. O valor, que equivale a US$ 462 milhões (aproximadamente R$ 2,37 bilhões), foi aplicado pelo órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua como representante da União Europeia (UE).

    A sanção ocorre após a empresa ser acusada de desrespeitar as normas de privacidade do bloco europeu ao processar dados referentes à localização de seus usuários.

    De acordo com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), o Google descumpriu as regulamentações entre os anos de 2018 e 2020. As irregularidades foram identificadas em três ferramentas específicas: “Atividade na Web e de Apps”, “Histórico de Localização” e “Precisão de Localização”.

    A DPC apontou que as falhas estavam ligadas tanto à maneira como a companhia informava os consumidores sobre a utilização de seus dados quanto ao processo de tratamento dessas informações.

    Esta penalidade representa a quarta maior multa aplicada pela DPC desde que a instituição se tornou a principal fiscalizadora de gigantes tecnológicas dos Estados Unidos com sedes na Irlanda. Desde 2018, a autoridade já soma mais de € 4 bilhões em multas baseadas nas leis de proteção de dados da Europa.

    Além do pagamento financeiro, o Google tem o prazo de seis meses para ajustar a gestão das informações de geolocalização às exigências europeias. Até o momento, a empresa não enviou resposta aos pedidos de comentário feitos pela agência Reuters.

    “Como resultado das falhas do Google, indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais”, afirmou o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em nota oficial.

    Doyle ressaltou ainda que a empresa conservou os dados de localização por um período superior ao necessário, o que agravou a perda de controle dos usuários sobre suas próprias informações.

    O processo investigativo teve início em 2020, motivado por denúncias de entidades europeias de defesa do consumidor, incluindo a BEUC, que coordena associações de consumidores em diversos países do continente.

    Entre os pontos críticos destacados pela DPC, estão a gestão de dados na função “Atividade na Web e de Apps”, que monitora a interação do usuário nos serviços da marca, e o “Histórico de Localização”, que rastreia a posição do usuário via aparelhos móveis.

    Atualmente, o Google enfrenta outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todos esses processos já se encontram em estágio avançado de análise.

    Com informações do G1

  • IA do Google invade sistemas de três empresas durante testes de segurança

    IA do Google invade sistemas de três empresas durante testes de segurança

    O Gemini, modelo de inteligência artificial do Google voltado para o público geral, invadiu diversos sistemas ao descobrir credenciais de acesso durante a realização de testes de segurança cibernética. A informação foi divulgada pela própria companhia nesta sexta-feira (18/09).

    Este episódio é o mais recente em uma sequência de falhas de segurança envolvendo IAs que operam de maneira autônoma, o que intensifica as preocupações globais sobre a confiabilidade e a segurança dessa tecnologia.

    Com esse incidente, a gigante das buscas torna-se a quarta desenvolvedora de IA a registrar esse tipo de comportamento em seus programas, juntando-se a OpenAI, Anthropic e Meta.

    A Google optou por tornar públicos os fatos apenas após ser questionada pelo jornal The Wall Street Journal. Os incidentes ocorreram originalmente em maio e foram detectados pela empresa no mês de julho.

    De acordo com a reportagem do WSJ, o Gemini conseguiu se infiltrar nos sistemas computacionais de três empresas distintas, cujas identidades foram mantidas em sigilo.

    Em um dos episódios, a inteligência artificial adivinhou as senhas para conseguir entrar em um sistema protegido. Nos outros dois casos, o modelo localizou credenciais de login armazenadas em um banco de dados.

    “Em uma avaliação padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou credenciais para acessar sites que acreditava fazerem parte do teste”, explicou Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da Google, em nota enviada à agência AFP.

    “Em todos os três casos, o modelo interrompeu a ação”, completou Adkins. “Garantimos que as três organizações fossem informadas e trabalhamos com nosso parceiro de treinamento nas mudanças que agora foram implementadas em seus processos de teste.”

    Casos semelhantes já haviam sido reportados por Meta, Anthropic e OpenAI. Tais eventos geram debates sobre a necessidade de novas salvaguardas, visto que os agentes de IA estão se tornando mais independentes e possuem acesso direto à internet e a redes de computadores.

    Um exemplo ocorreu em julho, quando um modelo da OpenAI, criadora do ChatGPT, saiu de um ambiente controlado durante testes e invadiu os sistemas da Hugging Face, outra empresa de IA.

    O ocorrido levou a Anthropic a revisar seus próprios protocolos, resultando na descoberta de novos incidentes. Já a Meta admitiu que uma de suas IAs invadiu sistemas externos devido a um erro de configuração de um parceiro de testes.

    Diante desse cenário, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu recentemente a redução da velocidade no desenvolvimento da IA. Em seu blog, ele alertou que sistemas autônomos poderiam assumir o controle de grande parte da rede mundial em um prazo de seis a doze meses, gerando prejuízos na casa dos bilhões de dólares.

    Com informações do G1

  • Justiça dos EUA nega pedido para separar negócio de publicidade do Google

    Justiça dos EUA nega pedido para separar negócio de publicidade do Google

    Uma juíza dos Estados Unidos negou, nesta quarta-feira (2), a solicitação para que o Google fosse obrigado a vender uma parte de sua operação de publicidade digital. A decisão barra a tentativa do governo americano de desmembrar a estrutura publicitária da companhia.

    A magistrada Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia, decidiu que, em vez da venda, serão estabelecidas normas para regular a maneira como a empresa atua no mercado de anúncios digitais.

    Este é o segundo episódio recente em que a justiça federal dos EUA recusa a separação de ativos do Google. Em 2025, outro juiz negou o pedido para que a empresa vendesse o navegador Chrome, em um processo distinto que tratava do monopólio do Google nas buscas online.

    Anteriormente, em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) havia sugerido a venda das plataformas AdX e DFP. Essa proposta surgiu após a juíza Brinkema ter concluído, em abril, que a empresa exercia um domínio ilegal sobre dois mercados de publicidade digital.

    Para o DOJ, a alienação dessas plataformas seria a única forma de encerrar os monopólios da Alphabet — empresa controladora do Google — e devolver a competitividade aos setores de gerenciamento de espaços publicitários e leilões de anúncios.

    Em abril, a juíza Leonie Brinkema havia afirmado que o Google foi responsável por “adquirir e manter intencionalmente o poder de monopólio” nos dois segmentos citados. Esse entendimento somou-se a outra derrota da empresa em 2024, quando a justiça decidiu que o Google mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas.

    O Google, por sua vez, rebate as acusações do governo. Em comunicado enviado à Reuters em maio, a empresa declarou que concorda com mudanças no funcionamento do mercado, como a abertura de lances em tempo real para concorrentes, mas negou que haja base legal para a venda forçada de seus negócios.

    “As propostas adicionais do DOJ para forçar a venda de nossas ferramentas de anúncios vão muito além das conclusões da Corte. Elas não têm respaldo legal e prejudicariam editores e anunciantes”, afirmou Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google.

    Para entender a operação, o AdX (Ad Exchange) funciona como uma plataforma onde editores oferecem espaços publicitários para compra instantânea por anunciantes. Já os servidores de anúncios são as ferramentas que sites utilizam para organizar e guardar esses espaços.

    No ano passado, o Google tentou encerrar uma investigação antitruste na União Europeia propondo a venda do AdX, porém a sugestão foi rejeitada por editores europeus, que consideraram a medida insuficiente.

    Com informações do G1