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  • Apple apresenta a linha iPhone 18 nesta quarta-feira

    Apple apresenta a linha iPhone 18 nesta quarta-feira

    A Apple promove, nesta quarta-feira (9), o evento oficial de lançamento da nova linha iPhone 18. A cerimônia acontece na sede da companhia, localizada em Cupertino, na Califórnia, onde a empresa costuma detalhar as inovações tecnológicas de seus dispositivos móveis para o mercado global.

    Este lançamento possui um significado estratégico particular para a organização, pois representa o primeiro grande anúncio de produtos sob a liderança do novo CEO, John Ternus. O executivo assumiu o comando da gigante de tecnologia no início de setembro, sucedendo Tim Cook, que esteve à frente da empresa por anos.

    A expectativa do público e de analistas do setor gira em torno das atualizações de hardware e software que acompanham a série 18. Historicamente, a Apple utiliza esses eventos para apresentar melhorias em câmeras, processadores mais eficientes e novas funcionalidades de inteligência artificial, buscando manter a competitividade no saturado mercado de smartphones.

    Para os consumidores brasileiros, especialmente na Região Norte, a expectativa recai sobre a data de chegada dos aparelhos ao país e a política de preços, que costuma variar conforme a cotação do dólar e as taxas de importação. A chegada de novos modelos geralmente impulsiona a movimentação do mercado de seminovos e a atualização de ecossistemas digitais.

    O evento de hoje deve seguir o formato tradicional de apresentações dinâmicas, com demonstrações práticas das capacidades dos novos aparelhos. Além do iPhone 18, é comum que a empresa aproveite a ocasião para anunciar atualizações em outros acessórios e serviços integrados ao seu sistema operacional.

    A cobertura do lançamento segue em tempo real, com a atualização de informações à medida que os detalhes técnicos e os valores de cada modelo forem divulgados oficialmente pela companhia durante a conferência em Cupertino.

    Esta reportagem está em atualização.

    Com informações do G1

  • Uber lança transmissão de vídeo ao vivo para pais de adolescentes

    Uber lança transmissão de vídeo ao vivo para pais de adolescentes

    A Uber comunicou nesta quarta-feira (9) a implementação de uma nova funcionalidade em seu aplicativo: a transmissão de vídeo ao vivo. O recurso foi desenvolvido para que pais e responsáveis possam monitorar as viagens de adolescentes que utilizam a plataforma.

    Com a chegada desta atualização, os adultos terão a possibilidade de observar o que ocorre dentro do veículo em tempo real. A visualização será feita por meio da câmera do smartphone do motorista parceiro que estiver realizando a corrida.

    A liberação da ferramenta ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos dias. O recurso será exclusivo para as viagens realizadas na modalidade “Uber conta Teens”, um serviço criado especificamente para o transporte de usuários com idade entre 12 e 17 anos, sempre sob a supervisão de seus responsáveis.

    De acordo com a Uber, a viabilidade da transmissão de vídeo ao vivo dependerá de alguns fatores, como as condições técnicas do aparelho celular do motorista e a devida habilitação da função no sistema.

    O funcionamento será simples: assim que a viagem for iniciada, o aplicativo enviará um aviso aos pais ou responsáveis informando sobre a disponibilidade de assistir ao vídeo ao vivo do trajeto. É importante destacar que apenas os adultos terão permissão para acessar a gravação das corridas.

    Ao final de cada viagem, a Uber encerra a transmissão e armazena o arquivo de vídeo de maneira criptografada. Esse material será mantido pela empresa para servir como registro em casos de eventuais incidentes ocorridos durante o percurso.

    A companhia informou ainda que as corridas destinadas a adolescentes são atribuídas aos motoristas mais experientes da plataforma. Além do vídeo, as viagens contam com todos os protocolos de segurança já oferecidos aos adultos, incluindo o monitoramento contra desvios de rota e o compartilhamento do trajeto em tempo real.

    Para garantir maior conforto e segurança, responsáveis por adolescentes do sexo feminino podem solicitar que a viagem seja realizada por motoristas mulheres, seguindo a mesma lógica já aplicada às passageiras adultas.

    Para ativar a modalidade de viagens para adolescentes, é necessário configurar um perfil familiar no app. O usuário deve acessar a seção “Conta”, selecionar a opção “Família” e seguir as instruções detalhadas fornecidas pela plataforma.

    Com informações do G1

  • Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic diz que empresas ‘brincam com vidas’

    Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic diz que empresas ‘brincam com vidas’

    Um especialista em inteligência artificial, que havia trocado a OpenAI pela Anthropic por acreditar que a segunda seria mais cautelosa, decidiu deixar o setor na última terça-feira (8). Ao sair, ele acusou as duas companhias norte-americanas de “brincar com as nossas vidas”.

    Jacob Coxon, britânico de 27 anos, atuou nos últimos três anos na área de pré-treinamento — fase em que os modelos de IA processam volumes massivos de dados. Ele iniciou sua trajetória na OpenAI e, no decorrer deste ano, migrou para a Anthropic, principal concorrente da primeira.

    Através da rede social X, Coxon manifestou sua indignação: “Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas”.

    O pesquisador alertou ainda que o perigo é real e não se trata de uma estratégia publicitária. “As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing”, afirmou.

    A renúncia de Coxon ocorre em um momento estratégico, enquanto a Anthropic planeja sua abertura de capital na Bolsa de Valores. Até o fechamento desta reportagem, nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos questionamentos da agência AFP.

    Por outro lado, Evan Hubinger, que ocupa o cargo de diretor de segurança na Anthropic, concordou com as declarações de Coxon no X. “Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos”, declarou Hubinger, estimando pessoalmente que o risco seja superior a 10% nos próximos dez anos.

    Especialistas do ramo indicam que a indústria caminha para o “autoaperfeiçoamento recursivo”. Trata-se de um estágio onde os sistemas de IA seriam capazes de criar e treinar novas gerações de inteligência artificial com mínima interferência humana.

    Para Coxon, a criação de uma IA que supere a capacidade humana de forma segura é impossível sem a coordenação de governos ou uma redução conjunta no ritmo de desenvolvimento. “Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro – acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco”, explicou.

    Recentemente, a Anthropic removeu de sua carta de segurança a promessa de interromper o desenvolvimento de modelos caso os riscos se tornassem incontroláveis, mudança ocorrida em fevereiro.

    Em julho, mais de mil profissionais da área, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, solicitaram que o governo de Washington implementasse mecanismos de controle. No último domingo, Jakub Pachocki, diretor científico da OpenAI, reforçou que a situação atual demanda “extrema cautela” e cooperação entre as nações.

    Com informações do G1

  • Austrália quer permitir que usuários desliguem algoritmos de redes sociais

    Austrália quer permitir que usuários desliguem algoritmos de redes sociais

    O governo da Austrália anunciou, nesta terça-feira (8), a criação de um projeto de lei que visa alterar as normas das redes sociais. O objetivo principal é garantir que os usuários tenham maior autonomia sobre os conteúdos que aparecem em seus feeds de notícias.

    A iniciativa busca elevar os níveis de segurança no ambiente digital e proporcionar ao cidadão um controle mais efetivo sobre a maneira como as plataformas operam.

    De acordo com a proposta, as redes sociais serão obrigadas a detalhar aos usuários o funcionamento do feed padrão. Além disso, deverão disponibilizar duas modalidades distintas de visualização de conteúdo.

    A primeira opção mantém o modelo atual: um algoritmo monitora o comportamento do usuário e sugere postagens com base em seus hábitos de leitura, visualização e curtidas. Já a segunda opção desativa completamente as recomendações algorítmicas, exibindo apenas as publicações de amigos, criadores e contas que o usuário segue deliberadamente.

    “Esta é uma reforma sensata, pragmática e prática”, declarou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese. Para o governante, a medida amplia o controle dos usuários e torna as gigantes de tecnologia mais responsáveis pelo cumprimento das novas diretrizes.

    A proposta, chamada de “My Feed, My Way” (“Meu feed, do meu jeito”), também exige que as empresas registrem as ações tomadas para mitigar riscos aos usuários e provem a eficácia dessas medidas ao longo do tempo.

    A medida surge em um momento de forte pressão global sobre a curadoria de conteúdo das redes. Críticos apontam que os algoritmos, ao identificarem interesses específicos, podem criar ciclos de engajamento que estimulam o uso excessivo das plataformas.

    Além do controle do feed, o projeto amplia as competências da eSafety, órgão de segurança online da Austrália. A agência terá poder para exigir a remoção ágil de conteúdos ilegais ou nocivos, incluindo material com nudez.

    Embora defensores da liberdade de expressão alertem para o risco de censura, Albanese rebateu as críticas: “Não se trata de dar controle ao governo. É sobre dar controle às pessoas”.

    A Austrália já vem endurecendo a fiscalização digital. A partir do fim de 2025, plataformas como TikTok, Instagram, Facebook, YouTube e Snapchat deverão impedir que menores de 16 anos possuam contas, sob pena de multas pesadas para as empresas que não verificarem a idade dos usuários.

    A ministra das Comunicações, Anika Wells, reforçou que o projeto impõe novas obrigações às Big Techs. “O projeto garantirá que os provedores de serviços online, incluindo algumas das empresas mais poderosas do mundo, assumam a responsabilidade e façam mais para manter os australianos seguros de danos em suas plataformas”, afirmou.

    Antes de enviar o texto ao Parlamento, previsto para este ano, o governo consultará empresas de tecnologia, sociedade civil e grupos de defesa do consumidor. A Austrália segue a tendência da União Europeia, que desde 2024 exige a opção de desativar a personalização de recomendações, embora a implementação europeia ainda enfrente resistências das plataformas.

    Com informações do G1

  • Apple deve apresentar primeiro iPhone dobrável nesta quarta-feira

    Apple deve apresentar primeiro iPhone dobrável nesta quarta-feira

    A Apple deve anunciar nesta quarta-feira (9) uma das transformações mais significativas no iPhone dos últimos anos. De acordo com informações da Bloomberg e do jornal “The New York Times”, a companhia deve lançar seu primeiro smartphone dobrável.

    A expectativa é que o novo modelo seja revelado durante o evento da Apple, agendado para esta quarta-feira (9), com início às 14h (horário de Brasília). Além da novidade dobrável, a empresa também deve apresentar as demais versões da linha iPhone 18.

    Anteriormente, em 2024, o portal de tecnologia “The Information” já havia reportado que a Apple estaria planejando o lançamento de um aparelho dobrável para o ano de 2026.

    Com a chegada deste modelo, a Apple acompanha uma tendência iniciada anos atrás por concorrentes como a Samsung, que ingressou no segmento de celulares dobráveis em 2019.

    Naquela ocasião, o “The Information” relatou que a Apple estava em busca de fornecedores na Ásia para a produção de componentes do dispositivo, que teria recebido o codinome interno V68. Até o momento, a empresa não comentou oficialmente os rumores.

    Filipe Espósito, especialista que acompanha a trajetória da Apple há 17 anos, acredita que o iPhone dobrável será a principal atração para os consumidores da marca, mesmo que outras fabricantes já utilizem esse formato há mais tempo.

    “O aparelho deverá ter o tamanho similar ao de um passaporte quando fechado, ao mesmo tempo que oferece uma tela do tamanho de um tablet ao ser desdobrado. Isso deve permitir que esse iPhone tenha funcionalidades mais próximas às do iPad, ótimo para produtividade”, avaliou o especialista.

    Segundo Espósito, o custo do novo dispositivo será um dos pontos centrais de atenção. “Vários analistas estimam que o aparelho não chegará por menos de US$ 2.000 no mercado internacional. É um valor alto até mesmo para o público lá fora”, afirmou.

    Confira a trajetória de mudanças do iPhone desde sua estreia:

    2007: Lançamento do primeiro iPhone com tela multitoque;
    2008: Chegada do iPhone 3G com conexão 3G e a App Store;
    2011: Integração oficial da Siri no iPhone 4S;
    2012: Introdução da conexão 4G no iPhone 5;
    2013: Lançamento do sensor de impressão digital (Touch ID) no iPhone 5S;
    2017: Implementação do carregamento sem fio a partir do iPhone 8;
    2018: iPhone XS Max apresenta a maior tela da história da linha;
    2020: iPhone 12 retoma design do iPhone 4 e introduz a conexão 5G;
    2022: iPhone 14 Pro e Pro Max trazem a Ilha Dinâmica (Dynamic Island);
    2023: Substituição da conexão Lightning pelo padrão USB-C;
    2025: Reformulação do design da linha Pro e lançamento do iPhone Air, modelo ultrafino.

    Com informações do G1

  • Apple deve apresentar iPhone 18 dobrável nesta quarta-feira

    Apple deve apresentar iPhone 18 dobrável nesta quarta-feira

    A Apple está prestes a dar um passo significativo em sua linha de smartphones com o aguardado lançamento do iPhone 18. De acordo com informações recentes, a gigante da tecnologia deve apresentar nesta quarta-feira o seu primeiro modelo de celular dobrável, marcando a entrada da empresa em um segmento já explorado por concorrentes diretos.

    O design do novo aparelho foi planejado para oferecer versatilidade ao usuário. Quando fechado, o dispositivo deve apresentar um tamanho bastante compacto, aproximando-se das dimensões de um passaporte, o que facilita o transporte no bolso ou em bolsas pequenas, atendendo à demanda por portabilidade.

    Por outro lado, a grande inovação reside na abertura do aparelho. Ao expandir a tela, o iPhone 18 dobrável deve se transformar em um dispositivo com dimensões semelhantes às de um tablet. Essa característica visa otimizar a produtividade e o consumo de mídia, permitindo que o usuário visualize mais conteúdo simultaneamente ou utilize aplicativos de edição com maior conforto visual.

    A expectativa do mercado é que a Apple utilize tecnologias de ponta para minimizar a marca da dobra na tela, um dos maiores desafios da engenharia de displays flexíveis. Além disso, espera-se que a integração entre o hardware dobrável e o ecossistema iOS seja aprimorada para oferecer transições fluidas entre os modos compacto e expandido.

    Embora a empresa mantenha o sigilo habitual sobre as especificações técnicas detalhadas, o lançamento é visto como uma resposta estratégica para manter a competitividade global. O público brasileiro, especialmente os entusiastas de tecnologia nas capitais do Norte e de todo o país, aguarda a confirmação de preços e a data de disponibilidade no mercado nacional.

    A apresentação desta quarta-feira deve detalhar não apenas o design, mas também as capacidades de processamento e a autonomia da bateria, pontos cruciais para aparelhos que utilizam telas maiores e mecanismos de dobragem complexos.

    Com informações do G1

  • Meta lança Muse, IA que faz pagamentos e agenda compromissos

    Meta lança Muse, IA que faz pagamentos e agenda compromissos

    A Meta apresentou nesta terça-feira (8) o Muse, seu novo assistente de inteligência artificial. A ferramenta foi desenvolvida para realizar tarefas complexas de forma autônoma, como a reserva de viagens e o envio de e-mails.

    No momento, o agente está disponível exclusivamente nos Estados Unidos, podendo ser acessado via WhatsApp ou por um aplicativo dedicado. A empresa informou que, em breve, pretende integrar a tecnologia à sua linha de óculos inteligentes, embora não tenha detalhado a data.

    O objetivo do Muse é agir em nome do usuário. Para isso, a IA consegue acessar dados e contas em diversas categorias de aplicativos, incluindo agendas, e-mails, serviços de pagamento, compras, saúde e sistemas de casa inteligente.

    Para garantir o controle, os usuários podem definir quais aplicativos o assistente terá permissão para acessar, podendo revogar essas autorizações a qualquer momento.

    Apesar da versatilidade, a integração com serviços de terceiros gera alertas sobre a segurança. Existe a preocupação de que o agente possa executar ações indevidas, colocando em risco a privacidade dos usuários.

    O Muse teve como inspiração o OpenClaw, um projeto de IA de código aberto que ganhou popularidade no início do ano por automatizar processos, mas que também foi criticado pela exposição de dados.

    Internamente chamado de Hatch, o assistente é visto como fundamental para a estratégia de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que deseja entregar uma “superinteligência pessoal” para os bilhões de usuários de suas plataformas.

    Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, explicou que o lançamento foi adiado — estava previsto para abril — para que a segurança fosse reforçada. Segundo ele, esse tempo extra garantiu que o produto atingisse os níveis necessários de desempenho, privacidade e proteção.

    “É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, declarou Shah.

    Contudo, testes realizados por funcionários da própria Meta mostraram resultados contraditórios. Relatos internos obtidos pela Reuters indicam que, enquanto alguns conseguiram organizar viagens com sucesso, outros enfrentaram desconexões repentinas ou envio de dados confidenciais sem autorização.

    Um colaborador chegou a descrever a IA como “a terceira participante” de sua lua de mel, devido à eficiência na organização de transportes e roteiros. Já outro usuário relatou que a ferramenta era “pouco confiável” ao monitorar a venda de ingressos, parando de atualizar páginas ou desativando o serviço sem motivo.

    Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, também relatou problemas técnicos, afirmando que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login repetidamente em curtos intervalos.

    Casos mais graves de segurança foram citados, como a situação em que o agente teria burlado proteções e exposto fotos privadas do iCloud ao tentar identificar brinquedos em imagens de uma festa infantil. A Meta ainda não se manifestou sobre esses relatos específicos.

    Com informações do G1

  • EUA acusam empresas da China de copiar modelos de IA para cortar gastos

    EUA acusam empresas da China de copiar modelos de IA para cortar gastos

    Autoridades responsáveis pela segurança cibernética e pelo combate ao crime nos Estados Unidos lançaram, nesta terça-feira (8), graves acusações contra empresas de inteligência artificial (IA) da China. De acordo com um comunicado emitido conjuntamente por três agências de segurança americanas, as companhias chinesas estariam promovendo “atividades agressivas de destilação em escala industrial”.

    A prática mencionada, conhecida tecnicamente como destilação, consiste em um método de desenvolvimento onde modelos de IA de menor porte são treinados a partir das respostas geradas por modelos maiores e de custo mais elevado. Na prática, isso permite que a empresa que ‘copia’ a lógica do modelo superior consiga resultados semelhantes sem precisar investir os mesmos recursos financeiros e computacionais.

    O objetivo central dessa técnica é a redução drástica dos custos de treinamento. Desenvolver uma inteligência artificial de ponta do zero exige bilhões de dólares em infraestrutura de hardware e processamento de dados. Ao utilizar a destilação, as empresas conseguem criar novas ferramentas de IA de forma muito mais rápida e barata, utilizando a inteligência já lapidada por concorrentes.

    Este embate reflete a crescente tensão tecnológica entre as duas maiores potências do mundo, onde a IA se tornou o principal campo de batalha por hegemonia econômica e militar. A capacidade de processar informações e automatizar tarefas complexas é vista agora como o maior diferencial competitivo para as empresas no cenário global.

    Enquanto as autoridades americanas alertam para a natureza agressiva dessas práticas, o setor de tecnologia debate a ética e a legalidade da destilação de modelos. A questão central reside em saber se o uso de saídas de um modelo proprietário para treinar outro constitui plágio tecnológico ou se é apenas uma evolução natural do aprendizado de máquina.

    A reportagem segue em atualização, com a incorporação de novos dados fornecidos pela agência de notícias Reuters, acompanhando os desdobramentos desta disputa geopolítica e tecnológica.

    Com informações do G1

  • Elon Musk é tema de documentário de 4 horas com versão criada por IA

    Elon Musk é tema de documentário de 4 horas com versão criada por IA

    Um documentário com quase quatro horas de duração sobre Elon Musk fez sua estreia nesta terça-feira (8), no Festival de Cinema de Veneza. O bilionário não participou da obra e não aparece fisicamente nas imagens do filme.

    Sob a direção do americano Alex Gibney, a produção intitulada “Musk” utiliza inteligência artificial para recriar a imagem e a voz do empresário. O longa-metragem acompanha a evolução de Musk, detalhando sua transição do setor tecnológico para a esfera política.

    A obra também analisa a proximidade entre Musk e Donald Trump, destacando a função estratégica que o bilionário assumiu no cenário político dos Estados Unidos.

    O trailer da produção, com 48 segundos, mescla cenas de naves espaciais e equipamentos astronômicos com relatos que evidenciam a polarização em torno da figura de Musk. “Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos”, afirma um dos depoimentos.

    Logo em seguida, a narrativa assume um tom crítico: “Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista.” O vídeo encerra com a frase “Elon é uma bomba”, acompanhada pela imagem de uma nave espacial explodindo.

    O diretor Alex Gibney explicou que a dimensão do projeto cresceu conforme Musk intensificou sua atuação política. Gibney revelou que iniciou o trabalho em 2023 e, a princípio, planejava um filme com menor duração.

    “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, declarou o cineasta.

    A ausência de Musk no documentário foi confirmada por Gibney, que afirmou ter convidado o empresário para entrevistas no começo da produção, mas recebeu uma recusa. Recentemente, Musk utilizou sua rede social X para criticar a obra, alegando que o diretor é tendencioso.

    O documentário utiliza a carreira empresarial de Musk para debater como o domínio de plataformas e empresas de tecnologia permitiu que ele expandisse sua influência para além do mercado financeiro.

    Entre os pontos centrais estão a aquisição do Twitter (agora X), a colaboração com o governo de Donald Trump e os contratos firmados entre a SpaceX e o governo americano.

    Para Gibney, a fusão de negócios, tecnologia e política tornou Musk uma figura com um poder incomum para alguém que não foi eleito para um cargo público.

    O filme também explora a ligação de Musk com movimentos de direita globalmente, citando como exemplo o apoio ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que cresceu em popularidade nos últimos anos.

    Um dos pontos mais polêmicos da produção é o uso da inteligência artificial para criar a versão de Musk, que reproduz falas públicas feitas pelo empresário ao longo do tempo.

    Ao ser questionado sobre possíveis processos judiciais devido ao uso da IA, Gibney afirmou que a equipe jurídica foi consultada. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.”

    A obra conta ainda com relatos de pessoas próximas ao bilionário, incluindo Ashley St. Clair, ex-parceira de Musk e mãe de um de seus filhos. St. Clair revelou ter recusado um acordo de confidencialidade no valor de US$ 40.000.000,00 após o término da relação.

    Com informações do G1

  • Grindr pagará R$ 180 milhões para encerrar processo por vazamento de dados

    Grindr pagará R$ 180 milhões para encerrar processo por vazamento de dados

    O aplicativo de encontros Grindr aceitou pagar a quantia de 26 milhões de libras, o que equivale a aproximadamente R$ 180 milhões em conversão direta, para finalizar uma ação judicial movida por milhares de usuários no Reino Unido, conforme reportou o jornal The Guardian.

    A ação judicial alegava que a plataforma compartilhava dados pessoais de natureza altamente sensível com empresas de publicidade. Entre as informações expostas, em determinados casos, estava inclusive o status de HIV dos usuários cadastrados no serviço.

    A decisão coloca um fim a uma disputa jurídica que durou dois anos. O processo foi iniciado em abril de 2024, quando um escritório de advocacia protocolou a ação junto à Alta Corte da Inglaterra e do País de Gales.

    A queixa representava um grupo de 12 mil pessoas que teriam sido prejudicadas por violações das leis de privacidade britânicas em períodos que se estendem até o começo de 2020. Se o montante do acordo for dividido de forma igualitária, cada pessoa representada deverá receber, em média, 2.167 libras, valor correspondente a cerca de R$ 15.000,00.

    De acordo com os termos do acordo, a empresa efetuará o pagamento de metade do valor total até o encerramento deste ano, enquanto a parcela restante deverá ser quitada até o final de março de 2027.

    Em um comunicado enviado a órgãos reguladores nos Estados Unidos, a plataforma informou que resolveu a ação coletiva. O documento esclarece que as práticas questionadas ocorreram antes de 2020, período em que o Grindr pertencia à Beijing Kunlun Tech, uma empresa de jogos chinesa, segundo as informações do The Guardian.

    A empresa declarou, via jornal inglês, que a celebração do acordo não significa que a plataforma esteja admitindo responsabilidade pelos fatos.

    Embora tenha contestado as acusações, o aplicativo afirmou reconhecer o desgaste e a perda de confiança manifestados por parte de seus usuários no Reino Unido em relação ao período mencionado.

    Este não é o primeiro problema de privacidade da plataforma. Em 2021, o aplicativo já havia recebido uma multa na Noruega por compartilhar dados de seus usuários com empresas de publicidade sem a devida autorização.

    Com informações do G1