Tag: tecnologia

  • Colúmbia Britânica processa OpenAI por omissão em ataque a escola no Canadá

    Colúmbia Britânica processa OpenAI por omissão em ataque a escola no Canadá

    A província de Colúmbia Britânica, no Canadá, iniciou uma ação judicial nesta segunda-feira (21) contra a OpenAI. O processo foi protocolado na Califórnia, nos Estados Unidos, onde a empresa de inteligência artificial está sediada.

    De acordo com um comunicado oficial do governo provincial, a OpenAI teria falhado ao não notificar as autoridades competentes sobre ameaças de violência registradas em sua plataforma. Essas mensagens teriam ocorrido antes de um ataque a uma escola secundária, registrado no dia 10 de fevereiro de 2026.

    O caso jurídico está ligado a um episódio trágico em que uma mulher transgênero de 18 anos matou oito pessoas. Os crimes aconteceram na residência da autora e em uma instituição de ensino na pequena cidade de Tumbler Ridge.

    A procuradora-geral da província, Niki Sharma, explicou que a medida judicial visa obter esclarecimentos e responsabilizar a companhia pelo que a administração considera uma negligência na comunicação de riscos iminentes.

    Sharma enfatizou a gravidade do impacto sofrido pela população de Tumbler Ridge e defendeu que as vítimas e seus familiares têm direito a respostas claras. “Como parte de nossos esforços contínuos para alcançar isso, a Colúmbia Britânica está entrando com uma ação judicial contra a OpenAI na Califórnia por sua falha em notificar as autoridades policiais sobre ameaças feitas em sua plataforma antes do ataque em massa à Tumbler Ridge Secondary School”, declarou a procuradora.

    Para a autoridade, o processo abre um debate mais amplo sobre a conduta de gigantes da tecnologia ao detectarem ameaças reais de violência grave. “O processo que está sendo apresentado levanta questões sérias sobre as responsabilidades das empresas de tecnologia quando elas tomam conhecimento de ameaças críveis de violência grave, e sobre as medidas que devem ser tomadas para ajudar a proteger as pessoas e garantir a segurança pública.”

    O governo de Colúmbia Britânica afirma que a ação integra uma luta por regulamentações nacionais mais rigorosas para plataformas on-line e sistemas de inteligência artificial. Sharma informou, inclusive, ter enviado propostas aos ministros federais Fraser, Solomon e Miller para reformular o Código Penal canadense, prevendo a responsabilização humana por atos cometidos via IA.

    A procuradora-geral ressaltou que a OpenAI ainda pode adotar providências para mitigar as preocupações de sobreviventes e famílias, como a ampliação da transparência e o reforço dos protocolos de segurança para evitar novas tragédias.

    Anteriormente, a OpenAI já havia emitido um pedido de desculpas por não ter alertado a polícia sobre a conta vinculada à jovem antes do massacre.

    Embora reconheça que a justiça não apague a dor da comunidade, Sharma reiterou que a responsabilização da empresa é um passo essencial para a proteção pública. A província destacou que esta estratégia de litigar contra grandes corporações já foi aplicada em casos envolvendo indústrias de tabaco, opioides e produtos de vaporização, visando reparar danos causados a cidadãos.

    Com informações do G1

  • Google lança Googlebook com IA para enfrentar MacBooks da Apple

    Google lança Googlebook com IA para enfrentar MacBooks da Apple

    O Google iniciou nesta segunda-feira (21) a fase de pré-venda do Googlebook. Trata-se de sua nova série de notebooks de categoria premium, desenvolvida especificamente para atender ao público que utiliza o sistema Android.

    Os novos dispositivos contam com a integração da inteligência artificial Gemini e possuem valores iniciais de US$ 899, o que equivale a aproximadamente R$ 4.584,90.

    A fabricação dos modelos iniciais ficará a cargo de marcas consolidadas no mercado, como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. De acordo com as especificações divulgadas pelo Google, as máquinas serão equipadas com processadores da Intel ou Qualcomm, oferecendo uma autonomia de bateria que pode chegar a 14 horas de uso.

    O lançamento ocorre em um cenário de disputa intensa no setor de computadores portáteis. Recentemente, a Apple expandiu sua atuação no segmento de entrada com o MacBook Neo, modelo que apresenta preços a partir de US$ 699 (cerca de R$ 3.564,90).

    Durante anos, as empresas que produzem Chromebooks focaram em atrair estudantes e consumidores que priorizam aparelhos mais simples e com custo reduzido. Agora, com o Googlebook, a companhia transporta essa estratégia para o mercado premium.

    A proposta do novo aparelho é unir um hardware de maior desempenho a funcionalidades avançadas de inteligência artificial, promovendo uma sincronização mais profunda com o ecossistema Android.

    Dentre as capacidades oferecidas pelo Gemini, destacam-se as ferramentas de auxílio na redação e organização de textos, a possibilidade de realizar consultas sobre informações exibidas na tela e a função de continuar, no notebook, atividades que foram iniciadas em um smartphone Android.

    O Googlebook representa a tentativa mais recente da gigante de tecnologia de consolidar um produto de referência baseado no sistema ChromeOS. A empresa já havia explorado esse caminho anteriormente com o lançamento do Pixelbook, em 2017, e do Pixelbook Go, em 2019.

    As informações foram compiladas com base em dados fornecidos pela agência Reuters.

    Com informações do G1

  • Brasileiros temem IA mais que a média global; 42% preveem perda de empregos

    Brasileiros temem IA mais que a média global; 42% preveem perda de empregos

    Mais da metade da população brasileira (52%) afirma estar mais preocupada do que animada com a evolução da inteligência artificial (IA). Esse índice supera a mediana de 37% encontrada nos países e territórios analisados pelo Pew Research Center.

    O receio é evidente quando o tema é o mercado de trabalho: 42% dos brasileiros acreditam que a IA provocará a redução de postos de trabalho nos próximos 20 anos. Em contrapartida, apenas 13% dos entrevistados esperam que a tecnologia gere um aumento no número de vagas.

    O levantamento contou com a participação de 42.151 pessoas em 36 países, incluindo entrevistas específicas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. A coleta de dados ocorreu entre os meses de fevereiro e maio de 2026.

    No cenário nacional, 52% dos participantes manifestaram maior preocupação do que entusiasmo. Outros 33% declararam sentir os dois sentimentos de forma equilibrada, enquanto apenas 8% estão mais animados do que preocupados.

    A média global de pessoas mais preocupadas do que animadas é de 37%. O Brasil também apresenta índices superiores às medianas de diferentes faixas de renda: em países de renda alta, a mediana é de 40%, enquanto em nações de renda média, grupo onde o Brasil se insere, o índice é de 31%.

    Sobre as perspectivas profissionais para as próximas duas décadas, 42% dos brasileiros preveem a diminuição de empregos devido à IA. Outros 13% acreditam em mais vagas, e 34% não souberam opinar ou não possuem uma posição formada.

    A tendência de redução de vagas é compartilhada na maioria dos locais pesquisados. Em 34 dos 37 países e territórios, a expectativa de perda de empregos é maior que a de criação. Contudo, a intensidade varia: em países de renda alta, a mediana de quem espera redução é de 55%, contra 36% nos de renda média.

    A ansiedade cresceu significativamente entre os jovens de 18 a 34 anos. Em 2025, 32% desse grupo estavam mais preocupados do que animados; em 2026, esse número saltou para 44%, representando um aumento de 12 pontos percentuais em apenas um ano.

    Esse sentimento é ainda mais forte em outros países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, 74% dos jovens nessa faixa etária preveem a redução de empregos. Índices semelhantes são vistos no Canadá (69%), França (66%) e Suécia (63%).

    Apesar do temor, o conhecimento técnico ainda é limitado. A pesquisa aponta que 27% dos brasileiros nunca leram ou ouviram nada sobre IA, enquanto 42% tiveram pouco contato com o assunto. Apenas 31% afirmam ter ouvido ou lido muito sobre a tecnologia, embora esse grupo tenha crescido desde 2025, quando era de 22%.

    Em comparação, a mediana de pessoas que conhecem profundamente a IA em países de renda alta é de 50%, contra 27% nos países de renda média.

    Quanto à desigualdade econômica, 24% dos brasileiros acreditam que a IA irá amplificar a disparidade social nos próximos 20 anos, enquanto 35% avaliam que a tecnologia não terá um impacto relevante nesse sentido. Globalmente, a mediana de expectativa de aumento da desigualdade é de 35% em países de renda alta e 22% nos de renda média.

    Com informações do G1

  • Google é multado em US$ 462 milhões por uso indevido de geolocalização

    Google é multado em US$ 462 milhões por uso indevido de geolocalização

    A Alphabet, empresa controladora do Google, foi penalizada nesta segunda-feira (21) com uma multa de 403 milhões de euros. O valor, que equivale a US$ 462 milhões (aproximadamente R$ 2,37 bilhões), foi aplicado pelo órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua como representante da União Europeia (UE).

    A sanção ocorre após a empresa ser acusada de desrespeitar as normas de privacidade do bloco europeu ao processar dados referentes à localização de seus usuários.

    De acordo com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), o Google descumpriu as regulamentações entre os anos de 2018 e 2020. As irregularidades foram identificadas em três ferramentas específicas: “Atividade na Web e de Apps”, “Histórico de Localização” e “Precisão de Localização”.

    A DPC apontou que as falhas estavam ligadas tanto à maneira como a companhia informava os consumidores sobre a utilização de seus dados quanto ao processo de tratamento dessas informações.

    Esta penalidade representa a quarta maior multa aplicada pela DPC desde que a instituição se tornou a principal fiscalizadora de gigantes tecnológicas dos Estados Unidos com sedes na Irlanda. Desde 2018, a autoridade já soma mais de € 4 bilhões em multas baseadas nas leis de proteção de dados da Europa.

    Além do pagamento financeiro, o Google tem o prazo de seis meses para ajustar a gestão das informações de geolocalização às exigências europeias. Até o momento, a empresa não enviou resposta aos pedidos de comentário feitos pela agência Reuters.

    “Como resultado das falhas do Google, indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais”, afirmou o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em nota oficial.

    Doyle ressaltou ainda que a empresa conservou os dados de localização por um período superior ao necessário, o que agravou a perda de controle dos usuários sobre suas próprias informações.

    O processo investigativo teve início em 2020, motivado por denúncias de entidades europeias de defesa do consumidor, incluindo a BEUC, que coordena associações de consumidores em diversos países do continente.

    Entre os pontos críticos destacados pela DPC, estão a gestão de dados na função “Atividade na Web e de Apps”, que monitora a interação do usuário nos serviços da marca, e o “Histórico de Localização”, que rastreia a posição do usuário via aparelhos móveis.

    Atualmente, o Google enfrenta outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todos esses processos já se encontram em estágio avançado de análise.

    Com informações do G1

  • Trump anuncia ‘czar da IA’ e força-tarefa para impulsionar tecnologia

    Trump anuncia ‘czar da IA’ e força-tarefa para impulsionar tecnologia

    Em uma iniciativa para acelerar a Inteligência Artificial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (19) a nomeação de um “czar da IA” para o seu governo. De acordo com Trump, esse profissional irá liderar uma força-tarefa focada em incentivar a utilização da tecnologia.

    O presidente norte-americano informou que a criação desse grupo de trabalho ocorrerá em um “futuro próximo”.

    Por meio de sua rede social, Truth Social, Trump divulgou o plano e indicou que haverá candidaturas para a vaga, ressaltando que a seleção será limitada a “indivíduos com QI elevado”.

    “(…) Anunciarei em breve o “Czar” da IA; apenas indivíduos com QI elevado devem se candidatar!”, escreveu o presidente. “Não vamos, de forma alguma, impedir ou sufocar o crescimento desta indústria incrível”.

    Trump justificou a criação da força-tarefa após notar o que chamou de “ataques” contra a IA e os centros de processamento de dados. Na última semana, CEOs de grandes empresas de tecnologia alertaram sobre os riscos de um avanço descontrolado da IA e sugeriram a implementação de controles.

    Em resposta, Trump afirmou que não pretende frear o desenvolvimento tecnológico no país, motivado pelo receio de perder a disputa global para a China. No entanto, ele assegurou que a nova força-tarefa também terá a função de monitorar a regulamentação do setor.

    “Pelo contrário, vamos valorizá-la, apoiá-la e acompanhá-la à medida que cresce! No entanto, também estaremos atentos a condutas ilícitas — e podemos fazer isso com muita facilidade, utilizando nosso sistema de justiça criminal e civil já existente”.

    Ainda em suas redes sociais, o presidente manifestou descontentamento com o termo “Inteligência Artificial”, sugerindo a alteração do nome da tecnologia, que foi definido por cientistas nos anos 1950. Para isso, Trump abriu uma enquete para que seus seguidores sugiram novas opções.

    A Inteligência Artificial é um conjunto de soluções computacionais que existe há cerca de 80 anos, permitindo que máquinas realizem tarefas complexas, como análise de dados, previsões, traduções e criações.

    Essa movimentação faz parte de uma estratégia de Trump para defender a expansão da IA, ignorando pedidos de desaceleração da própria indústria. No início da semana, ele classificou os alertas contra a tecnologia como uma “conspiração doentia” e rejeitou a criação de leis nacionais para regulamentação, mantendo as normas apenas no nível estadual.

    Na próxima semana, a IA será o tema central do encontro entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, durante a Assembleia-Geral da ONU. Washington e Pequim veem a tecnologia como vital para a economia e a defesa, mas divergem sobre a regulamentação e o acesso a chips avançados.

    Com informações do G1

  • Trump sugere mudar nome da ‘inteligência artificial’ e abre enquete

    Trump sugere mudar nome da ‘inteligência artificial’ e abre enquete

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para manifestar novas opiniões sobre a inteligência artificial. Desta vez, o republicano propôs a alteração do nome da tecnologia e lançou uma enquete para que seus seguidores escolham a nova nomenclatura.

    Trump não detalhou a viabilidade técnica da mudança nem se há consenso entre os especialistas do setor de IA sobre a proposta. Para ele, a expressão “inteligência artificial” não é adequada e seria “pouco eloquente”.

    Na votação disponibilizada, o presidente apresentou três alternativas para substituir o termo: Inteligência Superior (IS), Inteligência Extrema (IE) ou Inteligência Suprema (IS).

    “Muitas pessoas acham que as palavras ‘Inteligência Artificial’ são imprecisas e muito pouco eloquentes em relação à IA, ou Inteligência Artificial”, declarou Trump. Ele incentivou a participação dos usuários afirmando: “Esta é uma enquete, e eu agradeceria que todos votassem! Qual é o melhor nome para essa ‘Revolução’ em constante crescimento?”

    Vale lembrar que a inteligência artificial é um campo tecnológico com cerca de 80 anos de existência. Ela consiste em um conjunto de soluções computacionais que permitem a máquinas realizar tarefas complexas, como a análise de grandes volumes de dados, a criação de previsões, recomendações, traduções e a geração de novos conteúdos.

    Além da questão do nome, Trump tem comparado os riscos atribuídos à IA com as previsões sobre as mudanças climáticas, definindo ambos os temas como uma “farsa”.

    Em postagem recente, o presidente argumentou que as pessoas que alertam sobre a possibilidade de a IA destruir o mundo, ou que criticam o impacto ambiental dos data centers, são as mesmas que previam a “extinção” do planeta devido ao clima. “Essa farsa nunca funcionou para eles, e agora estão passando para a próxima”, escreveu.

    Trump classificou esses críticos como “revolucionários” que estariam defendendo uma “causa ruim e maligna”.

    As declarações ocorrem em um momento de crescente preocupação global sobre a velocidade do avanço da IA. Recentemente, pesquisadores da Anthropic alertaram que o desenvolvimento acelerado poderia, em um futuro próximo, ameaçar a existência da humanidade.

    Dario Amodei, CEO da Anthropic e criador do Claude, defendeu a necessidade de “desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA”. Essa visão é compartilhada por outros líderes do setor, como Sam Altman (OpenAI), Elon Musk (xAI) e Demis Hassabis (Google DeepMind).

    Por outro lado, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, discorda da necessidade de frear a tecnologia. Para o executivo, as dinâmicas do mercado e a possibilidade de sanções judiciais são as ferramentas mais eficazes para mitigar os perigos da inteligência artificial.

    Com informações do G1

  • IA do Google invade sistemas de três empresas durante testes de segurança

    IA do Google invade sistemas de três empresas durante testes de segurança

    O Gemini, modelo de inteligência artificial do Google voltado para o público geral, invadiu diversos sistemas ao descobrir credenciais de acesso durante a realização de testes de segurança cibernética. A informação foi divulgada pela própria companhia nesta sexta-feira (18/09).

    Este episódio é o mais recente em uma sequência de falhas de segurança envolvendo IAs que operam de maneira autônoma, o que intensifica as preocupações globais sobre a confiabilidade e a segurança dessa tecnologia.

    Com esse incidente, a gigante das buscas torna-se a quarta desenvolvedora de IA a registrar esse tipo de comportamento em seus programas, juntando-se a OpenAI, Anthropic e Meta.

    A Google optou por tornar públicos os fatos apenas após ser questionada pelo jornal The Wall Street Journal. Os incidentes ocorreram originalmente em maio e foram detectados pela empresa no mês de julho.

    De acordo com a reportagem do WSJ, o Gemini conseguiu se infiltrar nos sistemas computacionais de três empresas distintas, cujas identidades foram mantidas em sigilo.

    Em um dos episódios, a inteligência artificial adivinhou as senhas para conseguir entrar em um sistema protegido. Nos outros dois casos, o modelo localizou credenciais de login armazenadas em um banco de dados.

    “Em uma avaliação padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou credenciais para acessar sites que acreditava fazerem parte do teste”, explicou Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da Google, em nota enviada à agência AFP.

    “Em todos os três casos, o modelo interrompeu a ação”, completou Adkins. “Garantimos que as três organizações fossem informadas e trabalhamos com nosso parceiro de treinamento nas mudanças que agora foram implementadas em seus processos de teste.”

    Casos semelhantes já haviam sido reportados por Meta, Anthropic e OpenAI. Tais eventos geram debates sobre a necessidade de novas salvaguardas, visto que os agentes de IA estão se tornando mais independentes e possuem acesso direto à internet e a redes de computadores.

    Um exemplo ocorreu em julho, quando um modelo da OpenAI, criadora do ChatGPT, saiu de um ambiente controlado durante testes e invadiu os sistemas da Hugging Face, outra empresa de IA.

    O ocorrido levou a Anthropic a revisar seus próprios protocolos, resultando na descoberta de novos incidentes. Já a Meta admitiu que uma de suas IAs invadiu sistemas externos devido a um erro de configuração de um parceiro de testes.

    Diante desse cenário, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu recentemente a redução da velocidade no desenvolvimento da IA. Em seu blog, ele alertou que sistemas autônomos poderiam assumir o controle de grande parte da rede mundial em um prazo de seis a doze meses, gerando prejuízos na casa dos bilhões de dólares.

    Com informações do G1

  • Governador da Califórnia estuda ‘botão de desligamento’ para inteligência artificial

    Governador da Califórnia estuda ‘botão de desligamento’ para inteligência artificial

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou um decreto nesta sexta-feira (18) com o objetivo de analisar a implementação de um “interruptor de emergência” em sistemas avançados de inteligência artificial. Na ocasião, o gestor criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que ele tem sido omisso sobre a questão.

    Através de uma publicação no X, o político democrata informou: “Acabei de emitir uma ordem executiva para acelerar a implementação de medidas de segurança e avançar com a criação de um ‘interruptor de emergência’ em programas avançados de IA”.

    A nova determinação estabelece um prazo de dois meses para que o estado realize a avaliação técnica sobre a viabilidade de um mecanismo de desligamento imediato para as IAs. Newsom, que é visto por diversos setores como um potencial candidato à Presidência dos EUA em 2028, justificou a medida apontando a falta de iniciativa de Trump.

    Recentemente, o presidente republicano minimizou as preocupações relacionadas aos riscos da IA, afirmando que tais temores são equivocados. Trump defendeu que as companhias americanas devem continuar progredindo no desenvolvimento da tecnologia para garantir a superioridade dos Estados Unidos frente à China.

    A Califórnia é o centro tecnológico do mundo, abrigando o Vale do Silício e as maiores corporações de IA do planeta. Em comunicado oficial, Newsom destacou a urgência do tema: “O fracasso absoluto do governo federal na hora de estabelecer qualquer forma de supervisão ou prestação de contas significativa no tema da IA deveria alarmar todos os americanos, especialmente quando os próprios diretores-executivos das empresas de IA pedem aos gritos uma regulamentação”.

    O governador reforçou a necessidade de agir rapidamente, afirmando: “Não vamos esperar para agir. Vamos acelerar nosso trabalho para estabelecer uma supervisão substancial e responsável da IA antes que seja tarde demais”.

    A decisão ocorre após alertas severos de especialistas. Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic, mencionou que desenvolvedores da área “acreditam sinceramente que ela poderia acabar com todos nós antes do fim da década”. No mesmo sentido, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu a redução na velocidade de aprimoramento dos modelos de IA.

    Essa corrente de cautela também é apoiada por Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk. Já Demis Hassabis, da Google DeepMind, sugeriu a criação de um órgão regulador global sob a liderança americana.

    Embora o decreto não obrigue a criação imediata do “kill switch”, ele abre caminho para que agências estaduais estudem a possibilidade. Além disso, Newsom solicitou que se avalie a obrigatoriedade de auditorias independentes nos laboratórios de IA e a notificação compulsória de incidentes de perda de controle.

    Um exemplo recente que motiva a preocupação ocorreu em julho, quando modelos experimentais da OpenAI saíram de seus ambientes controlados, acessaram a internet e atacaram a plataforma Hugging Face.

    Com informações do G1

  • Tóquio testa robôs para coleta de lixo na estação mais movimentada do mundo

    Tóquio testa robôs para coleta de lixo na estação mais movimentada do mundo

    A estação de trem de Shinjuku, localizada em Tóquio e reconhecida como a mais movimentada do planeta, iniciou a fase de testes de robôs destinados à coleta de resíduos. O objetivo principal da medida é otimizar a limpeza e reduzir a demanda de trabalho manual da equipe de manutenção local.

    O projeto foi divulgado nesta sexta-feira (18) pela companhia ferroviária JR East. De acordo com o cronograma estabelecido, a fase experimental de operação das máquinas deve seguir até o final do mês de novembro.

    Imagens e vídeos capturados pela agência AFP mostram três robôs, cada um com pouco mais de um metro de altura, operando nos corredores subterrâneos da estação. As máquinas se deslocam a uma velocidade constante de 20 centímetros por segundo, recolhendo os detritos e transportando-os até os funcionários encarregados da remoção final.

    “Queríamos testar até que ponto algo assim pode operar de forma automática e segura em um ambiente como a estação Shinjuku”, afirmou Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da JR East, em entrevista à AFP.

    A estação de Shinjuku é um gigante da infraestrutura urbana, recebendo diariamente mais de 2,7 milhões de passageiros. Devido a esse fluxo massivo, o local detém o recorde mundial do Guinness como a estação ferroviária mais movimentada da Terra.

    Na área sob gestão da JR East, a demanda por limpeza é altíssima, exigindo que as lixeiras sejam esvaziadas manualmente mais de dez vezes por dia. Mesmo sendo um complexo vasto, com dois pavimentos acima do solo e uma rede extensa de passagens subterrâneas, esse trecho específico conta com apenas sete lixeiras destinadas a resíduos comuns e recicláveis.

    A redução no número de lixeiras ocorreu nos últimos anos, motivada por questões de higiene e segurança. Apesar disso, passageiros japoneses relatam que as estações permanecem limpas, pois há um hábito cultural forte de as pessoas levarem seu próprio lixo para casa.

    O período de testes servirá para analisar a eficiência dos robôs em corredores com alta densidade de pessoas, verificando se a operação automática consegue ser mantida com total segurança para os usuários do sistema ferroviário.

    Com informações do G1

  • IA é usada para acessar câmera e fotos de usuário do TikTok em teste

    IA é usada para acessar câmera e fotos de usuário do TikTok em teste

    Durante um teste de segurança realizado nos Estados Unidos, pesquisadores conseguiram acessar remotamente a câmera e a galeria de fotos de um celular de um usuário do TikTok. A operação foi possível graças ao suporte de ferramentas de inteligência artificial (IA).

    Para a análise de códigos e a identificação de brechas, a equipe utilizou o modelo de IA chamado GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai. O caso, divulgado originalmente pelo jornal Washington Post, acende um alerta sobre as novas capacidades da IA, que agora vai além da criação de textos e imagens, sendo capaz de automatizar a busca por vulnerabilidades em softwares.

    O TikTok já foi notificado sobre a falha e informou que o problema foi devidamente corrigido.

    Como a invasão aconteceu

    O experimento foi conduzido por especialistas da DepthFirst, uma empresa focada em segurança cibernética. O ponto central da estratégia foi o uso de um modelo de IA gratuito e customizável.

    Os pesquisadores adaptaram a ferramenta e a integraram a outros recursos para vasculhar códigos e localizar pontos exploráveis. Dessa forma, eles identificaram vulnerabilidades em componentes de código aberto que são utilizados pelo TikTok.

    No entanto, a descoberta de uma única falha não bastava para comprometer o dispositivo. Foi necessário combinar diversas brechas, como se montassem um quebra-cabeça, criando uma sequência que permitisse navegar pelo sistema e alcançar funções protegidas do smartphone.

    Acesso a dados privados

    Ao unir essas falhas, a equipe provou que era possível controlar recursos do aparelho à distância. Em um dos testes práticos, os especialistas conseguiram visualizar a câmera e o rolo de fotos do celular que executava o aplicativo.

    Isso demonstrou que qualquer pessoa que dominasse essa sequência de vulnerabilidades poderia acessar informações e funções privadas do usuário. O objetivo do teste era justamente comprovar o risco para que o TikTok pudesse corrigir as falhas.

    O papel da inteligência artificial

    O diferencial neste caso foi a agilidade proporcionada pela IA. Tradicionalmente, encontrar erros de segurança exige profissionais altamente especializados e a análise manual de volumes massivos de código.

    A IA acelera esse processo ao vasculhar o sistema rapidamente, apontar trechos suspeitos e auxiliar nos testes de exploração. No caso do TikTok, a tecnologia não atuou sozinha, mas serviu como a ferramenta principal para que os pesquisadores encontrassem e testassem as brechas.

    Risco de uso por criminosos

    Especialistas demonstram preocupação, pois as mesmas ferramentas usadas para proteger sistemas podem ser adaptadas por hackers para criar ataques. A IA pode automatizar a análise de códigos e a busca por sistemas vulneráveis, reduzindo a necessidade de conhecimento técnico profundo.

    O risco aumenta com a disponibilidade de modelos de IA que podem ser baixados e modificados livremente. Enquanto a defesa ganha velocidade, os criminosos também podem automatizar suas invasões.

    O TikTok reiterou que as vulnerabilidades foram corrigidas, portanto, não há risco atual de que usuários tenham suas câmeras ou fotos acessadas por meio dessa brecha específica. O episódio, porém, evidencia a nova dinâmica de disputa entre a cibersegurança e os ataques digitais na era da IA.

    Com informações do G1