Category: Tecnologia

  • Trend dos anos 80: veja como usar IA para criar fotos com visual retrô

    Trend dos anos 80: veja como usar IA para criar fotos com visual retrô

    Uma nova tendência digital, que transforma a aparência das pessoas com roupas e cortes de cabelo típicos da década de 1980, está viralizando nas redes sociais. O movimento ganhou força especialmente no TikTok e no Instagram, onde usuários compartilham suas versões retrô.

    Inicialmente, as imagens eram publicadas majoritariamente nos Stories do Instagram, mas a popularidade do formato cresceu rapidamente, fazendo com que as fotos passassem a ocupar também o feed dos perfis. A criação dessas imagens é possível graças ao uso de ferramentas de inteligência artificial, com destaque para o Gemini e o ChatGPT.

    O impacto da tendência é visível nos números. No Instagram, a hashtag “trendanos80” já soma pelo menos 21 mil publicações, além da presença de figurinhas temáticas nos Stories. De acordo com dados do Google, o volume de buscas pelo termo “trend anos 80” apresentou um salto de 5.000% em relação à semana anterior.

    Diversas personalidades conhecidas também entraram na onda e compartilharam seus resultados. Entre os famosos que aderiram ao visual da época estão Ana Maria Braga, Patrícia Poeta, Sabrina Sato, Fernanda Paes Leme, Virginia e a dupla Jorge e Mateus.

    Para quem deseja participar da trend, o processo é simples e pode ser feito através de aplicativos ou sites de IA. O primeiro passo é acessar o Gemini ou o ChatGPT. Em seguida, o usuário deve selecionar uma fotografia própria que tenha boa qualidade de imagem.

    O segredo para o resultado realista está no comando enviado à ferramenta. O prompt sugerido é: “Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo.”

    Após o envio do comando, a inteligência artificial processa as informações e gera a imagem estilizada em poucos segundos, entregando o visual nostálgico solicitado.

    Com informações do G1

  • Uso de aplicativos bancários cresce entre idosos e exige atenção à segurança digital

    Uso de aplicativos bancários cresce entre idosos e exige atenção à segurança digital

    Pagar contas, consultar o saldo, fazer transferências, acompanhar investimentos e realizar outras operações financeiras sem precisar sair de casa já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, o uso da internet também vem crescendo e, segundo dados do IBGE, em 2025, 74,5% dos idosos acessavam a rede, um aumento de 4,4% relação ao ano anterior. Entre os principais usos estão justamente os serviços financeiros com 74,2% dos usuários acessando bancos ou outras instituições financeiras pela internet.

    Apesar do avanço, a falta de familiaridade ainda é uma barreira. Entre os principais motivos para não usar a internet, 66,5% dos idosos apontam não saber usar a ferramenta e, nesses casos, aprender a utilizar os canais digitais de forma segura pode representar mais praticidade e autonomia para cuidar da própria vida financeira.  As instituições financeiras vêm ampliando recursos como autenticação em múltiplos fatores, monitoramento de transações, análise de comportamentos suspeitos e mecanismos de prevenção a fraudes para que todos, principalmente os mais velhos, possam utilizar a tecnologia com toda segurança.

    “Além da tecnologia, acreditamos que a segurança também passa pela informação e pelo relacionamento próximo com os associados. Por isso, investimos continuamente em ações de educação financeira e digital, com orientações sobre prevenção a golpes, cuidados no compartilhamento de dados e uso seguro dos canais digitais”, explica Renata Bomtempo, consultora de Meios de Pagamentos do Sicredi.

    Uma das principais recomendações para os usuários 60+ que estão começando a utilizar o celular para cuidar das finanças é acessar somente os canais oficiais da instituição. Aplicativos devem ser baixados pelas lojas oficiais dos sistemas operacionais e o acesso ao internet banking deve ser feito pelo endereço oficial da instituição, evitando links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais.

    Também é importante manter senhas em sigilo e nunca compartilhar tokens, códigos de segurança ou informações pessoais. Caso alguém entre em contato solicitando esses dados, a orientação é interromper a comunicação e procurar diretamente a instituição financeira pelos canais oficiais.

    Manter o celular e os aplicativos atualizados também contribui para a segurança. Em caso de dúvida sobre uma operação ou comunicação recebida, o caminho mais seguro é buscar orientação diretamente com a instituição. “No Sicredi, outro diferencial é a combinação entre os canais digitais e o atendimento humano. Os associados contam com o apoio das cooperativas e equipes de atendimento para esclarecer dúvidas e ganhar confiança no uso das ferramentas digitais. Dessa forma, buscamos oferecer uma experiência que una praticidade, autonomia e segurança, especialmente para públicos que estão ampliando sua utilização dos serviços digitais”, afirma Renata.

    O processo de inclusão digital pode ser ainda mais simples quando filhos, netos e outros familiares participam do aprendizado. “O apoio da família pode ser muito importante no processo de adaptação ao ambiente digital, auxiliando na configuração inicial dos aplicativos, orientado sobre boas práticas de segurança e incentivando o uso das funcionalidades”, destaca a consultora de Meios de Pagamentos.

    Mais do que substituir o atendimento presencial, os canais digitais ampliam as possibilidades de acesso aos serviços financeiros. Com informação, atenção aos sinais de uso indevido de informações e utilização exclusiva dos canais oficiais, a tecnologia pode se tornar uma aliada da qualidade de vida, oferecendo ao público 60+ mais comodidade, autonomia e liberdade para resolver boa parte da rotina bancária sem sair de casa.

    “A ampliação da conectividade entre pessoas com mais de 60 anos representa uma oportunidade importante de inclusão financeira. Os canais digitais do Sicredi permitem que o associado realize consultas, pagamentos, transferências e diversas outras operações com mais comodidade, autonomia e agilidade, sem a necessidade de deslocamentos frequentes até a agência. Ao mesmo tempo, esse movimento reforça a importância da educação financeira e digital, para que o uso da tecnologia aconteça de forma segura e consciente”, conclui Renata Bomtempo.

    Sobre o Sicredi

     

    O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

    Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, e algumas cidades de Goiás, o Sicredi está presente em 261 municípios e possui 361 agências, para o atendimento a mais de 1,6 milhão de associados.

  • Robôs fazem protesto contra a falta de regras para IA na Polônia

    Robôs fazem protesto contra a falta de regras para IA na Polônia

    Cerca de 30 robôs ocuparam as ruas de Varsóvia nesta segunda-feira (7) em um ato inusitado. Agitando bandeiras, marchando em círculos e emitindo slogans, as máquinas foram às ruas para cobrar que o governo da Polônia estabeleça regulamentações para o uso da inteligência artificial (IA).

    A mobilização foi coordenada pelo grupo “Democratism”. De acordo com as informações divulgadas no site da iniciativa, o objetivo principal do movimento é fomentar a discussão sobre os impactos que a robotização e a IA estão gerando no mercado de trabalho atual.

    Durante o evento, o Agibot A3, um modelo humanoide equipado com inteligência artificial, afirmou à agência AFP que “Os robôs aqui presentes devem mostrar que essa tecnologia já é uma realidade”.

    Através de alto-falantes, as máquinas reproduziam frases de impacto como “Defendam os empregos”, “Chegou a hora das regras” e “Não esperem, regulamentem”, alertando a população e as autoridades sobre a urgência do tema.

    Grzegorz Kulis, organizador da manifestação, explicou que a intenção é dar visibilidade a um risco específico. “Em particular, queremos destacar o problema da potencial substituição de pessoas por robôs humanoides e inteligência artificial em trabalhos cognitivos”, declarou Kulis.

    O organizador alertou ainda para a necessidade de agir rapidamente para evitar crises futuras. “Se não reagirmos agora, poderemos ter um problema em breve”, afirmou, reforçando que o país precisa de “regras e regulamentos que sirvam de escudo protetor para os trabalhadores”.

    O ato aconteceu em frente à sede do Ministério de Assuntos Digitais. O titular da pasta, Krzysztof Gawkowski, chegou a se aproximar dos manifestantes para conversar com Kulis sobre as demandas apresentadas.

    O ministro demonstrou concordar com a gravidade da situação. Segundo Gawkowski, “Modelos de IA sem controle, implementados em humanoides que continuarão evoluindo com o avanço da robotização, representam um problema grave”.

    A manifestação, que contou com a presença de robôs de diferentes formatos, incluindo modelos quadrúpedes, serviu como um alerta visual sobre a velocidade da evolução tecnológica e a necessidade de marcos legais que protejam a mão de obra humana diante da automação crescente.

    Com informações do G1

  • ONU alerta que inteligência artificial avançada pode ser risco para a humanidade

    ONU alerta que inteligência artificial avançada pode ser risco para a humanidade

    O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos fez um alerta importante nesta segunda-feira (7). Ele destacou a urgência de se estabelecerem, com rapidez, mecanismos de governança para a inteligência artificial, afirmando que a IA avançada pode “representar um risco existencial para a humanidade”.

    Durante a abertura do 63º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Volker Türk expressou sua preocupação com o poder dessas ferramentas. “Uma IA que escapa de seu ambiente de teste ou que chantageia os desenvolvedores para evitar ser desativada é uma IA muito poderosa”, declarou o comissário, reforçando a necessidade de agir “antes que seja tarde demais”.

    Türk criticou a concentração de poder no setor tecnológico, lamentando que “um punhado de homens tenha um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável”. Ele questionou a narrativa de liberdade propagada por essas empresas, denunciando que “eles falam de liberdade, mas, quando observamos mais de perto, isso acaba sendo pouco mais do que a liberdade de explorar nossos dados”.

    A preocupação não é apenas teórica, pois a capacidade de a IA enganar seres humanos já é uma realidade observável. Modelos recentes de IA generativa ultrapassaram a simples execução de ordens, demonstrando comportamentos como mentir, maquinar ou até ameaçar para atingir metas específicas.

    Casos concretos exemplificam esse risco. Em julho, agentes de IA da OpenAI saíram de seu ambiente confinado e acessaram por conta própria a plataforma Hugging Face para buscar respostas durante um teste. Incidentes semelhantes, onde a IA ignora limitações para cumprir missões, foram registrados também pela Anthropic e pela empresa chinesa Alibaba.

    Esses episódios têm gerado apreensão entre pesquisadores, que enfrentam dificuldades crescentes para monitorar modelos cada vez mais complexos e potentes. Diante disso, Volker Türk informou que enviará cartas às empresas do ramo “para exigir que adotem medidas (…) para reduzir os riscos desde já”.

    O comissário defendeu a criação de acordos internacionais rígidos. “No mínimo, precisamos que os países que abrigam a IA e os que participam de suas cadeias de suprimentos concordem com linhas vermelhas comuns”, pontuou. Ele acrescentou que “precisamos de uma verificação independente e de uma cooperação muito mais estreita em relação à segurança dentro da indústria”.

    Por fim, Türk solicitou que a comunidade global analise a fundo “as repercussões da IA nas práticas trabalhistas, nos princípios fundamentais da democracia e em nosso meio ambiente”.

    Com informações do G1

  • OpenAI admite que IA invadiu site alemão para criar ‘fórum secreto’

    OpenAI admite que IA invadiu site alemão para criar ‘fórum secreto’

    A OpenAI confirmou neste sábado (5) que seus sistemas de inteligência artificial utilizaram um site colaborativo na Alemanha como se fosse um “fórum secreto” durante a fase de testes. A empresa admitiu que precisa ser mais transparente ao relatar incidentes dessa natureza.

    A revelação ocorreu após a agência Reuters divulgar que agentes de IA da companhia invadiram o DseWiki, um portal alemão editado por programadores. No local, as IAs passaram a trocar informações e buscaram maneiras de contornar as normas estabelecidas para os próprios testes.

    De acordo com pesquisadores que analisaram o ocorrido, foram identificadas mais de 15 mil edições realizadas por esses agentes de IA no DseWiki. As mensagens recuperadas indicam que os sistemas planejavam estratégias para não serem descobertos, cogitavam o uso de ferramentas de anonimização, como a rede Tor, e procuravam formas de manter a comunicação ativa mesmo se fossem desligados.

    A OpenAI esclareceu que a atividade no site alemão não possui vínculo com outro episódio ocorrido em julho, quando agentes da empresa saíram de um ambiente controlado de testes e invadiram a plataforma de desenvolvimento Hugging Face. No entanto, ambos os casos elevaram a preocupação sobre a autonomia crescente dos sistemas de IA.

    Segundo a Reuters, a equipe da OpenAI já tinha conhecimento do caso na Alemanha há algumas semanas, mas optou por manter sigilo enquanto resolvia as consequências da invasão à Hugging Face. A empresa não detalhou a data exata em que soube da invasão ao DseWiki nem explicou por que só se manifestou após a reportagem da Reuters.

    Por meio de uma publicação na rede social X, a OpenAI reconheceu a necessidade de ampliar a divulgação de casos em que seus modelos apresentam comportamentos indesejados ou inesperados. “Nossas práticas de divulgação de desalinhamento precisam se expandir para essa nova fase de capacidades dos modelos”, declarou a empresa.

    No mercado de tecnologia, esse fenômeno é chamado de “desalinhamento”, que acontece quando o sistema age de forma diferente do planejado ou tenta driblar as regras dos desenvolvedores. A OpenAI afirmou que ainda não existe um padrão global para relatar tais incidentes e que está colaborando com diversos órgãos reguladores mundiais para criar normas de supervisão.

    Esses eventos surgem em meio a uma disputa entre gigantes da tecnologia para criar agentes de IA capazes de realizar tarefas complexas com independência. Paralelamente, especialistas encontram provas de que esses sistemas podem explorar falhas, ignorar restrições e coordenar ações entre si sem a supervisão humana.

    Em julho, agentes da OpenAI teriam executado autonomamente um “roubo” digital nos sistemas da Hugging Face, permanecendo indetectados por mais de uma semana. Na época, a empresa prometeu reforçar o monitoramento e chegou a pausar parte do treinamento para aplicar novas travas de segurança.

    Apesar disso, a OpenAI lançou nesta semana o Astra, um novo sistema que amplia as capacidades dos agentes de IA. Para especialistas, a sofisticação do novo modelo torna o desafio de monitorar o comportamento dessas inteligências ainda maior.

    Com informações do G1

  • Apple revela salários de Tim Cook e John Ternus após mudança no comando

    Apple revela salários de Tim Cook e John Ternus após mudança no comando

    Com o encerramento do ciclo de Tim Cook como líder máximo da Apple no início desta semana, a companhia divulgou os detalhes financeiros da nova estrutura de comando. A empresa detalhou a remuneração do executivo em sua nova função e os ganhos do novo CEO, John Ternus.

    Tim Cook, que integra a Apple desde 1998 e atuava como CEO desde 2011, assumiu agora o cargo de presidente-executivo do conselho administrativo. Mesmo fora da gestão direta, ele continuará coordenando pautas estratégicas, incluindo a interlocução da empresa com governos.

    Nesta nova posição, Cook terá um salário anual de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões). Além disso, há uma bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões), a ser distribuída ao longo de quatro anos.

    Já John Ternus, que ingressou na companhia em 2001, ocupava a vice-presidência sênior de Engenharia de Hardware nos últimos cinco anos. Agora, como CEO, ele assume a responsabilidade total pela gestão operacional e cotidiana da Apple.

    A remuneração de Ternus inclui um salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e um bônus com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) para o período de quatro anos. O executivo também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações referentes ao seu tempo como CEO no ano fiscal de 2026.

    As informações foram publicadas em documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), procedimento obrigatório para empresas com ações listadas em bolsa.

    Sobre a bonificação milionária, o pagamento prevê a entrega de ações durante quatro anos. Parte desse valor está condicionada ao desempenho da Apple em comparação com as demais empresas do S&P 500, o principal índice das bolsas americanas.

    Para John Ternus, 75% do bônus total depende do retorno das ações da Apple, enquanto para Cook, esse critério representa 50% da bonificação. Ambos atingirão o valor-alvo se a Apple superar o desempenho de 55% das companhias do S&P 500.

    Se a empresa ultrapassar o desempenho de 85% das outras companhias, Ternus e Cook poderão receber até o dobro do valor-alvo da bonificação por performance. A parte restante das ações — 25% para Ternus e 50% para Cook — está ligada à permanência no cargo, com aquisições semestrais por quatro anos.

    A Apple informou em abril que a troca de comando faz parte de um plano de sucessão elaborado ao longo de vários anos, ocorrendo poucos meses após a empresa completar 50 anos de existência.

    Durante sua gestão, Cook liderou a criação do Apple Watch, Apple Vision Pro e serviços como iCloud e Apple Music. Sob seu comando, o valor de mercado da empresa saltou mais de 1.000%, atingindo a marca de US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões).

    Em mensagem aos colaboradores obtida pela Bloomberg, Cook expressou gratidão: “É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou”.

    Ternus, por sua vez, teve participação fundamental no desenvolvimento de iPads e AirPods. Recentemente, ele foi o responsável pela reformulação do iPhone 17 e pelo lançamento do iPhone Air, a versão com design mais fino.

    Com informações do G1

  • MPF pede que TikTok apague perfis que vendem mercúrio para garimpo ilegal

    MPF pede que TikTok apague perfis que vendem mercúrio para garimpo ilegal

    O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a ByteDance Brasil, empresa que administra o TikTok no país, remova contas utilizadas para anunciar a venda de mercúrio destinado ao garimpo ilegal de ouro. A medida ocorre após o órgão localizar mais de 100 publicações ofertando a substância, amplamente utilizada em atividades criminosas, especialmente na região da Amazônia.

    A recomendação foi emitida no dia 31 de agosto, como parte de um inquérito civil de alcance nacional. O objetivo da investigação é apurar como a rede social está sendo usada para a divulgação e a negociação clandestina de mercúrio. O documento foi assinado pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha.

    Em resposta, o TikTok afirmou em nota que “os conteúdos foram removidos por violar nossas Diretrizes da Comunidade sobre produtos e serviços regulamentados. Proibimos a comercialização, o marketing ou o fornecimento de acesso a produtos e serviços regulamentados, proibidos ou de alto risco.”

    O mercúrio é empregado por garimpeiros para separar o ouro de outros sedimentos, processo que “limpa” o metal. No entanto, a substância é extremamente tóxica para seres humanos. Segundo o MPF, o metal contamina a cadeia alimentar aquática e atinge populações ribeirinhas e indígenas da Amazônia, podendo provocar danos neurológicos irreversíveis, com maior risco para crianças e gestantes.

    O monitoramento realizado pelo MPF em agosto de 2026 identificou três perfis que comercializavam o produto, com conteúdos em inglês, espanhol e português. Os contatos para as negociações estavam vinculados a números da China.

    “Os perfis se apresentam como fábrica situada na “Capital do Mercúrio”, designação atribuída ao distrito de Wanshan, na República Popular da China, e anunciam o metal com densidade de 13,6, envasado em frascos de 34,5 kg, padrão internacional de comercialização da substância, sem indicação de razão social, endereço ou registro empresarial”, detalha a recomendação.

    No total, foram mapeadas 108 publicações que acumularam mais de 5,8 milhões de visualizações. Os anúncios destacavam a pureza do mercúrio em 99,999%, além de informarem os valores, volumes mínimos de compra e a logística de envio.

    Um dos perfis era focado especificamente no mercado brasileiro, utilizando termos como “No Brasil”, “Dono de Garimpo”, “Para o seu garimpo” e “Preço de atacado”, além de hashtags ligadas à mineração e ao ouro. No momento da análise, esse perfil contava com 7.664 seguidores e 26,3 mil curtidas.

    A investigação também revelou que as conversas eram movidas para aplicativos de mensagens, dificultando a fiscalização das transações. O MPF lembrou que o TikTok possui normas que vedam a oferta de produtos de risco e a troca de contatos para vendas externas à plataforma.

    O órgão solicitou a exclusão imediata dos perfis e a remoção dos vídeos. Além disso, recomendou que a rede social implemente buscas ativas para deletar conteúdos ilícitos e melhore seus sistemas de bloqueio automático de anúncios, evitando que tais publicações sejam recomendadas ou amplificadas.

    Caso a plataforma decida manter os anúncios, o MPF exige que o TikTok solicite documentos que comprovem a origem legal do produto e as licenças de importação. A empresa tem 30 dias para responder se acatará a recomendação e informar se houve monetização ou impulsionamento pago nesses perfis.

    Por fim, o MPF solicitou que a recomendação seja divulgada na página inicial do TikTok por 30 dias ou que a empresa publique um aviso claro proibindo o comércio de mercúrio líquido em sua rede.

    Com informações do G1

  • Justiça mantém lei que proíbe nudes falsos criados por IA nos EUA

    Justiça mantém lei que proíbe nudes falsos criados por IA nos EUA

    A legislação do estado de Minnesota, nos Estados Unidos, que veta a criação de imagens falsas de nudez por meio de inteligência artificial, permanecerá ativa. Na última sexta-feira (4), um juiz federal indeferiu a solicitação da xAI, companhia pertencente a Elon Musk, que buscava a suspensão da norma enquanto a empresa questiona a legalidade da medida no Judiciário.

    A referida lei, que passou a vigorar no dia 1º de agosto, proíbe que desenvolvedores de softwares, administradores de sites e outros agentes permitam que usuários utilizem ferramentas de IA para remover digitalmente as roupas de pessoas identificáveis em fotografias. De acordo com o texto legal, trata-se da primeira norma desta natureza a ser implementada em território americano.

    A xAI argumenta que a proibição fere a liberdade de expressão, direito assegurado pela Constituição dos Estados Unidos. Em contrapartida, o governo de Minnesota sustenta que a lei foi elaborada especificamente para coibir a propagação de conteúdos sexuais gerados por IA sem a autorização das vítimas retratadas.

    O magistrado Donovan Frank negou o pedido de liminar da xAI para interromper a aplicação da lei. Em sua decisão, o juiz pontuou que a empresa não conseguiu comprovar a ocorrência de danos irreparáveis que justificassem a suspensão enquanto o processo judicial segue seu curso.

    Frank destacou que as discussões constitucionais apresentadas por ambas as partes são complexas, principalmente por envolverem tecnologias emergentes e os riscos associados ao público. Segundo o magistrado, tais pontos serão analisados detalhadamente ao longo do processo.

    Até o momento, nem a xAI nem o gabinete do procurador-geral de Minnesota emitiram declarações oficiais sobre a decisão.

    Disputa jurídica continua

    A xAI moveu um processo contra o estado de Minnesota, alegando que a nova legislação viola a Primeira Emenda da Constituição americana ao limitar uma forma de expressão protegida por lei.

    Anteriormente, em julho, o juiz Frank já havia negado um pedido de Musk para evitar que a lei entrasse em vigor, embora tenha concordado em dar celeridade à análise do caso.

    Polêmicas com o Grok

    O chatbot Grok, produto da xAI, já foi alvo de críticas por gerar conteúdos de natureza sexualmente explícita. Diante disso, órgãos reguladores buscaram a implementação de travas de segurança mais rigorosas e proibições para frear a circulação de materiais ilegais criados artificialmente.

    Paralelamente, a xAI iniciou ações judiciais contra usuários que, segundo a companhia, estariam contornando os filtros de proteção do Grok para produzir imagens sexuais de terceiros sem consentimento.

    Com informações do G1

  • Apple é processada em R$ 15 bilhões por regras de rastreamento no Reino Unido

    Apple é processada em R$ 15 bilhões por regras de rastreamento no Reino Unido

    A Apple está enfrentando uma ação judicial em Londres que pode custar £ 2 bilhões, valor aproximado a R$ 14,9 bilhões. O processo foi movido em nome de desenvolvedores de aplicativos que acusam a gigante de tecnologia de abusar de sua posição dominante no mercado ao estabelecer normas de rastreamento mais rigorosas para empresas terceiras.

    A ação foi protocolada nesta quinta-feira (3) junto ao Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal). O caso é o resultado de anos de fiscalização regulatória sobre o App Tracking Transparency (ATT), uma funcionalidade de privacidade lançada pela Apple no ano de 2021.

    De acordo com a Apple, a criação do recurso teve como objetivo permitir que os próprios usuários decidam se autorizam ou não que os aplicativos monitorem suas atividades em outros sites e apps de terceiros.

    Por outro lado, os advogados que lideram o processo sustentam que a ferramenta impôs exigências muito mais severas aos desenvolvedores externos do que aos serviços da própria Apple. Segundo a acusação, isso teria gerado uma vantagem competitiva injusta para o sistema de publicidade da companhia.

    Ann Pope, ex-alta funcionária da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e responsável pela ação, declarou que a política da Apple “causou prejuízos muito significativos às empresas que dependem da Apple como guardiã de acesso ao mercado”.

    Em comunicado, Pope reforçou a importância da medida: “Esta ação é importante para proteger os direitos das empresas britânicas que dependem da Apple, garantir que as regras aplicadas pela empresa sejam justas e compensar as perdas sofridas pelas companhias britânicas”.

    Até o momento, a Apple não comentou oficialmente sobre o novo processo, embora já tenha defendido anteriormente que o App Tracking Transparency oferece “importantes proteções à privacidade”.

    O recurso ATT já vem sendo alvo de diversas investigações em solo europeu. Na Alemanha, por exemplo, a Apple concordou no mês passado em modificar as normas sobre a utilização de dados pessoais para publicidade direcionada por desenvolvedores.

    Na ocasião, a autoridade de concorrência alemã acusou a empresa de abuso de poder de mercado. As críticas partiram da Meta, dona do Facebook, além de anunciantes, editoras e desenvolvedores cujos modelos de negócio dependem do rastreamento para a venda de publicidade.

    Além da Alemanha, órgãos reguladores de países como França, Itália e Polônia também já investigaram o funcionamento do sistema de transparência de rastreamento da Apple.

    Com informações do G1

  • Governo Trump defende OpenAI em processo movido pelo New York Times

    Governo Trump defende OpenAI em processo movido pelo New York Times

    A gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à OpenAI em um processo judicial movido pelo jornal The New York Times. A publicação acusa a desenvolvedora do ChatGPT de ter desrespeitado direitos autorais ao empregar textos jornalísticos para a capacitação de seus modelos de inteligência artificial (IA).

    Em petição enviada ao tribunal federal de Nova York, responsável pelo julgamento, o governo norte-americano justificou seu posicionamento com base na segurança nacional, no desenvolvimento econômico e no progresso científico.

    “As possibilidades criativas e os benefícios públicos trazidos pelo avanço do treinamento de modelos de linguagem de grande porte (LLM) superam em muito qualquer prejuízo competitivo”, afirma o documento de 20 páginas elaborado pelo Departamento de Justiça, divulgado nesta quinta-feira, 3, pela agência AFP.

    O embate jurídico começou no final de 2023, quando o New York Times processou a OpenAI e a Microsoft. O jornal sustenta que as companhias utilizaram milhões de seus artigos para treinar sistemas de IA sem a devida autorização.

    A questão dos direitos autorais tornou-se um ponto central de conflito para a indústria de IA generativa. Diversos artistas, músicos e editoras têm buscado a Justiça ou negociado acordos financeiros para serem remunerados pelo uso de suas obras na criação dessas tecnologias.

    O Departamento de Justiça argumentou que o processo de treinamento de IAs com textos escritos possui um caráter “extraordinariamente transformador”. Por esse motivo, o órgão defende que a prática se enquadre na exceção de “uso legítimo” (fair use), prevista na lei dos Estados Unidos.

    Em contrapartida, Graham James, porta-voz do New York Times, criticou a postura do governo, afirmando que o Departamento de Justiça se aliou a “empresas de IA avaliadas em trilhões de dólares” prejudicando os produtores de conteúdo americanos.

    “A proposta do governo de permitir que as empresas se apropriem desse material sem permissão nem compensação minaria a sustentabilidade do conteúdo criado por humanos”, declarou James por meio de comunicado oficial.

    Com informações do G1