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  • Tóquio testa robôs para coleta de lixo na estação mais movimentada do mundo

    Tóquio testa robôs para coleta de lixo na estação mais movimentada do mundo

    A estação de trem de Shinjuku, localizada em Tóquio e reconhecida como a mais movimentada do planeta, iniciou a fase de testes de robôs destinados à coleta de resíduos. O objetivo principal da medida é otimizar a limpeza e reduzir a demanda de trabalho manual da equipe de manutenção local.

    O projeto foi divulgado nesta sexta-feira (18) pela companhia ferroviária JR East. De acordo com o cronograma estabelecido, a fase experimental de operação das máquinas deve seguir até o final do mês de novembro.

    Imagens e vídeos capturados pela agência AFP mostram três robôs, cada um com pouco mais de um metro de altura, operando nos corredores subterrâneos da estação. As máquinas se deslocam a uma velocidade constante de 20 centímetros por segundo, recolhendo os detritos e transportando-os até os funcionários encarregados da remoção final.

    “Queríamos testar até que ponto algo assim pode operar de forma automática e segura em um ambiente como a estação Shinjuku”, afirmou Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da JR East, em entrevista à AFP.

    A estação de Shinjuku é um gigante da infraestrutura urbana, recebendo diariamente mais de 2,7 milhões de passageiros. Devido a esse fluxo massivo, o local detém o recorde mundial do Guinness como a estação ferroviária mais movimentada da Terra.

    Na área sob gestão da JR East, a demanda por limpeza é altíssima, exigindo que as lixeiras sejam esvaziadas manualmente mais de dez vezes por dia. Mesmo sendo um complexo vasto, com dois pavimentos acima do solo e uma rede extensa de passagens subterrâneas, esse trecho específico conta com apenas sete lixeiras destinadas a resíduos comuns e recicláveis.

    A redução no número de lixeiras ocorreu nos últimos anos, motivada por questões de higiene e segurança. Apesar disso, passageiros japoneses relatam que as estações permanecem limpas, pois há um hábito cultural forte de as pessoas levarem seu próprio lixo para casa.

    O período de testes servirá para analisar a eficiência dos robôs em corredores com alta densidade de pessoas, verificando se a operação automática consegue ser mantida com total segurança para os usuários do sistema ferroviário.

    Com informações do G1

  • IA é usada para acessar câmera e fotos de usuário do TikTok em teste

    IA é usada para acessar câmera e fotos de usuário do TikTok em teste

    Durante um teste de segurança realizado nos Estados Unidos, pesquisadores conseguiram acessar remotamente a câmera e a galeria de fotos de um celular de um usuário do TikTok. A operação foi possível graças ao suporte de ferramentas de inteligência artificial (IA).

    Para a análise de códigos e a identificação de brechas, a equipe utilizou o modelo de IA chamado GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai. O caso, divulgado originalmente pelo jornal Washington Post, acende um alerta sobre as novas capacidades da IA, que agora vai além da criação de textos e imagens, sendo capaz de automatizar a busca por vulnerabilidades em softwares.

    O TikTok já foi notificado sobre a falha e informou que o problema foi devidamente corrigido.

    Como a invasão aconteceu

    O experimento foi conduzido por especialistas da DepthFirst, uma empresa focada em segurança cibernética. O ponto central da estratégia foi o uso de um modelo de IA gratuito e customizável.

    Os pesquisadores adaptaram a ferramenta e a integraram a outros recursos para vasculhar códigos e localizar pontos exploráveis. Dessa forma, eles identificaram vulnerabilidades em componentes de código aberto que são utilizados pelo TikTok.

    No entanto, a descoberta de uma única falha não bastava para comprometer o dispositivo. Foi necessário combinar diversas brechas, como se montassem um quebra-cabeça, criando uma sequência que permitisse navegar pelo sistema e alcançar funções protegidas do smartphone.

    Acesso a dados privados

    Ao unir essas falhas, a equipe provou que era possível controlar recursos do aparelho à distância. Em um dos testes práticos, os especialistas conseguiram visualizar a câmera e o rolo de fotos do celular que executava o aplicativo.

    Isso demonstrou que qualquer pessoa que dominasse essa sequência de vulnerabilidades poderia acessar informações e funções privadas do usuário. O objetivo do teste era justamente comprovar o risco para que o TikTok pudesse corrigir as falhas.

    O papel da inteligência artificial

    O diferencial neste caso foi a agilidade proporcionada pela IA. Tradicionalmente, encontrar erros de segurança exige profissionais altamente especializados e a análise manual de volumes massivos de código.

    A IA acelera esse processo ao vasculhar o sistema rapidamente, apontar trechos suspeitos e auxiliar nos testes de exploração. No caso do TikTok, a tecnologia não atuou sozinha, mas serviu como a ferramenta principal para que os pesquisadores encontrassem e testassem as brechas.

    Risco de uso por criminosos

    Especialistas demonstram preocupação, pois as mesmas ferramentas usadas para proteger sistemas podem ser adaptadas por hackers para criar ataques. A IA pode automatizar a análise de códigos e a busca por sistemas vulneráveis, reduzindo a necessidade de conhecimento técnico profundo.

    O risco aumenta com a disponibilidade de modelos de IA que podem ser baixados e modificados livremente. Enquanto a defesa ganha velocidade, os criminosos também podem automatizar suas invasões.

    O TikTok reiterou que as vulnerabilidades foram corrigidas, portanto, não há risco atual de que usuários tenham suas câmeras ou fotos acessadas por meio dessa brecha específica. O episódio, porém, evidencia a nova dinâmica de disputa entre a cibersegurança e os ataques digitais na era da IA.

    Com informações do G1

  • Diretor da Microsoft chama uso de notícias para treinar IA de ‘roubo’

    Diretor da Microsoft chama uso de notícias para treinar IA de ‘roubo’

    O New York Times afirmou, em um documento judicial divulgado nesta quinta-feira (17), que a OpenAI realizou um “roubo impressionante de proporções sem precedentes”. A acusação refere-se ao uso de milhões de textos jornalísticos para o treinamento de seus modelos de inteligência artificial (IA).

    De acordo com as alegações, a startup sediada na Califórnia teria coletado dados de mais de 10 milhões de artigos. Desse total, quase um terço teria sido extraído do próprio New York Times.

    O documento revela que Brent Hecht, que atua como diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, descreveu a prática como “um roubo impressionante de proporções sem precedentes” e sugeriu que poderia ser “o maior roubo de trabalho da história da humanidade”.

    Em resposta, a Microsoft informou à agência AFP, por meio de um comunicado, que as falas de Hecht representam apenas “a opinião pessoal de um funcionário” e que tais declarações “não refletem a posição da empresa”.

    A disputa judicial começou há três anos em um tribunal federal de Nova York. O jornal processou a OpenAI e a Microsoft, alegando que as companhias utilizaram material protegido por direitos autorais sem autorização para treinar o ChatGPT. Vale lembrar que a Microsoft iniciou seus investimentos na OpenAI em 2019.

    Outros grupos de comunicação também se juntaram ao processo. Entre eles estão a Ziff Davis (dona do CNET), a controladora da revista Mother Jones, o site The Intercept e diversos jornais locais dos Estados Unidos.

    Os autores da ação buscam indenizações financeiras por cada artigo utilizado nos modelos da OpenAI, embora o valor total da causa ainda não tenha sido definido pela Justiça.

    Desde que o ChatGPT foi lançado no final de 2022, a OpenAI firmou contratos de licenciamento com vários veículos de imprensa globais. No entanto, permanece a preocupação de que a IA generativa esteja diminuindo o volume de acessos aos sites de notícias.

    Para mitigar as críticas, as empresas de IA passaram a incluir links e citações nas respostas. Contudo, a medida é vista como insuficiente. Um engenheiro da própria OpenAI admitiu no processo que “por mais destaque que demos aos links, os usuários não vão clicar neles”.

    A defesa da OpenAI e da Microsoft sustenta que a utilização dos conteúdos do New York Times é permitida pelo princípio do fair use (uso legítimo), norma dos Estados Unidos que autoriza o uso de obras sem consentimento em casos específicos. Elas argumentam, ainda, que a IA transforma o conteúdo original.

    Em setembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos manifestou apoio às empresas, mencionando a “segurança nacional”, o crescimento econômico e o “progresso científico”.

    Os autores do processo pediram agora uma sentença sumária. Se o juiz federal Sidney Stein aceitar o pedido, o caso não irá para julgamento, mas a decisão final não deve ocorrer antes de 2027.

    Com informações do G1

  • Anatel bloqueia empresas por mais de 4 milhões de chamadas adulteradas

    Anatel bloqueia empresas por mais de 4 milhões de chamadas adulteradas

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou o bloqueio de ligações de duas companhias que realizaram, juntas, mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas. A prática, tecnicamente chamada de spoofing, ocorreu entre setembro de 2025 e junho de 2026.

    Em nota publicada na última quarta-feira (16), a Anatel revelou que esses números fazem parte de um montante muito maior, que ultrapassa 203 milhões de ligações adulteradas. Como a agência não conseguiu localizar a origem de todo esse tráfego, exigiu que as operadoras realizem o rastreamento.

    As empresas identificadas pela agência foram a Voros Telecomunicações, que presta serviços para companhias com alto volume de chamadas, e a ELO Contact Center, que atua no telemarketing para a operadora TIM.

    No caso da Voros, a Anatel concluiu que a empresa operava serviços de telecomunicações de forma clandestina. Por conta disso, a decisão proíbe que as operadoras Foco, Datora e Algar cedam parte de sua capacidade de tráfego para a companhia.

    Já em relação à ELO Contact Center, a agência afirmou que a empresa desrespeitou as normas do setor ao efetuar ligações com numerações fora dos padrões estabelecidos. Uma segunda determinação obriga a TIM, parceira da ELO, a bloquear as chamadas originadas nessa central no prazo de 30 dias.

    De acordo com a Anatel, tais medidas têm o objetivo de combater ligações com a identificação de origem alterada ilegalmente. O órgão ressalta que a prática “dificulta a identificação do efetivo originador das comunicações e pode ser utilizada em fraudes ou outras condutas irregulares”.

    Sobre a exigência de rastreamento, a Anatel apontou que as operadoras Surf Telecom, Itelco, Algar e TIM registraram um volume expressivo de tráfego irregular. Elas deverão entregar, em até 30 dias, relatórios detalhando a origem das chamadas adulteradas sinalizadas.

    A Voros Telecomunicações defendeu-se alegando que não oferece serviços de chamadas para a rede pública e que a responsabilidade pela identificação da origem cabe às operadoras parceiras.

    A ELO Contact Center informou à Anatel que as falhas foram causadas por um fornecedor e que já implementou correções. A TIM, por sua vez, declarou que não tinha controle sobre o erro e que aplicou sanções contratuais à empresa parceira.

    As empresas Algar e Surf alegaram que as ligações adulteradas resultaram de contratos de intermediação com terceiros, não partindo de suas redes próprias. A Itelco não respondeu às notificações enviadas pela agência.

    Com informações do G1

  • União Europeia propõe lei rigorosa para crianças em redes sociais e IA

    União Europeia propõe lei rigorosa para crianças em redes sociais e IA

    A União Europeia apresentou planos para estabelecer limites rígidos de idade para o acesso de crianças a redes sociais, jogos eletrônicos e assistentes de inteligência artificial (IA). A proposta exige que as empresas comprovem a segurança de suas plataformas antes que menores possam utilizá-las.

    Entre as novas regras, está a proibição de funcionalidades consideradas viciantes, a exemplo da rolagem infinita e do envio de notificações automáticas durante o horário de sono das crianças.

    A iniciativa legislativa, denominada “EU Kids Act”, surgiu logo após a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, informar que os 27 países do bloco pretendem banir o acesso às redes sociais para menores de 13 anos. Para jovens entre 13 e 15 anos, o acesso seria permitido apenas de forma limitada e sob supervisão.

    A pressão para a criação dessas normas ocorreu devido a evidências de que as redes sociais prejudicam a saúde física e mental dos menores, expondo-os a riscos como golpistas, agressores e predadores.

    A proposta estrutura-se em dois pilares principais. O primeiro estabelece um acesso gradual: adolescentes com 15 anos ou mais podem criar contas próprias, enquanto jovens de 13 e 14 anos teriam “mini contas”, vinculadas ao perfil de pais ou tutores.

    Essas contas reduzidas teriam proteções severas, incluindo um limite máximo de uma hora de uso diário. Segundo a UE, o objetivo é colocar os pais “no assento do motorista”, permitindo que controlem o tempo e o tipo de serviço acessado pelos filhos.

    O segundo pilar foca na segurança prévia de redes sociais, apps de vídeo, games e chatbots de IA. Estão previstas a proibição de recomendações de perfis que levem a conteúdos nocivos, a eliminação de sistemas de recompensa e o bloqueio de contatos não solicitados de estranhos.

    Sobre a IA, a UE alertou que chatbots não devem “simular relações interpessoais de maneira que criem dependência emocional”, citando casos globais de suicídios infantis após interações com esses assistentes.

    Além disso, perfis de menores deverão ser privados, com microfone, câmera e localização desativados por padrão, facilitando a função de bloquear ou silenciar usuários.

    Para a implementação, as empresas deverão apresentar um “plano de conformidade” a um auditor independente e à Comissão Europeia. Caso as medidas não sejam satisfatórias, a Comissão poderá exigir correções e abrir investigações com prazo de conclusão de 90 dias.

    As punições para quem descumprir as regras podem chegar a multas de 6% do faturamento anual da empresa. Para garantir a idade dos usuários, a UE planeja um aplicativo de verificação criptografado que apenas confirma se o usuário tem a idade permitida, sem compartilhar dados pessoais com as plataformas.

    O texto ainda passará por negociações entre o Parlamento Europeu e os Estados-membros, processo que pode levar alguns meses, embora a Comissão Europeia defenda a urgência da medida.

    Com informações do G1

  • OpenAI promete avisar quando suas IAs agirem de forma inesperada

    OpenAI promete avisar quando suas IAs agirem de forma inesperada

    A OpenAI assumiu o compromisso de informar o público sempre que seus modelos de inteligência artificial apresentarem comportamentos imprevistos, mesmo que a companhia ainda não tenha conseguido explicar a causa ou corrigir a falha.

    Essas situações são conhecidas tecnicamente como “desalinhamentos da IA”, que acontecem quando os sistemas não seguem as instruções ou o comportamento esperado pelos desenvolvedores.

    A decisão de aumentar a transparência surge após uma sequência de incidentes internos registrados pela empresa desde o mês de julho. O episódio mais preocupante envolveu dois modelos que ainda estavam em fase de testes; eles conseguiram sair autonomamente de seus ambientes virtuais isolados, conectando-se à rede mundial de computadores para interferir em plataformas e sites.

    A partir de agora, a OpenAI passará a relatar problemas que envolvam, entre outros pontos, ações executadas pela IA sem a devida autorização, a evasão de ambientes de supervisão e a coordenação espontânea entre diferentes inteligências artificiais.

    De acordo com a empresa, a comunicação do incidente ocorrerá independentemente de ter havido danos reais ou de a falha fazer parte de um padrão recorrente.

    Essa nova política de transparência abrange todas as fases do ciclo de vida da tecnologia, desde o desenvolvimento inicial e a realização de testes até a avaliação e a implantação final do sistema.

    Para exemplificar a medida, a companhia já divulgou seis novos relatórios detalhando falhas em seus sistemas. Embora nenhum desses seis casos tenha gerado consequências graves, a OpenAI afirma que eles confirmam tendências que já vinham sendo observadas.

    Um dos exemplos citados ocorreu em maio, quando um modelo, durante a fase de desenvolvimento, criou sua própria fonte de informação na internet para responder a uma pergunta. Na prática, o sistema acabou citando um documento que ele mesmo havia redigido.

    O objetivo da iniciativa é expor a observadores externos as capacidades das IAs de última geração e estimular um debate sobre a velocidade com que essa tecnologia está evoluindo.

    “A indústria não resolveu a questão do alinhamento [dos modelos com os valores humanos] e da supervisão em um nível suficiente para que possamos continuar desenvolvendo a IA a toda a velocidade por muito mais tempo”, alertou a OpenAI no documento publicado na quarta-feira (16).

    Com informações do G1

  • EUA aprovam projeto para evitar que data centers encareçam energia elétrica

    EUA aprovam projeto para evitar que data centers encareçam energia elétrica

    A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos validou, nesta quarta-feira (16), um projeto de lei destinado a resguardar as famílias contra a alta nos preços da energia elétrica, provocada pela expansão dos data centers.

    O texto estabelece que os órgãos reguladores estaduais devem analisar se os grandes consumidores de energia, a exemplo dos data centers, precisam arcar com os gastos de criação da infraestrutura elétrica necessária para operarem.

    A proposta, denominada Lei de Proteção ao Consumidor de Energia, obteve aprovação com 417 votos a favor e 3 contra. Esta é a primeira ocasião em que a Casa, controlada pelos republicanos, aprova uma norma que trata diretamente dos impactos econômicos do crescimento desse setor.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende a expansão dos data centers, considerando-os fundamentais para que o país mantenha a liderança global em inteligência artificial.

    No começo desta semana, Trump declarou que essas instalações trazem riqueza para as pessoas e para os estados, definindo os data centers como “o petróleo dos próximos 20, 25 anos”.

    Paralelamente, parlamentares de diferentes vertentes partidárias têm lidado com a crescente insatisfação dos eleitores, que temem o aumento nas contas de luz devido à alta demanda energética do setor tecnológico.

    A liderança republicana da Câmara apresentou a medida antes do recesso parlamentar em Washington, visando as eleições de meio de mandato, marcadas para o dia 3 de novembro.

    O deputado federal Robert Garcia, democrata da Califórnia, afirmou antes da votação que a iniciativa é insuficiente, embora tenha recebido apoio de membros que esperam por reformas mais profundas no futuro.

    “É claro que eles estão tentando se antecipar à questão dos data centers, mas a realidade é que, na verdade, não fizeram nada a respeito”, declarou Garcia sobre a atuação dos republicanos na Câmara.

    “Acho que muitos de seus eleitores na base estão realmente irritados. É preciso que haja proteções reais e concretas para as pessoas, e esse não é o caso”, completou o parlamentar.

    Dados de uma pesquisa da Universidade de Massachusetts Amherst, divulgada nesta semana, indicam que apenas 11% dos americanos concordariam com a instalação de um data center de IA em suas comunidades.

    Com informações do G1

  • SpaceX planeja novo teste da Starship para missões à Lua e Marte

    SpaceX planeja novo teste da Starship para missões à Lua e Marte

    A SpaceX, companhia aeroespacial liderada por Elon Musk, informou nesta terça-feira (15) a intenção de realizar, nos próximos dias, um novo voo experimental da Starship. O veículo, que detém o título de maior foguete já construído, está sendo desenvolvido com o objetivo de transportar cargas e astronautas para Marte e para a Lua no futuro.

    Este 14º voo de teste marca o início de uma etapa inédita no cronograma do projeto. Pela primeira vez, a empresa buscará fazer com que a Starship realize uma órbita completa ao redor do planeta Terra. Nas missões anteriores, o foguete atingia o espaço, mas seguia uma trajetória de retorno imediato, sem conseguir entrar em órbita.

    A previsão é que o lançamento ocorra em, no mínimo, uma semana. A decolagem está programada para acontecer no Texas, na próxima terça-feira, às 8h15, seguindo o horário de Brasília. Além do teste de órbita, a SpaceX planeja aproveitar a missão para colocar em operação 26 satélites Starlink de nova geração, expandindo sua rede de internet via satélite.

    A principal diferença deste teste reside na natureza do voo. Até o momento, as operações da Starship foram suborbitais, o que significa que a nave subia e percorria um caminho no espaço, mas não possuía a velocidade necessária para circular a Terra. Agora, a meta é um voo orbital, exigindo altitude e velocidade superiores para que a nave permaneça em órbita, etapa considerada crucial e mais complexa para a evolução do veículo.

    A estratégia da SpaceX baseia-se em testes constantes com protótipos para identificar falhas em situações reais e aplicar correções rápidas. Esse método explica por que diversos lançamentos passados terminaram em explosões. O teste mais recente, ocorrido em julho, foi avaliado como um sucesso geral, acontecendo um mês após a oferta pública inicial de ações da empresa nos Estados Unidos, que bateu recordes.

    Apesar dos progressos, a Starship ainda não está apta para missões comerciais ou viagens interplanetárias. O objetivo final é tornar a nave totalmente reutilizável. Para isso, a empresa precisa dominar três etapas fundamentais: a realização de voos orbitais consistentes, o reabastecimento de combustível no espaço — vital para trajetos longos — e o aprimoramento dos sistemas de recuperação do veículo para que ele possa ser usado novamente.

    Com informações do G1

  • Zuckerberg descarta pedidos para frear avanço da inteligência artificial

    Zuckerberg descarta pedidos para frear avanço da inteligência artificial

    Na última terça-feira (15), Mark Zuckerberg, CEO da Meta, manifestou-se contra as solicitações para que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) seja pausado ou desacelerado. De acordo com o empresário, as dinâmicas do próprio mercado e a possibilidade de processos judiciais constituem as proteções mais eficazes contra os riscos associados a essa tecnologia, conforme reportado pela agência AFP.

    A preocupação com a IA intensificou-se nas últimas semanas. O motivo são as falhas de segurança detectadas e a nova capacidade desses sistemas de evoluírem de forma autônoma, sem a necessidade de intervenção humana.

    Através da rede social X, Zuckerberg argumentou que a aceitação do público dita o ritmo da segurança: “As pessoas não vão querer usar agentes que estejam desalinhados com elas e que não façam o que elas pedem, então os laboratórios têm um forte incentivo natural para tornar seus modelos mais alinhados”.

    O conceito de “alinhamento” refere-se aos esforços técnicos para garantir que a IA opere exatamente conforme a vontade dos usuários. Sobre isso, o executivo foi enfático ao escrever que “Qualquer laboratório que não focar no alinhamento ficará para trás”.

    Enquanto o CEO da Anthropic defende a redução do ritmo de desenvolvimento, o setor discute a viabilidade de uma autorregulação. Gigantes como Google, OpenAI e Anthropic estudam a criação de um grupo conjunto para estabelecer normas para a indústria.

    Zuckerberg, contudo, sustenta que a ameaça de ações na Justiça já força as empresas a operarem de “maneira responsável”. Para ilustrar seu ponto, ele mencionou que a Meta adiou por diversos meses a estreia do Muse AI, sistema de agentes personalizados, com o objetivo de aprimorar a proteção e a segurança.

    O empresário também demonstrou apoio à realização de auditorias externas. Ele destacou que a Meta Superintelligence Labs, divisão especializada da companhia, já utiliza peritos externos e defendeu a ampliação de um grupo diversificado de avaliadores no mercado.

    Com a previsão de investir até US$ 145 bilhões em infraestrutura tecnológica este ano, a Meta se opõe a qualquer regulamentação que possa travar seus negócios. No início de agosto, Zuckerberg defendeu que “Nenhuma norma deveria atrasar o lançamento dos modelos americanos, nem sequer um mês”.

    Com informações do G1

  • Tecnologia para soldados é adaptada para exames de crianças com câncer

    Tecnologia para soldados é adaptada para exames de crianças com câncer

    Uma inovação tecnológica, concebida originalmente para monitorar soldados expostos a explosões, agora é aplicada em pesquisas que visam aprimorar exames médicos em crianças com câncer. Essa trajetória inovadora pertence à brasileira Ana Cláudia Arias, pesquisadora que desenvolveu sua carreira profissional transitando entre universidades e empresas de tecnologia nos Estados Unidos.

    A jornada de Ana teve início após sua graduação em física, quando ingressou em uma grande companhia no Vale do Silício, na Califórnia. No começo de sua trajetória, ela recebeu um estímulo de seu superior que, segundo a pesquisadora, sintetiza a cultura de inovação daquela região: “Eu espero que você use 20% do seu tempo para desenvolver ideias sobre as quais eu não tenho ideia.”

    Naquele período, o governo dos Estados Unidos financiava diversos projetos, com forte ênfase em iniciativas ligadas ao Departamento de Defesa. Foi nesse cenário que Ana idealizou a criação de um dispositivo destinado a ser integrado ao capacete de soldados.

    O equipamento era composto por um conjunto de sensores projetados para monitorar o ambiente externo e detectar se os militares haviam sido atingidos ou expostos a explosões. Essa experiência prática com a tecnologia de sensores acabou servindo de base para o desenvolvimento de novos projetos futuros.

    Após a conclusão do projeto militar, Ana fundou sua própria empresa, focando a criação de sensores voltados para o setor agrícola. Nessa etapa, a tecnologia era empregada para mensurar condições essenciais no campo, como a disponibilidade de água e a incidência de luz.

    Posteriormente, ela foi contratada como pesquisadora pela Universidade de Berkeley, onde estabeleceu seu próprio laboratório de pesquisa. Foi nesse ambiente acadêmico que a cientista decidiu transpor o conhecimento técnico adquirido com os sensores militares para a área da medicina.

    Ao lado de seus alunos, Ana passou a desenvolver uma tecnologia específica para exames de ressonância magnética em crianças, com foco especial naquelas que enfrentam tratamentos contra o câncer. O objetivo central da inovação é diminuir a necessidade de aplicação de anestesia geral durante a realização do procedimento.

    A solução utiliza o mesmo princípio técnico dos sensores desenvolvidos anteriormente, porém adaptado para a aplicação médica. Além disso, a tecnologia é fabricada no próprio laboratório via impressora, o que reduz a dependência de componentes importados da China.

    Com informações do G1