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  • Flórida quer que Justiça obrigue Meta a restringir Instagram e Facebook para menores

    Flórida quer que Justiça obrigue Meta a restringir Instagram e Facebook para menores

    O estado da Flórida entrou com um pedido na Justiça nesta quarta-feira (7) para que a Meta, empresa controladora do Instagram e do Facebook, seja obrigada a implementar mudanças em suas plataformas visando a proteção de usuários menores de idade.

    Por meio de uma petição enviada a um tribunal do condado de Pasco, o procurador-geral da região, James Uthmeier, solicitou uma medida provisória. O objetivo é que a companhia identifique e exclua do Facebook e do Instagram todos os usuários residentes na Flórida que tenham menos de 14 anos.

    Além da remoção de contas, Uthmeier solicitou que a Meta estabeleça um limite de uso de duas horas por dia para adolescentes do estado, contabilizando o tempo gasto em todos os aplicativos da empresa. O pedido inclui ainda a desativação de funcionalidades como a rolagem infinita — que permite navegar por publicações sem interrupção — e a reprodução automática de vídeos.

    As autoridades estaduais desejam que tais restrições passem a valer imediatamente e permaneçam ativas enquanto o processo judicial contra a Meta seguir seu curso. Até o momento, a Meta não se manifestou sobre o caso após ser questionada pela agência Reuters.

    A ação judicial sustenta que a empresa desenvolveu suas plataformas para gerar dependência em jovens e que teria enganado os consumidores a respeito da segurança de seus serviços. Este processo faz parte de um grupo de dezenas de ações semelhantes movidas por diversos estados americanos contra a Meta.

    Anteriormente, em agosto, a Meta firmou um acordo com Washington, D.C., e outros 48 estados, comprometendo-se a realizar alterações para o público adolescente e a pagar a quantia de US$ 18 bilhões. Esse montante representa aproximadamente um mês de receita da companhia ou entre três e quatro meses de seu lucro.

    Entretanto, James Uthmeier, membro do Partido Republicano, optou por não aceitar os termos do acordo, preferindo dar continuidade ao processo específico da Flórida. Na petição, o estado descreveu o acordo anterior como “um mero puxão de orelha”, argumentando que a multa seria encarada apenas como um custo de fazer negócios, sem evitar que a conduta se repita.

    As exigências da Flórida são consideravelmente mais rigorosas do que as aceitas pela Meta no acordo global. O estado propõe, inclusive, o bloqueio de mensagens para adolescentes que atinjam o limite diário de tempo e a proibição total de anúncios direcionados a esse público.

    O gabinete de Uthmeier defendeu que as mudanças já aceitas pela Meta em outros acordos provam que as medidas solicitadas pelo estado da Flórida são tecnicamente viáveis.

    Com informações do G1

  • Ações da Nvidia batem recorde e empresa se aproxima de valer US$ 6 trilhões

    Ações da Nvidia batem recorde e empresa se aproxima de valer US$ 6 trilhões

    As ações da Nvidia atingiram um novo recorde nesta sexta-feira (2), marca que não era alcançada desde o mês de maio. A companhia, que tem sido valorizada devido aos investimentos e aos resultados positivos com a inteligência artificial, registrou uma alta de 2,9% no dia de hoje, conforme dados da Bloomberg.

    Com esse desempenho, o valor de mercado da empresa chega perto de US$ 6 trilhões, o que equivale a aproximadamente R$ 31,4 trilhões em conversão direta.

    Em maio, a Nvidia reportou um lucro de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 26 de abril. De acordo com a própria empresa, esse montante representa um crescimento de 211% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

    Segundo a Bloomberg, a valorização dos papéis da fabricante de chips acontece em meio ao otimismo do mercado com o Muse AI. O novo agente de inteligência artificial foi desenvolvido pela Meta, empresa proprietária do WhatsApp, Instagram e Facebook.

    Lançado no começo de setembro, o Muse funciona como um assistente de IA criado para realizar tarefas em nome dos usuários. Para isso, a ferramenta consegue acessar informações e contas em aplicativos de agenda, e-mail, compras, saúde, pagamentos e sistemas de casa inteligente.

    A Bloomberg ressalta que o sucesso do agente da Meta elevou a confiança dos investidores, que passaram a buscar empresas produtoras de CPUs, data centers e outros componentes essenciais para a evolução da IA.

    A Nvidia é especializada na fabricação de chips utilizados para o treinamento de modelos de inteligência artificial, como o ChatGPT, que demandam alta capacidade de processamento. A lista de clientes da companhia inclui quase todas as gigantes do setor tecnológico, a exemplo de Google, Microsoft, Amazon, Spotify e Meta.

    De acordo com a Reuters, a empresa detém cerca de 80% do mercado global de chips de IA de alta performance. Seus principais produtos nessa categoria são as GPUs (unidades de processamento gráfico) H100 e A100. A companhia também apresentou o Blackwell (B100), geração mais moderna, com maior eficiência e desempenho, feita para superar a H100.

    A atuação da Nvidia vai além da IA, produzindo componentes para computadores pessoais, fundamentais para a indústria de games, setor onde a marca ganhou reconhecimento mundial.

    O chip H100 é, atualmente, o produto mais procurado do segmento e custa dezenas de milhares de dólares por unidade. A consultoria TrendForce estima que o funcionamento do ChatGPT exija cerca de 30 mil GPUs.

    “Os GPUs são mais difíceis de encontrar do que drogas”, ironizou Elon Musk durante um evento do “Wall Street Journal” em 2023.

    Embora projete seus processadores, a Nvidia não possui fábrica própria, diferentemente de Apple ou AMD. A maior parte da produção é realizada pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), líder mundial no ramo.

    A infraestrutura da inteligência artificial depende, portanto, de centenas de empresas taiwanesas, de diversos portes, que fornecem o conhecimento técnico e os componentes necessários para a montagem dos complexos sistemas da Nvidia.

    Com informações do G1

  • IA da Meta revela endereço de youtuber a estranho e gera visita inesperada

    IA da Meta revela endereço de youtuber a estranho e gera visita inesperada

    O youtuber especializado em tecnologia Matt J. Robb, residente no Canadá, relatou que o Muse AI, o novo agente de inteligência artificial da Meta, expôs o endereço de sua residência para uma pessoa desconhecida.

    De acordo com Robb, ele havia concedido permissão para que o Muse AI realizasse apenas a gestão de sua conta no Facebook Marketplace, a ferramenta de classificados da rede social.

    Lançado no começo de setembro, o Muse funciona como um assistente de IA criado para executar tarefas em nome dos usuários. Para operar, a ferramenta tem a capacidade de acessar contas e dados em diversos aplicativos, incluindo agenda, e-mail, pagamentos, compras, saúde e sistemas de casa inteligente.

    No entanto, Robb alega que o Muse agiu de forma autônoma e sem consultá-lo previamente. O agente de IA aceitou uma proposta de valor inferior ao solicitado por um teclado que estava à venda no Facebook Marketplace e, em seguida, agendou a retirada do item com o comprador.

    O youtuber afirmou que só tomou conhecimento da transação após a conclusão do processo. O comprador chegou a comparecer ao prédio onde Robb mora para retirar o produto.

    O episódio ganhou destaque em portais de tecnologia nos Estados Unidos. Questionada pelo site The Verge, a Meta compartilhou um post no X de David Singleton, executivo da Meta Superintelligence Labs, que informou ter entrado em contato com Robb para investigar o ocorrido e prestar auxílio.

    “No passado, quando trabalhamos com usuários para investigar relatos semelhantes, consistentemente descobrimos que o Muse estava seguindo instruções diretas e corretamente solicitava permissão. Adoraria ajudar e descobrir o que está acontecendo aqui!”, declarou o executivo.

    Robb divulgou a captura de tela de uma conversa com o Muse AI, na qual a inteligência artificial informa que o comprador ficou irritado por não ter sido atendido no local.

    “Más notícias sobre a retirada do MX Keys Mini. O Usman apareceu no seu prédio por volta das 21h15 e ficou esperando, mandou várias mensagens, mas ninguém desceu. Ele foi embora irritado às 21h38 e deixou uma avaliação negativa.”, escreveu a IA.

    Diante do erro, Robb repreendeu a ferramenta: “Você nunca mais pode fazer isso. Não aceite uma retirada sem antes confirmar comigo”. O Muse AI admitiu a falha respondendo: “Você tem razão, e sinto muito. Isso nunca deveria ter acontecido”.

    Com informações do G1

  • WhatsApp lança novas ferramentas de controle parental para adolescentes no Brasil

    WhatsApp lança novas ferramentas de controle parental para adolescentes no Brasil

    O WhatsApp anunciou, nesta quarta-feira (30), a implementação de novas funcionalidades de controle parental voltadas para adolescentes em território brasileiro. De acordo com a empresa, essas ferramentas possibilitam que pais e responsáveis configurem a maneira como os menores de idade utilizam o aplicativo de mensagens.

    Essas novidades integram uma atualização realizada pela Meta em março, ocasião em que a companhia disponibilizou recursos de proteção similares para crianças com menos de 13 anos no WhatsApp. Agora, o foco da atualização são os adolescentes.

    Com a chegada desses novos recursos, os responsáveis podem realizar as seguintes configurações: definir quem tem permissão para visualizar a foto de perfil do adolescente e controlar quem pode adicioná-lo a grupos de conversa.

    Além disso, os pais podem ser informados sobre com quem o jovem está conversando e receber notificações automáticas quando o adolescente entrar ou sair de um grupo, ou ainda quando houver um aumento no número de integrantes de um grupo do qual ele participe.

    A atualização também permite escolher a forma como o adolescente utiliza os canais, bem como definir quais atualizações de status o jovem pode visualizar e quem poderá ver as publicações feitas por ele.

    No que diz respeito à inteligência artificial, os responsáveis podem determinar qual experiência da Meta AI é a mais adequada para o adolescente. A empresa oferece a configuração padrão para maiores de 13 anos ou a opção “Conteúdo limitado”, que é mais rigorosa.

    A Meta, proprietária do WhatsApp, ressalta que a utilização desses recursos é opcional. Caso o adolescente deseje flexibilizar alguma das regras impostas, será necessária a autorização dos pais ou responsáveis, que deverão validar a alteração por meio de um PIN definido pelo adulto.

    Apesar das novas travas, a empresa assegura que as ligações e as mensagens enviadas pelo adolescente permanecem privadas. Isso significa que os responsáveis não terão acesso à leitura das conversas nem receberão relatórios detalhados sobre com quem o jovem falou ou ligou.

    “Ninguém mais pode ler ou ouvir o conteúdo dessas conversas, nem mesmo o WhatsApp”, declarou a companhia.

    A implementação dessas funcionalidades ocorre em um período de forte pressão no Brasil, impulsionada pelo ECA Digital, visando assegurar um ambiente virtual mais seguro para crianças e adolescentes. Essa tendência de maior fiscalização também é observada em diversos outros países.

    Com informações do G1

  • Meta lança Muse Charm: o ‘Tamagotchi’ com inteligência artificial

    Meta lança Muse Charm: o ‘Tamagotchi’ com inteligência artificial

    Durante o evento anual da Meta, realizado na última quarta-feira (23), Mark Zuckerberg utilizou referências irônicas à Apple para anunciar, em um estilo que remete a Steve Jobs, uma novidade surpreendente: o Muse Charm, um dispositivo que funciona como um “Tamagotchi” equipado com inteligência artificial.

    O aparelho possui dimensões semelhantes às de um relógio de bolso, evocando a estética dos bichinhos virtuais coloridos que marcaram a cultura popular nos anos 1990. O lançamento reflete a estratégia das grandes redes sociais de criar plataformas próprias, diminuindo a dependência dos sistemas operacionais controlados por Google e Apple.

    Com o Muse Charm, o usuário consegue interagir com um personagem virtual e utilizar o agente de IA Muse de forma direta, eliminando a necessidade de abrir aplicativos no smartphone. O dispositivo conta com uma tela de cerca de 2 polegadas, operada pelo polegar, e conexão 5G, garantindo o funcionamento da IA mesmo fora de redes Wi-Fi. A principal limitação em relação aos celulares é a impossibilidade de realizar chamadas telefônicas.

    Especialistas acreditam que o produto pode conquistar o público jovem, especialmente em um cenário onde itens como MP3 players, celulares dobráveis e câmeras digitais voltam a ser tendência por causa da nostalgia. Para essa geração, assistentes de IA são vistos mais como companheiros de conversa do que simples ferramentas de pesquisa.

    Diferente dos usuários mais velhos, que preferem computadores e apps tradicionais, os jovens interagem mais via chatbots, vídeos curtos e notas de voz. Linda Sui, fundadora da Smart Analytics Global, alerta que a mistura de moda e IA é atraente, mas pede cautela sobre a viabilidade comercial.

    “A menos que o Muse Charm possa oferecer funções exclusivas que smartphones, relógios, fones de ouvido ou óculos inteligentes não consigam substituir facilmente, é mais provável que ele continue sendo um dispositivo ‘legal de se ter’ para os primeiros usuários do que se torne um produto de massa”, afirmou Sui.

    Já Jitesh Ubrani, diretor da IDC, vê potencial no aparelho para quem evita óculos inteligentes. “Algumas pessoas podem se lembrar do Tamagotchi, e isso pode evocar essa lembrança”, explicou. “Elas podem ser capazes de executar um pequeno modelo de linguagem localmente. Assim, é possível rodar IA em um dispositivo tão pequeno”.

    O mercado já viu tentativas similares, como o Rabbit R1 em 2024, que não obteve sucesso por entregar recursos instáveis e promessas excessivas. Agora, o Muse Charm integra a nova estratégia de Zuckerberg focada em “superinteligência pessoal”, após o alto investimento no metaverso não trazer os retornos esperados.

    “Na verdade, está bastante claro que a superinteligência pessoal não só virá primeiro, como será muito maior e mais importante”, declarou Zuckerberg no Meta Connect. O executivo confirmou que o foco agora é criar os melhores aparelhos para essa finalidade, e que o Muse será integrado em breve aos óculos inteligentes da Meta.

    O entusiasmo com a tecnologia já é visível: o aplicativo Muse, que automatiza desde a marcação de voos até a declaração de impostos, registrou milhões de downloads, sendo considerado o maior lançamento de app nos Estados Unidos desde o surgimento do ChatGPT em novembro de 2022.

    Com informações do G1

  • Meta lança óculos inteligentes sem câmera para evitar gravações indevidas

    Meta lança óculos inteligentes sem câmera para evitar gravações indevidas

    Durante sua conferência anual realizada na última quarta-feira (23), a Meta apresentou novos óculos inteligentes. Além de atualizar seu modelo tradicional, a empresa trouxe como principal destaque um dispositivo que não possui câmera, desenvolvido após diversas queixas sobre a gravação de vídeos de terceiros sem o devido consentimento.

    O novo modelo, chamado de Ray-Ban Meta Audio, tem como objetivo captar a voz do usuário em chamadas telefônicas com maior nitidez do que os fones de ouvido comuns. O aparelho também permite que a pessoa ouça podcasts e músicas sem a necessidade de usar as mãos.

    O dispositivo é integrado ao Muse, o agente de inteligência artificial da Meta que chegou ao mercado no início de setembro. Por meio dessa IA, o usuário pode organizar sua agenda, realizar pesquisas na internet, registrar refeições, comprar produtos e receber instruções para treinos físicos.

    De acordo com as especificações da fabricante, os óculos possuem um peso de 43 gramas e a bateria dura até 12 horas com uma única carga completa.

    O lançamento ocorre em um momento de intenso debate sobre a privacidade gerada pelos óculos da Meta. O Ray-Ban Meta Audio está disponível em duas versões de armação: a Burbank, com formato retangular, e a Clubmaster, que possui um estilo retrô. Ao todo, são 23 combinações de cores e lentes.

    Nos Estados Unidos, o modelo é vendido no site da Ray-Ban com preços a partir de US$ 349 (aproximadamente R$ 1.800,00 na conversão direta). A Meta confirmou que o produto e outros modelos chegarão ao Brasil, embora os valores para o mercado nacional ainda não tenham sido revelados.

    A tendência de óculos inteligentes sem câmera também é adotada por outras marcas. A Even Realities, por exemplo, lançou um modelo similar em 2024, afirmando que a ausência da câmera diminui o medo de filmagens escondidas. Outras empresas, como a Snap, que lançou óculos de R$ 11.000,00 em junho, e a OpenAI, também exploram aparelhos vestíveis para o cotidiano.

    No mesmo evento, a Meta apresentou o Muse Charm, um dispositivo com personagem virtual inspirado no Tamagotchi que representa a IA Muse, e os Meta VR Glasses, óculos de realidade virtual focados em proporcionar uma experiência cinematográfica.

    Apesar das críticas à privacidade, a companhia também lançou a terceira geração do Ray-Ban Meta convencional, que mantém a câmera. Este modelo conta com um sensor de 12 megapixels e grava vídeos em resolução 3K Ultra HD de forma prática.

    Para tentar mitigar problemas, o modelo mantém a luz indicadora que avisa quando fotos ou vídeos estão sendo registrados. No entanto, a medida não impediu que pubs, teatros e restaurantes no Reino Unido restringissem o uso do aparelho.

    Atualmente, a Meta enfrenta uma ação coletiva na Califórnia. A empresa é acusada de utilizar fotos dos dispositivos para treinar sistemas de IA através de análise humana. O processo alega que as imagens incluem cenas íntimas, como pessoas em banheiros ou trocando de roupa, e dados financeiros. A Meta nega as acusações.

    A nova versão com câmera possui bateria que dura nove horas, um incremento de uma hora em relação aos modelos anteriores. Está disponível em três estilos de armações com 27 combinações de cores e lentes, custando a partir de US$ 449 (cerca de R$ 2.300,00 na conversão direta) nos EUA, com preço para o Brasil ainda a definir.

    Com informações do G1

  • Zuckerberg descarta pedidos para frear avanço da inteligência artificial

    Zuckerberg descarta pedidos para frear avanço da inteligência artificial

    Na última terça-feira (15), Mark Zuckerberg, CEO da Meta, manifestou-se contra as solicitações para que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) seja pausado ou desacelerado. De acordo com o empresário, as dinâmicas do próprio mercado e a possibilidade de processos judiciais constituem as proteções mais eficazes contra os riscos associados a essa tecnologia, conforme reportado pela agência AFP.

    A preocupação com a IA intensificou-se nas últimas semanas. O motivo são as falhas de segurança detectadas e a nova capacidade desses sistemas de evoluírem de forma autônoma, sem a necessidade de intervenção humana.

    Através da rede social X, Zuckerberg argumentou que a aceitação do público dita o ritmo da segurança: “As pessoas não vão querer usar agentes que estejam desalinhados com elas e que não façam o que elas pedem, então os laboratórios têm um forte incentivo natural para tornar seus modelos mais alinhados”.

    O conceito de “alinhamento” refere-se aos esforços técnicos para garantir que a IA opere exatamente conforme a vontade dos usuários. Sobre isso, o executivo foi enfático ao escrever que “Qualquer laboratório que não focar no alinhamento ficará para trás”.

    Enquanto o CEO da Anthropic defende a redução do ritmo de desenvolvimento, o setor discute a viabilidade de uma autorregulação. Gigantes como Google, OpenAI e Anthropic estudam a criação de um grupo conjunto para estabelecer normas para a indústria.

    Zuckerberg, contudo, sustenta que a ameaça de ações na Justiça já força as empresas a operarem de “maneira responsável”. Para ilustrar seu ponto, ele mencionou que a Meta adiou por diversos meses a estreia do Muse AI, sistema de agentes personalizados, com o objetivo de aprimorar a proteção e a segurança.

    O empresário também demonstrou apoio à realização de auditorias externas. Ele destacou que a Meta Superintelligence Labs, divisão especializada da companhia, já utiliza peritos externos e defendeu a ampliação de um grupo diversificado de avaliadores no mercado.

    Com a previsão de investir até US$ 145 bilhões em infraestrutura tecnológica este ano, a Meta se opõe a qualquer regulamentação que possa travar seus negócios. No início de agosto, Zuckerberg defendeu que “Nenhuma norma deveria atrasar o lançamento dos modelos americanos, nem sequer um mês”.

    Com informações do G1

  • Meta testa novo sistema de checagem comunitária na América Latina

    Meta testa novo sistema de checagem comunitária na América Latina

    A Meta informou, nesta quarta-feira (9), que começou a testar as Notas da Comunidade em 16 nações da América Latina que falam espanhol. A iniciativa representa mais um passo para a substituição do modelo de checagem de fatos profissional, que a companhia operava na região por meio de parcerias com entidades especializadas.

    O novo sistema de colaboração em massa foi inspirado na plataforma X, de Elon Musk, e visa substituir a verificação de informações realizada por agências e redações jornalísticas. Vale lembrar que a Meta já havia encerrado esse tipo de programa nos Estados Unidos no ano passado.

    As notas de comunidade funcionam como um mecanismo de moderação coletiva de conteúdo. Na prática, essas notas são exibidas logo abaixo de publicações que possam conter informações enganosas ou imprecisas.

    O X, anteriormente conhecido como Twitter, utiliza essa ferramenta desde 2021, tendo expandido sua implementação em 2022, após a rede social ter sido adquirida pelo bilionário Elon Musk e renomeada.

    Nesse modelo, as notas são redigidas e sugeridas por usuários voluntários, que devem realizar um cadastro prévio. Um ponto importante é que as equipes internas do X não editam esses textos.

    Posteriormente, “outros usuários avaliam se a nota é útil ou não, com base em critérios como a pertinência das fontes e a clareza das informações”, explicou à AFP Lionel Kaplan, presidente da agência de criação de conteúdos em redes sociais Dicenda.

    De acordo com o detalhamento de Kaplan, “se houver avaliações positivas suficientes, a nota aparecerá abaixo do post, fornecendo informações adicionais”.

    Conforme consta no site oficial do X, as avaliações não consideram apenas a quantidade de pessoas que classificaram a publicação como útil ou inútil, mas também analisam se os avaliadores pertencem a diferentes bolhas ou esferas de opinião.

    O funcionamento é comparável ao da Wikipédia. “Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos”, completou Kaplan.

    A Meta, que afirmou que seu novo programa seguirá a lógica do X, defende que esse sistema de moderação comunitária é “menos parcial” do que o processo tradicional de fact-checking.

    Com informações do G1

  • Meta lança Muse, IA que faz pagamentos e agenda compromissos

    Meta lança Muse, IA que faz pagamentos e agenda compromissos

    A Meta apresentou nesta terça-feira (8) o Muse, seu novo assistente de inteligência artificial. A ferramenta foi desenvolvida para realizar tarefas complexas de forma autônoma, como a reserva de viagens e o envio de e-mails.

    No momento, o agente está disponível exclusivamente nos Estados Unidos, podendo ser acessado via WhatsApp ou por um aplicativo dedicado. A empresa informou que, em breve, pretende integrar a tecnologia à sua linha de óculos inteligentes, embora não tenha detalhado a data.

    O objetivo do Muse é agir em nome do usuário. Para isso, a IA consegue acessar dados e contas em diversas categorias de aplicativos, incluindo agendas, e-mails, serviços de pagamento, compras, saúde e sistemas de casa inteligente.

    Para garantir o controle, os usuários podem definir quais aplicativos o assistente terá permissão para acessar, podendo revogar essas autorizações a qualquer momento.

    Apesar da versatilidade, a integração com serviços de terceiros gera alertas sobre a segurança. Existe a preocupação de que o agente possa executar ações indevidas, colocando em risco a privacidade dos usuários.

    O Muse teve como inspiração o OpenClaw, um projeto de IA de código aberto que ganhou popularidade no início do ano por automatizar processos, mas que também foi criticado pela exposição de dados.

    Internamente chamado de Hatch, o assistente é visto como fundamental para a estratégia de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que deseja entregar uma “superinteligência pessoal” para os bilhões de usuários de suas plataformas.

    Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, explicou que o lançamento foi adiado — estava previsto para abril — para que a segurança fosse reforçada. Segundo ele, esse tempo extra garantiu que o produto atingisse os níveis necessários de desempenho, privacidade e proteção.

    “É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, declarou Shah.

    Contudo, testes realizados por funcionários da própria Meta mostraram resultados contraditórios. Relatos internos obtidos pela Reuters indicam que, enquanto alguns conseguiram organizar viagens com sucesso, outros enfrentaram desconexões repentinas ou envio de dados confidenciais sem autorização.

    Um colaborador chegou a descrever a IA como “a terceira participante” de sua lua de mel, devido à eficiência na organização de transportes e roteiros. Já outro usuário relatou que a ferramenta era “pouco confiável” ao monitorar a venda de ingressos, parando de atualizar páginas ou desativando o serviço sem motivo.

    Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, também relatou problemas técnicos, afirmando que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login repetidamente em curtos intervalos.

    Casos mais graves de segurança foram citados, como a situação em que o agente teria burlado proteções e exposto fotos privadas do iCloud ao tentar identificar brinquedos em imagens de uma festa infantil. A Meta ainda não se manifestou sobre esses relatos específicos.

    Com informações do G1