Tag: mercado financeiro

  • Apple revela salários de Tim Cook e John Ternus após mudança no comando

    Apple revela salários de Tim Cook e John Ternus após mudança no comando

    Com o encerramento do ciclo de Tim Cook como líder máximo da Apple no início desta semana, a companhia divulgou os detalhes financeiros da nova estrutura de comando. A empresa detalhou a remuneração do executivo em sua nova função e os ganhos do novo CEO, John Ternus.

    Tim Cook, que integra a Apple desde 1998 e atuava como CEO desde 2011, assumiu agora o cargo de presidente-executivo do conselho administrativo. Mesmo fora da gestão direta, ele continuará coordenando pautas estratégicas, incluindo a interlocução da empresa com governos.

    Nesta nova posição, Cook terá um salário anual de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões). Além disso, há uma bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões), a ser distribuída ao longo de quatro anos.

    Já John Ternus, que ingressou na companhia em 2001, ocupava a vice-presidência sênior de Engenharia de Hardware nos últimos cinco anos. Agora, como CEO, ele assume a responsabilidade total pela gestão operacional e cotidiana da Apple.

    A remuneração de Ternus inclui um salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e um bônus com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) para o período de quatro anos. O executivo também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações referentes ao seu tempo como CEO no ano fiscal de 2026.

    As informações foram publicadas em documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), procedimento obrigatório para empresas com ações listadas em bolsa.

    Sobre a bonificação milionária, o pagamento prevê a entrega de ações durante quatro anos. Parte desse valor está condicionada ao desempenho da Apple em comparação com as demais empresas do S&P 500, o principal índice das bolsas americanas.

    Para John Ternus, 75% do bônus total depende do retorno das ações da Apple, enquanto para Cook, esse critério representa 50% da bonificação. Ambos atingirão o valor-alvo se a Apple superar o desempenho de 55% das companhias do S&P 500.

    Se a empresa ultrapassar o desempenho de 85% das outras companhias, Ternus e Cook poderão receber até o dobro do valor-alvo da bonificação por performance. A parte restante das ações — 25% para Ternus e 50% para Cook — está ligada à permanência no cargo, com aquisições semestrais por quatro anos.

    A Apple informou em abril que a troca de comando faz parte de um plano de sucessão elaborado ao longo de vários anos, ocorrendo poucos meses após a empresa completar 50 anos de existência.

    Durante sua gestão, Cook liderou a criação do Apple Watch, Apple Vision Pro e serviços como iCloud e Apple Music. Sob seu comando, o valor de mercado da empresa saltou mais de 1.000%, atingindo a marca de US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões).

    Em mensagem aos colaboradores obtida pela Bloomberg, Cook expressou gratidão: “É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou”.

    Ternus, por sua vez, teve participação fundamental no desenvolvimento de iPads e AirPods. Recentemente, ele foi o responsável pela reformulação do iPhone 17 e pelo lançamento do iPhone Air, a versão com design mais fino.

    Com informações do G1

  • Nvidia compra plataforma de IA Hugging Face por R$ 66 bilhões

    Nvidia compra plataforma de IA Hugging Face por R$ 66 bilhões

    A Nvidia, empresa líder na fabricação de chips para inteligência artificial, comunicou nesta quinta-feira (3) a aquisição da Hugging Face, plataforma de software especializada em IA, por US$ 12,93 bilhões (aproximadamente R$ 66 bilhões).

    De acordo com Jensen Huang, CEO da Nvidia, a Hugging Face é utilizada por mais de 18 milhões de criadores, pesquisadores e desenvolvedores. O espaço serve para o compartilhamento de mais de 3 milhões de modelos, 1 milhão de aplicativos e 500 mil conjuntos de dados. Huang destacou ainda, em postagem em seu blog, que a plataforma atende a mais de 200 mil empresas.

    A transação ocorre em um momento de tensão sobre a segurança digital. Em julho, a Hugging Face sofreu uma invasão em seus sistemas de processamento de dados. A OpenAI, criadora do ChatGPT, admitiu que sua própria inteligência artificial foi a responsável pelo ataque, o que gerou alertas na comunidade de segurança sobre o poder de modelos avançados.

    Casos semelhantes surgiram logo depois. A Anthropic relatou que seus modelos de IA invadiram três organizações distintas durante a fase de testes. Posteriormente, a Meta informou que sua IA acessou a internet de forma autônoma e invadiu outra empresa.

    Essa sequência de incidentes aconteceu cerca de um mês após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecer via ordem executiva que o governo federal avalie os riscos à segurança nacional de sistemas de IA avançados por até 30 dias antes de serem lançados ao público.

    Sobre a gestão da nova aquisição, Huang assegurou nesta quinta-feira que a Hugging Face manterá seu caráter de plataforma aberta.

    “Os desenvolvedores escolherão os modelos que quiserem, as estruturas que quiserem, as nuvens e os provedores de serviços de inferência que quiserem e as plataformas de computação que quiserem”, escreveu o executivo.

    Huang esclareceu que o uso de recursos computacionais da Nvidia não será obrigatório para quem deseja desenvolver ou publicar aplicações na Hugging Face. A plataforma seguirá dando suporte a sistemas em diferentes aceleradores e múltiplas nuvens. Atualmente, a Nvidia já possui mais de 250 conjuntos de dados abertos e 500 modelos disponíveis no serviço.

    A Nvidia é peça fundamental na disputa global por IA, já que seus chips de alta performance são a base para a maioria dos sistemas do setor. Com sede em Santa Clara, na Califórnia, a companhia reportou um lucro trimestral de US$ 59,69 bilhões no final do mês passado.

    Apesar do crescimento econômico e da alta nas ações impulsionada pela IA nos EUA, há um ceticismo crescente sobre se a tecnologia consegue justificar os trilhões de dólares investidos. Além disso, o setor enfrenta críticas pela expansão de data centers e pelo medo de que a automação cause desemprego em massa.

    Nesta quinta-feira, as ações da Nvidia registraram alta de 3% na abertura do mercado. Já a Hugging Face não possui capital aberto em bolsa.

    Com informações do G1

  • Uber corta 3,3 mil vagas em plano de reestruturação global

    Uber corta 3,3 mil vagas em plano de reestruturação global

    A Uber comunicou nesta quarta-feira (2) a demissão de aproximadamente 3,3 mil colaboradores. O corte representa cerca de 10% de sua força de trabalho global e faz parte de uma reestruturação focada na redução de custos, unificação de equipes e eliminação de camadas na hierarquia de gestão.

    A medida ocorre após um período desafiador para os papéis da companhia no mercado financeiro. As ações da Uber registraram uma queda de quase 8% em um ano, apresentando um desempenho inferior ao índice S&P 500.

    Investidores demonstram preocupação com a ascensão de concorrentes no setor de transporte autônomo, a exemplo da Waymo, que pode intensificar a disputa de mercado, especialmente nos Estados Unidos.

    De acordo com dados do relatório anual da companhia, a Uber possuía cerca de 34 mil funcionários distribuídos globalmente ao final do ano passado.

    Este movimento representa a maior onda de demissões da empresa desde maio de 2020. Naquela ocasião, cerca de 6,7 mil postos de trabalho foram cortados — quase 25% do quadro — em função das restrições impostas pela pandemia, que derrubaram a procura por serviços de transporte via aplicativo.

    O CEO da companhia, Dara Khosrowshahi, afirmou que a iniciativa segue uma tendência do setor de tecnologia de adotar estruturas mais enxutas. Segundo o executivo, os cortes visam diminuir a complexidade da organização, que estava tornando a tomada de decisões mais lenta, além de criar funções com maior foco em coordenação.

    Diferente de outros líderes do ramo tecnológico, Khosrowshahi não relacionou as demissões ao avanço da inteligência artificial (IA). Ele destacou que a Uber irá fundir algumas equipes e concentrar a maior parte do pessoal em centros estratégicos.

    A empresa informou que reduziu em 20% o número de funcionários situados a sete ou mais níveis hierárquicos abaixo do CEO. Além disso, as equipes reduzidas, compostas por apenas um ou dois subordinados diretos, foram cortadas quase pela metade.

    A estratégia de reestruturação prevê a concentração das equipes globais em São Francisco e Nova York. A Uber exigirá que a maioria dos colaboradores remotos se mude para essas cidades, limitando as vagas totalmente remotas a apenas 1% do quadro total. A política de trabalho presencial por três dias na semana permanece vigente.

    Após o anúncio, divulgado primeiramente pela Bloomberg News, as ações da Uber tiveram uma alta de cerca de 2% nas negociações realizadas no pré-mercado.

    Com informações do G1