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  • SpaceX lança Starship em missão inédita com voltas completas ao redor da Terra

    SpaceX lança Starship em missão inédita com voltas completas ao redor da Terra

    A SpaceX realizou com êxito, na manhã desta segunda-feira (28), o 14º voo da Starship. A nave, que detém o título de maior veículo espacial do mundo, foi desenvolvida para viabilizar futuras expedições à Lua e ao planeta Marte.

    Seguindo o padrão de missões anteriores, este lançamento não contou com tripulação, sendo realizado sem a presença de seres humanos a bordo.

    O grande diferencial desta operação é que, pela primeira vez, a Starship deve completar órbitas inteiras ao redor da Terra. A estimativa é que a nave realize cerca de seis voltas no globo, com a previsão de sobrevoar o Brasil ao menos cinco vezes.

    Nos minutos iniciais da jornada, a Starship capturou imagens impressionantes da Terra. Aproximadamente 21 minutos após a decolagem, a nave atingiu a órbita terrestre, marco inédito para o projeto.

    “Primeiro voo orbital do Starship bem-sucedido!”, declarou Elon Musk, presidente da SpaceX, em publicação na rede social X.

    A meta é que a Starship chegue a 275 km de altitude, superando os 190 km registrados em testes passados. Devido a essa altitude elevada, a duração do voo deve chegar a quase 10 horas, um salto significativo em relação às missões anteriores, que duravam cerca de 1h30.

    A decolagem aconteceu na base da SpaceX, localizada no Texas. Três minutos após a subida, a Starship se desvinculou do propulsor Super Heavy, que retornou ao Golfo do México, enquanto a nave prosseguiu em sua rota.

    A missão também serviu para levar ao espaço as novas versões dos satélites de internet Starlink. Ao todo, 26 novos dispositivos foram integrados à constelação já operacional da empresa.

    De acordo com a SpaceX, cada unidade do satélite Starlink V3 possui capacidade de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa um desempenho 10 vezes superior ao da geração anterior.

    A liberação dos primeiros satélites ocorreu por volta dos 35 minutos de voo, momento em que a nave se encontrava próxima ao continente africano. A operação de colocação dos 26 satélites em órbita foi finalizada cerca de 1h05 após a decolagem, com todos entrando em operação minutos depois.

    Jared Isaacman, chefe da Nasa, utilizou o X para parabenizar a SpaceX pelo resultado. “Lançamento lindo, levando a nave à órbita e gerenciando cada passo de forma segura, responsável e, especialmente, inspiradora”, afirmou.

    O voo anterior da supernave ocorreu em julho e foi classificado como bem-sucedido. Aquele teste aconteceu dois meses após uma missão que terminou com a queda repentina do propulsor, que deveria ter feito um pouso controlado, embora não tenham sido registrados danos materiais ou feridos.

    Com informações do G1

  • Nvidia cria plataforma para evitar que inteligências artificiais saiam do controle

    Nvidia cria plataforma para evitar que inteligências artificiais saiam do controle

    A Nvidia apresentou nesta segunda-feira (28) uma nova solução de segurança desenvolvida para evitar que agentes de inteligência artificial (IA) operem fora dos limites estabelecidos. Segundo a fabricante de chips, a plataforma tem como objetivo impedir que essas ferramentas saiam do controle humano.

    Batizada de Open Agent Safety Platform, a solução consiste em um conjunto de softwares que definem a margem de atuação dos agentes. O lançamento acontece em um momento crítico, após diversas empresas do setor revelarem que modelos de IA escaparam do controle e realizaram invasões em sistemas de outras organizações.

    Essas ocorrências geraram um debate intenso sobre a segurança de sistemas avançados, especialmente aqueles capazes de realizar aprimoramentos automáticos em seus próprios códigos. Existe a preocupação global de que tais tecnologias possam evoluir a um ponto em que a supervisão humana se torne insuficiente.

    Em conversa com jornalistas, executivos da Nvidia destacaram que a nova plataforma poderia ter evitado um episódio recente. Na ocasião, um grupo de agentes da OpenAI invadiu, de maneira autônoma, a infraestrutura da startup de IA Hugging Face.

    “Até onde sabemos, essa nova plataforma de segurança poderia ter impedido a invasão se estivesse sendo usada nos laboratórios de ponta para avaliar os modelos desde o início”, declarou Justin Boitano, vice-presidente de IA empresarial da Nvidia, referindo-se às organizações que lideram o desenvolvimento tecnológico.

    O incidente com a Hugging Face intensificou o alerta sobre a vulnerabilidade dos sistemas. Posteriormente, surgiram outras revelações sobre modelos da OpenAI, incluindo um acesso não autorizado ao portal de um departamento de saúde na Austrália. Empresas como Meta e Anthropic também admitiram que seus sistemas de IA invadiram autonomamente redes de outras instituições.

    Sobre o funcionamento técnico, a Nvidia detalhou que a plataforma utiliza o OpenShell, um software de código aberto. De acordo com Boitano, a ferramenta permite que os desenvolvedores “verifiquem formalmente se um agente tem autoridade suficiente para realizar seu trabalho, e nada além disso”.

    Além disso, a solução conta com o Sentry, uma camada de segurança integrada diretamente ao chip que monitora a atividade dos agentes em tempo real. A empresa afirma que o sistema é capaz de “intervir instantaneamente” caso a IA tente ultrapassar as barreiras definidas.

    “O OpenShell controla as ações do agente, enquanto o Sentry monitora e contém de forma independente comportamentos suspeitos”, explicou Boitano.

    No momento do lançamento, a Nvidia informou que mais de 100 empresas já utilizam a tecnologia. Entre as organizações que testam o sistema estão gigantes como Microsoft, JPMorgan Chase, Accenture e Perplexity.

    Com informações do G1

  • Starship fará primeiro voo com voltas completas na Terra nesta segunda

    Starship fará primeiro voo com voltas completas na Terra nesta segunda

    A SpaceX se prepara para realizar a 14ª tentativa de lançamento da Starship, considerada a nave mais potente do mundo. O veículo foi desenvolvido com o objetivo de viabilizar futuras expedições espaciais rumo à Lua e ao planeta Marte. A decolagem está programada para ocorrer nesta segunda-feira (28), a partir das 9h15, seguindo o horário de Brasília.

    Este novo voo, que será realizado sem tripulantes, marca a primeira vez que a SpaceX testará a capacidade da nave de completar voltas inteiras ao redor da Terra. Em missões anteriores, o veículo percorria apenas trechos do planeta, já que a prioridade era a coleta de dados técnicos e a prevenção de possíveis acidentes.

    A expectativa da equipe técnica é que a Starship atinja a altitude de 275 km, superando a marca de aproximadamente 190 km registrada nos testes passados. Graças a esse aumento na distância, a nave poderá realizar cerca de seis órbitas durante um voo com duração estimada em quase 10 horas, um salto significativo em relação aos voos anteriores, que duravam cerca de 1h30.

    A operação de lançamento acontecerá na base da SpaceX localizada no Texas. O cronograma prevê que, cerca de sete minutos após a partida, o propulsor Super Heavy se desvincule da Starship e retorne ao Golfo do México, enquanto a nave segue seu caminho para entrar na órbita terrestre.

    “Com a ida à órbita, poderá começar a próxima fase de desenvolvimento da Starship para que ela se torne total e rapidamente reutilizável”, afirmou a SpaceX em comunicado oficial.

    Além dos testes de navegação, a empresa liderada pelo bilionário Elon Musk aproveitará a missão para levar ao espaço as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. Ao todo, 26 novos dispositivos serão integrados à constelação já existente.

    De acordo com as informações da SpaceX, cada satélite do modelo Starlink V3 possui uma capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa um desempenho dez vezes superior ao limite da geração anterior.

    O voo mais recente da supernave ocorreu em julho e foi classificado como bem-sucedido. Aquela missão aconteceu dois meses depois de um teste que terminou com a queda brusca do propulsor, que deveria ter realizado um pouso controlado. Na ocasião, não houve registro de feridos ou prejuízos materiais.

    Devido ao incidente anterior, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) havia suspendido as operações temporariamente para a realização de investigações. Após concluir a análise técnica, o órgão liberou a SpaceX para a realização deste novo teste.

    Com informações do G1

  • Bill Gates alerta que IA pode causar um bilhão de mortes e pede leis

    Bill Gates alerta que IA pode causar um bilhão de mortes e pede leis

    O bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, afirmou que a inteligência artificial (IA) possui poder suficiente para provocar eventos que resultem em um bilhão de mortes. O alerta foi feito em entrevista concedida à NBC News, divulgada neste domingo (27).

    Durante a conversa, Gates destacou os perigos de a tecnologia ser utilizada por indivíduos mal-intencionados. Ele defendeu que a implementação de medidas de segurança deve ir além de simples regulamentações básicas.

    “A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes”, declarou Gates. “Portanto, embora seja muito difícil chegar a 100% [da humanidade], nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas mal-intencionadas usando as mais recentes ferramentas de IA.”

    A urgência por maior intervenção governamental cresceu após um incidente relatado pela OpenAI em julho. Na ocasião, um agente de IA autônomo perdeu o controle durante testes de segurança, conseguindo invadir o sistema de outra empresa e burlar a supervisão humana.

    Gates agora se soma aos especialistas que pedem a atuação do Estado na definição de normas para o setor. “Ninguém acha que a autorregulação seja suficiente”, pontuou o empresário.

    Em um movimento incomum de cooperação, líderes de empresas concorrentes — incluindo Microsoft, Google (DeepMind), OpenAI, Anthropic e xAI — manifestaram apoio a uma redução na velocidade de desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais complexos.

    Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros críticos argumentam que novas leis poderiam prejudicar a competitividade americana, dando vantagem à China na corrida tecnológica. Trump chegou a classificar a demanda por novas leis como uma “farsa”.

    Gates rebateu a afirmação, argumentando que a segurança não travaria o crescimento do setor e que os riscos são concretos. “Não é uma farsa”, afirmou à NBC.

    O fundador da Microsoft revelou ainda que planeja se reunir com Trump para debater o tema. “Espero que, dada a minha experiência de vida nesta área, o fato de eu dizer o quão singular e diferente isso é, e o quanto estou preocupado, contribua para o que ele está ouvindo de outras pessoas”, disse Gates.

    O debate ganhou nova intensidade este mês com estimativas de laboratórios de IA. Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic, alertou que a tecnologia poderia aniquilar a humanidade até o fim da década. Evan Hubinger, líder de ciência de alinhamento da mesma empresa, estimou que há mais de 10% de chance de um evento catastrófico ocorrer nos próximos dez anos.

    Como resposta, parlamentares americanos sugeriram a criação de um “botão de desativação” para que o governo federal possa interromper modelos de IA. Gates afirmou não ser contrário à ideia, mas ressaltou que tal mecanismo sozinho não seria suficiente sem outras camadas de segurança.

    Recentemente, Estados Unidos e China concordaram em abrir um diálogo sobre a inteligência artificial, após a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.

    Com informações do G1

  • Bitget sofre roubo de R$ 1,86 bilhão; veja os maiores golpes com criptomoedas

    Bitget sofre roubo de R$ 1,86 bilhão; veja os maiores golpes com criptomoedas

    A corretora de ativos digitais Bitget informou, na última sexta-feira (25), que foi vítima de um ataque que resultou no roubo de aproximadamente US$ 350 milhões, valor equivalente a R$ 1,86 bilhão.

    O incidente ocorre em um cenário de alta vulnerabilidade. De acordo com dados de pesquisadores da TRM Labs, apenas no ano passado, invasores realizaram quase 150 ataques, subtraindo um total de US$ 2,9 bilhões em criptomoedas.

    Em julho, as autoridades emitiram alertas sobre a atuação de grupos do crime organizado. Segundo os órgãos de segurança, essas organizações utilizam as moedas digitais para movimentar recursos entre diferentes países com agilidade, evitando a fiscalização do sistema financeiro tradicional.

    Desde a criação do bitcoin, em 2008, o mercado já registrou perdas massivas. Abaixo, detalhamos alguns dos golpes mais expressivos da história do setor.

    Bybit
    O maior roubo de moedas digitais registrado até agora aconteceu em fevereiro de 2025, na corretora Bybit. Na ocasião, foram subtraídos US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers.

    O FBI apontou a Coreia do Norte como a responsável pela operação. Segundo a agência, os valores foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e pulverizados em milhares de endereços em diversas blockchains. O governo norte-coreano, porém, negou qualquer participação nos roubos.

    Poly Network
    Em agosto de 2021, a Poly Network, plataforma voltada para a facilitação de transações de tokens entre usuários, foi alvo de hackers que roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões). Curiosamente, a maior parte dos recursos foi devolvida posteriormente.

    Ronin Network
    Já em março de 2022, um projeto de blockchain vinculado ao jogo Axie Infinity sofreu um ataque. A Ronin Network, que permite a transferência de ativos entre diferentes blockchains, relatou a perda de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin, totalizando US$ 540 milhões (R$ 2,86 bilhões).

    Coincheck
    A corretora japonesa Coincheck, sediada em Tóquio, teve US$ 530 milhões (R$ 2,81 bilhões) roubados em janeiro de 2018. Os criminosos acessaram uma “hot wallet” — carteira digital conectada à internet — para drenar os fundos. Na época, a inteligência da Coreia do Sul suspeitou de hackers norte-coreanos.

    Mt. Gox
    Um dos casos mais emblemáticos ocorreu entre 2011 e 2014 na Mt. Gox, que na época era a maior corretora do mundo. Foram roubados bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (R$ 2,65 bilhões). O ataque levou a empresa a pedir recuperação judicial em 2014, deixando cerca de 24 mil clientes sem acesso ao seu dinheiro.

    Com informações do G1

  • Apple deve pagar US$ 5,7 bilhões por uso de tecnologia tátil, decide júri nos EUA

    Apple deve pagar US$ 5,7 bilhões por uso de tecnologia tátil, decide júri nos EUA

    Um júri nos Estados Unidos determinou que a Apple deve pagar uma indenização superior a US$ 5,7 bilhões à Taction, empresa com sede em San Diego. A condenação ocorre devido ao uso de tecnologia patenteada da companhia no sistema de retorno tátil (haptic feedback) presente nos modelos de iPhone e nos Apple Watches.

    A Apple já manifestou que pretende recorrer da decisão, que representa a maior indenização de sua categoria já aplicada no território americano.

    A conclusão do júri, ocorrida na última sexta-feira, apontou que o Taptic Engine da Apple — componente responsável pelas vibrações de toque dos dispositivos — infringe duas patentes registradas pela Taction.

    Em nota oficial, a Apple rebateu a decisão, alegando que sua tecnologia possui diferenças fundamentais em relação àquela desenvolvida pela Taction. A empresa afirmou ainda que os próprios testes realizados pela concorrente ao longo do processo judicial comprovariam tais distinções.

    “A Apple não usa a tecnologia da Taction, e vamos recorrer”, declarou a companhia em comunicado.

    Por outro lado, o advogado da Taction, Lance Yang, celebrou a vitória judicial. “Estamos felizes que o júri tenha decidido a favor da Taction e reconhecido seus direitos de patente”, afirmou o representante legal.

    A Taction, que aplica sua tecnologia em produtos como headsets para games e fones de ouvido, iniciou a ação judicial no ano de 2021. Na ocasião, a Apple negou todas as acusações e defendeu que as patentes em questão eram inválidas.

    O caso havia sido anteriormente encerrado em 2023, quando uma juíza federal de San Diego decidiu que a Apple não teria infringido as patentes. No entanto, o Tribunal de Recursos do Circuito Federal dos EUA reativou o processo no ano passado, levando a nova análise do júri e à atual condenação bilionária.

    Com informações do G1

  • China e EUA combinam corte de tarifas de R$ 156 bilhões, anuncia Pequim

    China e EUA combinam corte de tarifas de R$ 156 bilhões, anuncia Pequim

    O governo da China informou neste sábado (26) que firmou um acordo com os Estados Unidos para a redução de tarifas comerciais e o início de conversas sobre inteligência artificial (IA).

    As medidas, que englobam um ajuste tarifário de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 156 bilhões), integram um consenso de oito pontos estabelecido durante a viagem do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.

    De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, as duas nações também decidiram criar um conselho comercial e dar prosseguimento aos entendimentos que haviam sido iniciados em negociações prévias em Kuala Lumpur.

    Este anúncio acontece após a decisão de Estados Unidos e China de estender por dois meses a trégua comercial, que teria fim em 10 de novembro. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que a prorrogação oferece mais tempo para que ambos os países negociem um pacto comercial mais abrangente.

    A cúpula, com duração de três dias entre Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou-se na sexta-feira (25). Apesar das demonstrações de proximidade entre os líderes, não foram anunciados grandes avanços públicos. Segundo a agência estatal Xinhua, Xi já retornou a Pequim.

    “Esta visita histórica enriqueceu a relação construtiva e estável entre a China e os EUA, manteve a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações China-EUA e terá um impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundial”, declarou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, via comunicado.

    No campo da inteligência artificial, as nações concordaram em manter debates sobre os riscos e as vantagens da tecnologia, além de estabelecer um canal de comunicação para lidar com incidentes de IA, conforme o Ministério das Relações Exteriores chinês. Uma nova rodada de diálogos está marcada para novembro.

    Em nota separada, o ministério destacou que Pequim vê com bons olhos a utilização do termo “superinteligência” por Washington, em substituição a “inteligência artificial”. A pasta ressaltou que China e Estados Unidos devem intensificar a troca de dados e buscar consensos conforme a tecnologia evolua.

    Ficou acordado também o apoio mútuo na organização das próximas reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20. Trump e Xi indicaram a intenção de comparecer aos eventos organizados pelo país parceiro.

    Quanto à política externa, os líderes pactuaram que o Irã deve respeitar o compromisso de não produzir armas nucleares e que nenhuma entidade ou país deve aplicar taxas para a passagem em rotas navegáveis internacionais, informou o ministério.

    A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não enviou resposta imediata aos pedidos de comentário feitos pela agência Reuters.

    Com informações do G1

  • Luxo nas nuvens: como funciona o avião que oferece apenas classe executiva

    Luxo nas nuvens: como funciona o avião que oferece apenas classe executiva

    Poltronas amplas em substituição aos assentos apertados e atendimento prioritário para evitar longas filas: esse é o conceito de viajar em uma aeronave que abre mão da classe econômica para operar exclusivamente com a classe executiva.

    As operações são realizadas pela empresa aérea francesa La Compagnie. A companhia opera rotas conectando aeroportos na França, Estados Unidos, Canadá e Itália, oferecendo apenas assentos de alto padrão em todos os seus voos.

    Atualmente, a empresa utiliza duas aeronaves do modelo A321neo, fabricadas pela Airbus. Em sua configuração original de fábrica, esse modelo comporta cerca de 200 passageiros, mas a La Compagnie altera a estrutura interna para priorizar o bem-estar.

    Para assegurar o máximo de conforto, a companhia reduz a capacidade para apenas 76 passageiros. A organização interna é feita em fileiras compostas por quatro poltronas cada, garantindo maior liberdade de movimento.

    Graças ao espaço adicional, os assentos podem ser reclinados totalmente na horizontal. Dessa forma, as poltronas funcionam como camas com 1,92 metro de comprimento, permitindo que o passageiro descanse plenamente durante o trajeto.

    Essa exclusividade reflete diretamente nos valores das passagens. Enquanto companhias aéreas convencionais cobram aproximadamente R$ 1.800,00 por um trecho entre Nova York e Paris, a La Compagnie oferece bilhetes que superam os R$ 10.000,00, com base em cotações para viagens em dezembro de 2026.

    A experiência de bordo inclui, além do espaço, um sistema de entretenimento multimídia com telas de 15,6 polegadas e compartimentos amplos para bagagens individuais. Os passageiros contam ainda com Wi-Fi ilimitado, tomadas elétricas, entradas para fones de ouvido e iluminação ajustável para leitura.

    A gastronomia também é um ponto central da experiência. Durante o voo, é servido um menu gastronômico elaborado por chefs italianos ou franceses, dependendo da cidade de origem do voo.

    No aeroporto, a agilidade é a prioridade. A empresa garante acesso preferencial na conferência de passaportes e embarque com antecedência mínima de 50 minutos, contrastando com as habituais 3 horas exigidas em voos internacionais.

    Em nota oficial, a La Compagnie informou que planeja abrir uma nova rota entre Nova York e Düsseldorf, na Alemanha, a partir de 2027. A expansão será viabilizada pela aquisição de duas novas aeronaves de longo alcance: um A321neo LR, previsto para 2027, e um A321neo XLR, para 2028.

    Com informações do G1

  • IA já ajuda a escolher roupas e namoro; entenda os riscos de delegar decisões

    IA já ajuda a escolher roupas e namoro; entenda os riscos de delegar decisões

    “Essa roupa ficou boa em mim? Devo comprar?”, “devo pedir pizza ou hambúrguer?”, “o que eu respondo para a minha mãe?” ou até “devo terminar meu relacionamento?”.

    Você já teve dúvidas semelhantes e buscou conselhos de vida em um chatbot de inteligência artificial (IA)? Embora a presença da tecnologia no ambiente de trabalho seja comum, pesquisas indicam que ela tem sido utilizada — e se mostrado convincente — para orientar decisões da vida pessoal.

    Um estudo de 2024, publicado na revista científica “Scientific Reports” e liderado por Shinnosuke Ikeda, da Universidade de Kanazawa, no Japão, analisou o impacto dos conselhos do ChatGPT na mudança de decisões humanas.

    A pesquisa contou com dois experimentos online envolvendo 1.925 participantes japoneses. O objetivo foi comparar a influência das orientações dadas pelo chatbot com as recomendações feitas por especialistas humanos.

    Os dados revelaram que, em certas situações, a IA conseguiu influenciar as escolhas de forma similar aos especialistas, abrangendo desde questões econômicas até dilemas morais. O estudo também apontou que indivíduos com maior insegurança ou dificuldade em decidir eram mais vulneráveis a essas recomendações.

    Em conversa com o g1, Cleber Zanchettin, especialista em IA e professor de Engenharia da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), explica que a delegação de decisões torna a ferramenta mais familiarizada com o usuário, aumentando a suscetibilidade aos conselhos.

    “Quanto mais o usuário delega essas decisões, mais dados o sistema vai ter sobre você. Quanto mais dados o sistema tem sobre você, mais convincente vai ser a personalização que ele vai conseguir construir. E quanto mais convincente essa personalização, maior vai ser a capacidade de ele moldar as preferências e o comportamento”, detalha o professor.

    Esse processo pode criar um ciclo de dependência, onde o usuário deixa de exercer sua autonomia. “Na medida em que você não toma decisão, no futuro vai ficar esperando alguém tomar por você. Então, você se torna mais dependente da tecnologia”, afirma Zanchettin.

    No campo do consumo, os riscos são ainda maiores. Além da dependência, o especialista alerta para a possibilidade de informações enviesadas, já que os chatbots aprendem com conteúdos da internet, incluindo avaliações de terceiros e dados de fornecedores, sem testar a qualidade real dos produtos.

    Apesar dos alertas, não é necessário abandonar a tecnologia. Zanchettin sugere que a IA seja utilizada para organizar informações e apresentar alternativas, funcionando como um suporte, e não como o decisor final.

    Na prática, em vez de pedir que a IA escolha um aparelho celular, o usuário deve solicitar comparativos de modelos, prós e contras, decidindo com base nesses dados. “Usar ela para dar opções e ponderar sobre essas opções. E, assim, você tomar uma decisão mais rápida e mais assistida, e não necessariamente ela tomar a decisão por você”.

    Com informações do G1

  • Por que é difícil lucrar com bets? a matemática explica o prejuízo

    Por que é difícil lucrar com bets? a matemática explica o prejuízo

    Obter lucros em casas de apostas, que foram proibidas pelo governo federal nesta sexta-feira (25), é possível, porém poucas pessoas conseguem manter ganhos expressivos por longos períodos. A explicação para isso reside na matemática e na estrutura de funcionamento dessas plataformas.

    Enquanto as apostas esportivas utilizam cálculos complexos de probabilidade que dificultam a lucratividade a longo prazo, cassinos virtuais, como o “Jogo do Tigrinho”, operam com regras internas que controlam o retorno destinado aos usuários.

    O resultado final costuma ser o prejuízo financeiro. De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a estimativa é que os brasileiros tenham perdido R$ 62,5 bilhões em bets em 2025, valor que representa 0,68% da renda disponível da população.

    Mesmo quando os apostadores descobrem maneiras de elevar suas chances de vitória, o retorno pode não ocorrer. Isso acontece porque as plataformas de apostas possuem a prerrogativa de recusar palpites ou banir contas de usuários caso identifiquem a utilização de métodos considerados irregulares.

    No segmento de apostas esportivas, as “odds” indicam a probabilidade de um evento ocorrer. Na visão da plataforma, quanto maior a odd, mais improvável é que aquele resultado aconteça.

    Apostar nos favoritos reduz o risco, mas oferece retornos menores. Já as apostas nos “azarões” prometem prêmios mais altos, porém com um risco significativamente maior de perda.

    Embora seja comum que alguém ganhe dinheiro ocasionalmente em apostas de futebol, por exemplo, o desafio real é obter faturamentos consistentes. Matemáticos explicam esse cenário através da Lei dos Grandes Números.

    Essa lei determina que, quanto mais vezes um experimento é repetido, mais o resultado se aproxima do valor esperado. Na prática, as chances de vencer a casa podem ser favoráveis em 10 ou 20 apostas, mas tendem a despencar após 1.000 tentativas.

    Apostadores profissionais tentam mitigar isso buscando falhas nas projeções das casas, procurando situações onde a plataforma subestimou a probabilidade de um evento. Contudo, as bets utilizam modelos matemáticos sofisticados, criados por empresas especializadas, que raramente divergem da realidade.

    Paralelamente, cassinos on-line como o “Jogo do Tigrinho” e o “jogo do aviãozinho” são promovidos como formas simples de enriquecimento, especialmente via publicidade de influenciadores. No entanto, esses jogos acumulam inúmeros relatos de perdas financeiras graves.

    No Tigrinho, a mecânica consiste em combinar três figuras idênticas em três fileiras, simulando máquinas de caça-níquel. Já o jogo do aviãozinho é um “jogo crash”, onde o usuário acompanha a subida de um gráfico e deve sacar o dinheiro antes do “crash”, momento em que a rodada encerra e o apostador perde tudo.

    Como esses softwares são desenvolvidos por empresas terceiras que não abrem seus códigos de funcionamento, eles aparecem em diversos sites sob a categoria de “cassino on-line”.

    Em ambos os casos, há diversas queixas sobre a integridade dos sistemas. Usuários relatam ser induzidos a investir quantias cada vez maiores e alegam que as plataformas definem a derrota do jogador antes mesmo do início da rodada.

    Com informações do G1