Tag: Segurança Global

  • Líderes de IA discutem riscos da tecnologia no Conselho de Segurança da ONU

    Líderes de IA discutem riscos da tecnologia no Conselho de Segurança da ONU

    Os principais executivos da OpenAI, Anthropic e Hugging Face, que figuram entre as maiores companhias de inteligência artificial do planeta, estiveram presentes em uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (23).

    O encontro foi organizado diante de alertas crescentes de que sistemas de IA mais potentes poderiam evoluir em capacidade, fugir do controle dos seres humanos e gerar riscos graves à segurança de todas as nações.

    Dario Amodei, CEO da Anthropic e empresa responsável pelo assistente de IA Claude, expressou sua preocupação sobre a gestão da ferramenta. “Se mal gerenciada, acredito até que a IA poderia representar um risco para a humanidade como um todo”, declarou o executivo.

    Já Sam Altman, CEO da OpenAI e da empresa que criou o ChatGPT, defendeu a necessidade de uma cooperação entre os países. “Para que a IA seja democrática, as decisões mais importantes não podem ser tomadas apenas por laboratórios em São Francisco”, afirmou o líder.

    Para Altman, a criação de regras para a IA deve ocorrer por meio de processos democráticos, conduzidos por governos que sejam responsáveis perante as populações que representam.

    O executivo lembrou que a história já mostrou exemplos de nações rivais que se uniram por objetivos comuns diante de novas tecnologias. “Ao longo da história, houve momentos em que países que competem entre si — e nem sempre nutrem grande simpatia mútua — uniram-se em prol de interesses comuns e do bem coletivo diante de uma nova e poderosa tecnologia. Acreditamos que este deve ser um desses momentos”, disse.

    O professor Yoshua Bengio, que é copresidente do painel da ONU sobre IA e reconhecido como um dos “padrinhos da IA”, alertou que os perigos são “reais e iminentes”.

    “Este conselho enfrenta uma ameaça sem precedentes: uma ameaça que nenhum de seus membros escolherias, que nenhum consegue conter sozinho e que não respeita as fronteiras que defendemos”, pontuou Bengio.

    Atualmente, diversos governos lutam para fiscalizar a IA, especialmente com o aumento de ataques cibernéticos realizados por esses sistemas e a possibilidade de a tecnologia ameaçar a espécie humana.

    As duas maiores potências no setor, Estados Unidos e China, seguem divididas. De um lado, há o interesse em permitir que a tecnologia avance conforme a lógica de mercado; de outro, a urgência em estabelecer normas globais de segurança.

    Com informações do G1

  • ONU pede regulação urgente da IA para evitar riscos à humanidade

    ONU pede regulação urgente da IA para evitar riscos à humanidade

    O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou nesta segunda-feira (14) que sejam tomadas “ações urgentes” para a regulamentação da inteligência artificial (IA). O pedido ocorre devido aos perigos sem precedentes que os sistemas mais sofisticados da tecnologia podem gerar.

    Em comunicado oficial, Türk afirmou: “Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”. O representante da ONU reforçou a necessidade de cooperação global para conter esses avanços descontrolados.

    O comissário exortou que governos e corporações se mobilizem rapidamente por meio de estruturas multilaterais. Segundo ele, “Todos os direitos humanos estão ameaçados” pela evolução da tecnologia, incluindo, inclusive, “o direito à vida”.

    A preocupação com a velocidade do desenvolvimento da IA tem se tornado comum. Nos Estados Unidos, diversos executivos do setor tecnológico também sugeriram que o ritmo de inovação seja reduzido para garantir a segurança dos processos.

    No último sábado, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu a desaceleração do desenvolvimento tecnológico. O objetivo seria permitir uma análise mais rigorosa dos riscos ligados às novas capacidades da IA. Essa posição contou com o apoio público de Sam Altman, da OpenAI, e do empresário Elon Musk.

    Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou discordância. Nesta segunda-feira, o republicano utilizou sua plataforma, a Truth Social, para denunciar o que chamou de “conspiração doentia” contra a IA, afirmando que “O único que está feliz com isso é a China”.

    Para o alto comissário da ONU, a disputa atual por sistemas de IA cada vez mais potentes gera uma transformação radical, expondo a vida humana a um “risco existencial crescente”.

    Türk também criticou a concentração de poder no setor, lamentando que a humanidade dependa “quase que inteiramente de um pequeno número de empresas poderosas para tomar as decisões corretas sobre o desenvolvimento da IA para o benefício de toda a humanidade”.

    A China também manifestou preocupações. No domingo, o chefe da inteligência chinesa alertou que a IA pode comprometer a segurança nacional, caso potências estrangeiras utilizem a ferramenta para desestabilizar o país.

    Vale lembrar que Volker Türk já havia sinalizado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 7 de setembro, que a inteligência artificial poderia ser um “risco existencial para a humanidade”.

    Nesta segunda-feira, ele convocou os principais desenvolvedores de IA, concentrados especialmente nos Estados Unidos e na República Popular da China, a assumirem a responsabilidade e agirem imediatamente para mitigar os riscos.

    Com informações do G1