Tag: iPhone

  • Apple encarece iPhones antigos após lançamento de novos modelos

    Apple encarece iPhones antigos após lançamento de novos modelos

    A Apple promoveu um aumento nos preços de versões anteriores do iPhone nesta quarta-feira (9). A medida ocorreu logo após a apresentação dos novos modelos iPhone Duo, 18 Pro e 18 Pro Max. Com a atualização da tabela, aparelhos que chegaram ao mercado há um ano ficaram até R$ 2.000 mais caros.

    Essa estratégia inverte a prática adotada pela empresa em anos passados, quando os valores de gerações antigas eram reduzidos imediatamente após o anúncio de novos dispositivos.

    O maior reajuste foi aplicado ao iPhone Air, modelo ultrafino lançado em 2025. Até a última terça-feira (8), a versão com 1 TB de armazenamento era comercializada no site oficial da Apple por R$ 13.499,00. Agora, o valor anunciado é de R$ 15.499,00.

    As demais configurações do iPhone Air também subiram R$ 500,00. O modelo de 256 GB passou de R$ 10.499,00 para R$ 10.999,00, enquanto a opção de 512 GB subiu de R$ 11.999,00 para R$ 12.499,00.

    Já os modelos iPhone 16, iPhone 17 e iPhone 17e tiveram acréscimos entre R$ 200,00 e R$ 300,00, dependendo da capacidade de armazenamento escolhida.

    Além disso, a Apple removeu de sua loja virtual as vendas do iPhone 17 Pro, 17 Pro Max e do iPhone 16 Plus. No entanto, esses aparelhos continuam disponíveis para compra em outras lojas de varejo.

    A pressão nos preços é reflexo do custo dos componentes. Em junho, a Apple já havia alertado sobre a necessidade de reajustes devido ao aumento nos custos dos chips de memória.

    “Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, afirmou o então CEO da Apple, Tim Cook, em entrevista ao Wall Street Journal.

    Cook, que deixou o cargo de CEO no início de setembro para ser substituído por John Ternus, explicou que a empresa tentou minimizar os repasses de custos dos fornecedores. Contudo, ele ressaltou que a situação se tornou “insustentável” após reajustes “exorbitantes” de seus parceiros.

    A escassez de chips de memória ocorre porque os fabricantes estão priorizando a produção de componentes mais avançados, destinados a data centers de inteligência artificial.

    Atualmente presidente-executivo do conselho administrativo da Apple, Cook mencionou em junho que, embora os chips de armazenamento fossem um problema, a maior preocupação estava nos chips de RAM.

    A memória RAM (memória de acesso aleatório) é responsável por guardar temporariamente os dados de aplicativos abertos para que o sistema funcione corretamente. Esses componentes não estão apenas em celulares e computadores, mas também em smart TVs, consoles de games, tablets, relógios inteligentes e até carros.

    “Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos”, declarou Cook em junho. “Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental”.

    Com informações do G1

  • Apple é processada nos EUA por uso indevido de patentes de reconhecimento facial

    Apple é processada nos EUA por uso indevido de patentes de reconhecimento facial

    A Apple tornou-se alvo de um processo judicial nos Estados Unidos nesta quinta-feira (3). A ação foi movida pela BASF, companhia química de origem alemã, que alega que a gigante da tecnologia infringiu patentes relacionadas ao sistema de autenticação facial presente em diversos modelos de iPad e iPhone.

    De acordo com a denúncia, a trinamiX, que opera como subsidiária da BASF, dedicou a última década ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para corrigir falhas comuns em sistemas de reconhecimento facial convencionais. Essas vulnerabilidades, segundo a empresa, permitem que aparelhos sejam desbloqueados indevidamente por meio de fotografias, réplicas de silicone ou máscaras impressas em 3D.

    O documento jurídico detalha que a Apple não teria utilizado a tecnologia patenteada da BASF no momento do lançamento do Face ID, recurso introduzido em 2017 com o iPhone X. No entanto, a acusação aponta que a fabricante passou a incorporar a tecnologia em produtos mais recentes, citando especificamente o iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e o iPad Pro.

    “A Apple sabia, ou deveria saber, da alta probabilidade de que a atualização de seus iPhones e iPads para incorporar o Face ID usando detecção de material e pele” infringisse sete patentes da trinamiX, ​​causando “danos substanciais e prejuízos irreparáveis”, afirma a queixa apresentada à Justiça.

    O caso será julgado pelo Tribunal Distrital dos EUA, localizado em Midland, Texas. A BASF busca a suspensão de novas violações de suas patentes, além de uma indenização financeira por danos, cujo valor ainda não foi especificado no processo.

    Até o momento, a Apple não enviou respostas aos pedidos de comentários sobre a ação judicial.

    Os números financeiros da empresa reforçam a escala do impacto. Entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, a dona do iPhone registrou vendas de US$ 196,5 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão) em iPhones e US$ 21,7 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) em iPads.

    Sobre a origem da tecnologia, a BASF relata que a trinamiX surgiu em 2010. Na época, cientistas que realizavam pesquisas sobre células solares orgânicas fizeram descobertas fortuitas que permitiram a criação dos primeiros protótipos de câmeras tridimensionais.

    Em 2014, a BASF formalizou a criação da subsidiária como uma unidade independente, focada no desenvolvimento de materiais e tecnologias avançadas de sensoriamento 3D. Atualmente, a trinamiX possui mais de 800 patentes concedidas ou em processo de análise ao redor do mundo, conforme consta na denúncia.

    Com informações do G1