Tag: iPhone

  • Apple estuda mudanças internas para acelerar lançamento de produtos

    Apple estuda mudanças internas para acelerar lançamento de produtos

    O novo diretor-executivo da Apple, John Ternus, está analisando uma reestruturação profunda na fabricante do iPhone. O objetivo é priorizar a área de engenharia, aumentar a frequência de lançamento de novos produtos e criar uma organização mais ágil, conforme revelou a Bloomberg News nesta terça-feira (29).

    Entre as propostas que estão sendo estudadas, destaca-se a alteração do calendário tradicional de lançamentos, que atualmente fica concentrado no mês de setembro. Além disso, a empresa planeja reduzir a quantidade de cargos de gerência intermediária.

    De acordo com a reportagem, que baseou as informações em fontes próximas ao assunto, a intenção da medida é diminuir a distância entre os engenheiros e os principais executivos da companhia.

    Ternus possui uma longa trajetória na Apple, onde atua há 25 anos. Antes de assumir a liderança máxima, ele comandou o setor de hardware por diversos anos, sendo responsável por supervisionar várias gerações do iPhone.

    Ele assumiu o cargo de CEO no início deste mês, sucedendo Tim Cook. Para analistas do mercado, a troca no comando reforça a prioridade da Apple em focar em dispositivos e produtos físicos para impulsionar o crescimento da marca.

    A Bloomberg News aponta que a Apple já deu início a estratégias para a redução de custos. Ternus também está em busca de novas fontes de receita e de formas de otimizar o retorno financeiro dos produtos que já integram o catálogo da empresa.

    Até o momento, a Apple não se manifestou sobre os questionamentos feitos pela Reuters.

    Internamente, Ternus teria sinalizado que a companhia precisa de mais agilidade nos lançamentos e na testagem de novas ideias para conseguir se manter competitiva diante do avanço da inteligência artificial.

    Atualmente, a empresa mantém a tradição de realizar dois grandes eventos anuais. Em junho, ocorre a conferência de desenvolvedores, focada em softwares. Já em setembro, o destaque são os novos modelos de iPhone e outros aparelhos.

    Recentemente, a Apple expandiu sua atuação para o segmento de smartphones dobráveis com o lançamento do iPhone Duo, com valores que variam entre R$ 21.999,00 e R$ 30.999,00.

    Especialistas acreditam que a entrada da Apple nesse nicho pode acelerar a popularização dos aparelhos dobráveis, repetindo o sucesso ocorrido com os fones de ouvido sem fio e os smartwatches.

    No setor de engenharia de hardware, a Apple já começou a cortar cargos de gerência de coordenação de projetos. As mudanças impactaram diversos gestores, incluindo cerca de seis diretores.

    Houve também cortes expressivos nas equipes da assistente Siri, do headset Vision Pro e no desenvolvimento de softwares de inteligência artificial. A reportagem indica que parte dessas demissões foi motivada pelo desempenho dos colaboradores.

    Por fim, Ternus analisa como a inteligência artificial pode ser utilizada para automatizar tarefas internas e acelerar o ciclo de desenvolvimento de novos produtos, segundo a Bloomberg News.

    Com informações do G1

  • Apple deve pagar US$ 5,7 bilhões por uso de tecnologia tátil, decide júri nos EUA

    Apple deve pagar US$ 5,7 bilhões por uso de tecnologia tátil, decide júri nos EUA

    Um júri nos Estados Unidos determinou que a Apple deve pagar uma indenização superior a US$ 5,7 bilhões à Taction, empresa com sede em San Diego. A condenação ocorre devido ao uso de tecnologia patenteada da companhia no sistema de retorno tátil (haptic feedback) presente nos modelos de iPhone e nos Apple Watches.

    A Apple já manifestou que pretende recorrer da decisão, que representa a maior indenização de sua categoria já aplicada no território americano.

    A conclusão do júri, ocorrida na última sexta-feira, apontou que o Taptic Engine da Apple — componente responsável pelas vibrações de toque dos dispositivos — infringe duas patentes registradas pela Taction.

    Em nota oficial, a Apple rebateu a decisão, alegando que sua tecnologia possui diferenças fundamentais em relação àquela desenvolvida pela Taction. A empresa afirmou ainda que os próprios testes realizados pela concorrente ao longo do processo judicial comprovariam tais distinções.

    “A Apple não usa a tecnologia da Taction, e vamos recorrer”, declarou a companhia em comunicado.

    Por outro lado, o advogado da Taction, Lance Yang, celebrou a vitória judicial. “Estamos felizes que o júri tenha decidido a favor da Taction e reconhecido seus direitos de patente”, afirmou o representante legal.

    A Taction, que aplica sua tecnologia em produtos como headsets para games e fones de ouvido, iniciou a ação judicial no ano de 2021. Na ocasião, a Apple negou todas as acusações e defendeu que as patentes em questão eram inválidas.

    O caso havia sido anteriormente encerrado em 2023, quando uma juíza federal de San Diego decidiu que a Apple não teria infringido as patentes. No entanto, o Tribunal de Recursos do Circuito Federal dos EUA reativou o processo no ano passado, levando a nova análise do júri e à atual condenação bilionária.

    Com informações do G1

  • Apple encarece iPhones antigos após lançamento de novos modelos

    Apple encarece iPhones antigos após lançamento de novos modelos

    A Apple promoveu um aumento nos preços de versões anteriores do iPhone nesta quarta-feira (9). A medida ocorreu logo após a apresentação dos novos modelos iPhone Duo, 18 Pro e 18 Pro Max. Com a atualização da tabela, aparelhos que chegaram ao mercado há um ano ficaram até R$ 2.000 mais caros.

    Essa estratégia inverte a prática adotada pela empresa em anos passados, quando os valores de gerações antigas eram reduzidos imediatamente após o anúncio de novos dispositivos.

    O maior reajuste foi aplicado ao iPhone Air, modelo ultrafino lançado em 2025. Até a última terça-feira (8), a versão com 1 TB de armazenamento era comercializada no site oficial da Apple por R$ 13.499,00. Agora, o valor anunciado é de R$ 15.499,00.

    As demais configurações do iPhone Air também subiram R$ 500,00. O modelo de 256 GB passou de R$ 10.499,00 para R$ 10.999,00, enquanto a opção de 512 GB subiu de R$ 11.999,00 para R$ 12.499,00.

    Já os modelos iPhone 16, iPhone 17 e iPhone 17e tiveram acréscimos entre R$ 200,00 e R$ 300,00, dependendo da capacidade de armazenamento escolhida.

    Além disso, a Apple removeu de sua loja virtual as vendas do iPhone 17 Pro, 17 Pro Max e do iPhone 16 Plus. No entanto, esses aparelhos continuam disponíveis para compra em outras lojas de varejo.

    A pressão nos preços é reflexo do custo dos componentes. Em junho, a Apple já havia alertado sobre a necessidade de reajustes devido ao aumento nos custos dos chips de memória.

    “Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, afirmou o então CEO da Apple, Tim Cook, em entrevista ao Wall Street Journal.

    Cook, que deixou o cargo de CEO no início de setembro para ser substituído por John Ternus, explicou que a empresa tentou minimizar os repasses de custos dos fornecedores. Contudo, ele ressaltou que a situação se tornou “insustentável” após reajustes “exorbitantes” de seus parceiros.

    A escassez de chips de memória ocorre porque os fabricantes estão priorizando a produção de componentes mais avançados, destinados a data centers de inteligência artificial.

    Atualmente presidente-executivo do conselho administrativo da Apple, Cook mencionou em junho que, embora os chips de armazenamento fossem um problema, a maior preocupação estava nos chips de RAM.

    A memória RAM (memória de acesso aleatório) é responsável por guardar temporariamente os dados de aplicativos abertos para que o sistema funcione corretamente. Esses componentes não estão apenas em celulares e computadores, mas também em smart TVs, consoles de games, tablets, relógios inteligentes e até carros.

    “Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos”, declarou Cook em junho. “Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental”.

    Com informações do G1

  • Apple é processada nos EUA por uso indevido de patentes de reconhecimento facial

    Apple é processada nos EUA por uso indevido de patentes de reconhecimento facial

    A Apple tornou-se alvo de um processo judicial nos Estados Unidos nesta quinta-feira (3). A ação foi movida pela BASF, companhia química de origem alemã, que alega que a gigante da tecnologia infringiu patentes relacionadas ao sistema de autenticação facial presente em diversos modelos de iPad e iPhone.

    De acordo com a denúncia, a trinamiX, que opera como subsidiária da BASF, dedicou a última década ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para corrigir falhas comuns em sistemas de reconhecimento facial convencionais. Essas vulnerabilidades, segundo a empresa, permitem que aparelhos sejam desbloqueados indevidamente por meio de fotografias, réplicas de silicone ou máscaras impressas em 3D.

    O documento jurídico detalha que a Apple não teria utilizado a tecnologia patenteada da BASF no momento do lançamento do Face ID, recurso introduzido em 2017 com o iPhone X. No entanto, a acusação aponta que a fabricante passou a incorporar a tecnologia em produtos mais recentes, citando especificamente o iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e o iPad Pro.

    “A Apple sabia, ou deveria saber, da alta probabilidade de que a atualização de seus iPhones e iPads para incorporar o Face ID usando detecção de material e pele” infringisse sete patentes da trinamiX, ​​causando “danos substanciais e prejuízos irreparáveis”, afirma a queixa apresentada à Justiça.

    O caso será julgado pelo Tribunal Distrital dos EUA, localizado em Midland, Texas. A BASF busca a suspensão de novas violações de suas patentes, além de uma indenização financeira por danos, cujo valor ainda não foi especificado no processo.

    Até o momento, a Apple não enviou respostas aos pedidos de comentários sobre a ação judicial.

    Os números financeiros da empresa reforçam a escala do impacto. Entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, a dona do iPhone registrou vendas de US$ 196,5 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão) em iPhones e US$ 21,7 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) em iPads.

    Sobre a origem da tecnologia, a BASF relata que a trinamiX surgiu em 2010. Na época, cientistas que realizavam pesquisas sobre células solares orgânicas fizeram descobertas fortuitas que permitiram a criação dos primeiros protótipos de câmeras tridimensionais.

    Em 2014, a BASF formalizou a criação da subsidiária como uma unidade independente, focada no desenvolvimento de materiais e tecnologias avançadas de sensoriamento 3D. Atualmente, a trinamiX possui mais de 800 patentes concedidas ou em processo de análise ao redor do mundo, conforme consta na denúncia.

    Com informações do G1