Tag: inteligência artificial

  • IA Claude foi usada por grupo no Iêmen para criar armas teleguiadas

    IA Claude foi usada por grupo no Iêmen para criar armas teleguiadas

    Um grupo localizado no norte do Iêmen utilizou o Claude, ferramenta de inteligência artificial da empresa norte-americana Anthropic, na tentativa de criar mísseis e outros armamentos. A informação foi revelada em um relatório divulgado pela companhia na última quinta-feira (10), no qual a empresa detalhou a identificação de três projetos militares que contaram com o suporte da IA.

    Entre as iniciativas identificadas estavam a criação de um foguete guiado, um míssil balístico com capacidade de alcance superior a 2.000 quilômetros e um projétil equipado com tecnologia de planador hipersônico. No entanto, a Anthropic ressaltou que, apesar do progresso nos projetos, não foram encontradas provas de que o grupo tenha conseguido colocar qualquer arma operacional em funcionamento.

    De acordo com a empresa, a inteligência artificial foi utilizada para executar tarefas técnicas que, em condições normais, demandariam a atuação de uma equipe de engenheiros especializados em controle de armas, navegação e sistemas de orientação.

    Um dos projetos focava em um foguete capaz de realizar ajustes automáticos em sua trajetória durante o voo. Para viabilizar isso, o grupo desenvolveu um sistema de orientação baseado em uma calculadora de voo similar à tecnologia utilizada em smartphones. Na prática, esse mecanismo permite que o equipamento determine sua posição e corrija a rota para tentar atingir o alvo designado.

    A Anthropic informou que houve a tentativa de lançamento desse foguete, porém o teste resultou em fracasso. Outro projeto envolvia o míssil balístico de longo alcance. Esse tipo de armamento, após ser lançado, percorre a maior parte do trajeto em uma curva de alta altitude antes de descer em direção ao objetivo. Com um alcance acima de 2.000 quilômetros, a arma poderia atingir alvos em regiões muito distantes.

    O terceiro projeto mencionado envolvia um planador hipersônico. Diferente de projéteis com trajetórias previsíveis, esse veículo consegue realizar manobras enquanto voa e atingir velocidades que superam cinco vezes a velocidade do som.

    A Anthropic reiterou que não há evidências de que esses estudos tenham se transformado em armas prontas para uso, destacando a falha no teste do foguete guiado. O relatório integra uma investigação maior da companhia sobre o uso malicioso ou ilegal de seu sistema, resultando na interrupção de contas de usuários em diversos países.

    Embora a empresa não tenha revelado a identidade do grupo, informou que ele atua no norte do Iêmen, área sob controle dos houthis. O movimento político e militar, apoiado pelo Irã, domina a capital Saná e grande parte do norte do país, sendo conhecido por ataques a Israel e a navios no Mar Vermelho. Contudo, a Anthropic não confirmou se os projetos foram desenvolvidos diretamente pelos houthis.

    Com informações do G1

  • Califórnia cria regras para IAs e proíbe recursos viciantes para menores

    Califórnia cria regras para IAs e proíbe recursos viciantes para menores

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou nesta quinta-feira (10) um conjunto de 13 novas leis que alteram as normas para redes sociais e assistentes de inteligência artificial. O objetivo central das medidas é reforçar a proteção de crianças e adolescentes enquanto navegam na internet.

    Entre as determinações, destaca-se a obrigatoriedade de que serviços de IA, como o ChatGPT, Gemini e Claude, implementem protocolos de crise. Essas ferramentas devem ser capazes de agir rapidamente caso identifiquem sinais de que um usuário planeja cometer suicídio.

    Além disso, a nova regulamentação exige que as plataformas digitais disponibilizem ferramentas de controle parental. As empresas também deverão notificar os responsáveis sempre que menores de idade desativarem recursos de segurança configurados em suas contas.

    Tais medidas integram a chamada Lei Adam. A legislação foi batizada em homenagem a Adam Raine, um jovem de 16 anos que, de acordo com o relato de seus pais, tirou a própria vida após receber orientações do ChatGPT.

    No que diz respeito às redes sociais, como TikTok e Instagram, outra lei aprovada nesta quinta-feira veda a oferta de funcionalidades viciantes para usuários com menos de 16 anos. Com a nova regra, as empresas ficam proibidas de utilizar a reprodução automática de vídeos ou de sugerir conteúdos baseados no histórico de navegação desses jovens.

    Uma terceira frente legislativa expandiu a definição do crime de exploração sexual infantil. Agora, também é proibida a divulgação de materiais gerados por IA ou modificados digitalmente que retratem menores de idade em situações de conduta sexual.

    A Califórnia se une a outros estados americanos, como Flórida e Utah, que já implementaram leis para restringir o acesso de crianças e adolescentes à internet e regular o funcionamento de assistentes virtuais.

    Contudo, parte dessas restrições tem sido alvo de disputas judiciais. As plataformas de tecnologia contestam as medidas nos tribunais, alegando que as novas regras podem violar o direito fundamental à liberdade de expressão.

    Com informações do G1

  • Anthropic detecta uso de sua IA para propaganda e armas biológicas

    Anthropic detecta uso de sua IA para propaganda e armas biológicas

    A Anthropic, companhia responsável pela criação da inteligência artificial Claude, revelou ter identificado nações que buscaram utilizar sua tecnologia para a elaboração de propagandas, desenvolvimento de drones de combate e até a criação de possíveis armas biológicas. De acordo com a empresa, todas as tentativas detectadas foram prontamente bloqueadas.

    Esses detalhes foram revelados em um relatório interno ao qual o jornal “The New York Times” obteve acesso. Entre os países mencionados na reportagem do veículo americano estão a Rússia, a China, o Irã e o Iêmen.

    O documento elaborado pela Anthropic detalha diversas formas de uso malicioso de seus modelos de IA. Há, por exemplo, suspeitas de que a China e o Irã tenham utilizado a ferramenta para realizar o monitoramento de opositores políticos que vivem no exílio.

    Um episódio específico destacado no relatório envolve a Rússia. O governo russo teria utilizado o Claude para produzir conteúdos de propaganda que simulavam reportagens jornalísticas reais, com o objetivo de influenciar as eleições ocorridas na Moldávia, país vizinho.

    No que diz respeito às pesquisas biológicas, a reportagem indica que a Anthropic não conseguiu definir se as consultas feitas teriam finalidades legítimas, como o desenvolvimento de vacinas, ou objetivos prejudiciais. Isso ocorre porque os processos técnicos são semelhantes tanto para a evolução da medicina quanto para a fabricação de patógenos perigosos.

    Diante da incerteza sobre a intenção dos usuários, a Anthropic afirmou que a decisão foi interromper a prestação do serviço de IA como uma medida de precaução para evitar riscos globais.

    Apesar das revelações, a empresa optou por não divulgar informações detalhadas sobre os bloqueios relacionados a pesquisas de armas biológicas. Não foram revelados os nomes dos pesquisadores envolvidos, as instituições acadêmicas ou governamentais, os países de origem ou quais agentes biológicos específicos estavam sendo investigados.

    Com informações do G1

  • OpenAI resolve problema matemático de 90 anos em apenas 88 horas

    OpenAI resolve problema matemático de 90 anos em apenas 88 horas

    A OpenAI, empresa responsável pela criação do ChatGPT, anunciou na última terça-feira (8) que um de seus sistemas de inteligência artificial conseguiu solucionar um enigma matemático que estava sem resposta há aproximadamente 90 anos.

    O desafio envolve as equações de Navier-Stokes, ferramentas essenciais para compreender a movimentação de gases e líquidos. Na prática, esses cálculos são fundamentais para áreas como a engenharia aeronáutica, a meteorologia e até estudos sobre a circulação sanguínea no corpo humano.

    De acordo com as informações divulgadas pela companhia, a solução foi alcançada em cerca de 88 horas de processamento. Para chegar ao resultado, a empresa utilizou um grupo composto por aproximadamente 10 mil agentes de inteligência artificial que trabalharam de forma simultânea.

    O problema, tecnicamente chamado de existência e suavidade de Navier-Stokes, integra a lista dos sete Problemas do Milênio, definidos pelo Instituto Clay de Matemática no ano 2000. Apesar da importância da descoberta, a OpenAI declarou que não tem a intenção de reivindicar a recompensa financeira vinculada ao desafio.

    Para comprovar a descoberta, a organização disponibilizou em sua página oficial tanto a demonstração matemática quanto uma versão desenvolvida em Lean, que é um software especializado na verificação de provas matemáticas via computador.

    Para entender melhor, as equações de Navier-Stokes explicam como fluidos se comportam, como a água fluindo em tubulações ou o ar circulando em ambientes fechados. Elas se baseiam na segunda lei de Newton, relacionando massa, aceleração e força, tratando o fluido como um meio contínuo para simplificar os cálculos.

    A grande dúvida científica era se, mesmo partindo de um movimento suave, essas equações poderiam prever uma velocidade que crescesse sem limites em um tempo determinado. Esse fenômeno é conhecido como “singularidade”.

    É importante destacar que isso não significa que a água ou o ar atinjam velocidades infinitas na realidade, mas sim que as fórmulas matemáticas deixariam de descrever com precisão o que ocorre na natureza.

    A IA da OpenAI demonstrou que essa singularidade é possível. No modelo apresentado, o fluido inicia em estado de repouso e começa a se mover por uma força externa suave, mantendo a energia total finita, mesmo com a velocidade crescendo sem limites em certa região.

    A empresa revelou que o modelo utilizado começou a ser treinado em 28 de agosto e possui capacidades significativamente superiores ao GPT-6 Astra, permanecendo em fase de aprimoramento.

    Com informações do G1

  • g1 20 anos: IA, robôs e turismo lunar podem marcar a vida até 2046

    g1 20 anos: IA, robôs e turismo lunar podem marcar a vida até 2046

    Como será o cenário tecnológico até o ano de 2046? A possibilidade de robôs, inteligência artificial (IA) e até mesmo férias na Lua podem se tornar realidades comuns no futuro próximo.

    Para ter uma dimensão dessa evolução, basta olhar para trás. Em 2006, ano de fundação do g1, as pautas tecnológicas eram dominadas por temas como o Orkut, o surgimento do Twitter e a expansão da internet banda larga. Naquela época, aparelhos como o Walkman, celulares com câmeras digitais integradas e as câmeras CyberShot eram as grandes novidades do mercado.

    Vinte anos depois, a transformação é evidente. Atualmente, a inteligência artificial é pauta constante, o consumo de conteúdos via internet tornou-se a norma e a rotina da população é moldada pelas redes sociais e seus complexos algoritmos de recomendação.

    Para as próximas décadas, a expectativa é de avanços que, até pouco tempo, pertenciam apenas ao campo da ficção científica. Entre as previsões estão a retomada de viagens tripuladas à Lua e a implementação de robôs que atuarão como assistentes pessoais, auxiliando as pessoas tanto dentro de suas residências quanto em atividades externas.

    Para aprofundar a análise sobre essas tendências, o g1 produziu um vídeo especial que detalha os temas capazes de moldar a inovação e a tecnologia nos próximos anos, conteúdos que continuarão sendo acompanhados pelo portal.

    A fim de compreender as perspectivas do futuro, o g1 consultou Ronaldo Lemos, especialista em inovação e tecnologia, que é fundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio).

    Além das projeções futuras, o especial de 20 anos do g1 convida o público a relembrar as coberturas históricas do site. O acervo inclui desde as primeiras grandes reportagens até a cobertura de crises e tragédias que marcaram o país, como os desastres de Mariana e Brumadinho, além da pandemia de Covid-19.

    O portal também destaca séries especiais sobre a evolução da ciência, como a trajetória em busca da cura para o HIV, reforçando o compromisso com a informação e a memória jornalística ao longo de duas décadas de existência.

    Com informações do G1

  • EUA acusam empresas da China de usar IA americana para acelerar sistemas

    EUA acusam empresas da China de usar IA americana para acelerar sistemas

    O governo dos Estados Unidos afirmou, nesta terça-feira (8), que companhias chinesas de inteligência artificial estariam utilizando um método chamado “destilação” para extrair funcionalidades de modelos americanos, visando agilizar a criação de seus próprios sistemas.

    De acordo com autoridades dos EUA, empresas como Alibaba, DeepSeek, Z.ai e Moonshot AI estariam operando essa prática em escala industrial. Os alvos seriam modelos desenvolvidos por gigantes como OpenAI, xAI e Anthropic. O governo americano acredita que tais operações ocorrem com a ciência do governo chinês.

    A técnica de destilação consiste em fazer com que um modelo de IA aprenda a replicar as capacidades de outro sistema através da análise das respostas geradas por ele. Esse processo consegue diminuir tanto o tempo quanto os custos necessários para a criação de novos modelos de inteligência artificial.

    Contudo, para Washington, a aplicação dessa técnica por empresas chinesas ocorre de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, conforme detalhado em um comunicado emitido conjuntamente por órgãos de inteligência e segurança dos Estados Unidos.

    As autoridades americanas sustentam que essa prática permite que a China desenvolva sistemas de IA de maneira mais rápida e barata. Além disso, alertam que o uso dessa metodologia pode auxiliar na expansão de ataques cibernéticos e de capacidades militares do país asiático.

    Este embate acontece pouco antes de reuniões diplomáticas entre Washington e Pequim. Está prevista para este mês a reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, na qual devem ser discutidos os riscos ligados à segurança da inteligência artificial.

    Em resposta, o governo da China negou as acusações. O Ministério do Comércio chinês declarou que as alegações dos EUA não possuem fundamento legal ou factual, acusando os americanos de utilizarem “dois pesos e duas medidas” para tentar restringir a concorrência chinesa no setor.

    A pasta chinesa argumentou que a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e que é amplamente adotada por empresas de IA em todo o mundo, inclusive dentro dos Estados Unidos.

    “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”, declarou o ministério.

    O Ministério das Relações Exteriores da China também solicitou que os Estados Unidos evitem a difamação e as “acusações falsas”. Um porta-voz da pasta destacou que, como potências na área, “China e EUA devem fortalecer a cooperação”.

    A disputa entre as nações é recorrente. Em abril, os Estados Unidos já haviam feito denúncias similares antes de uma viagem de Trump à China. Além disso, a agência Reuters reportou em julho que pesquisadores militares chineses teriam usado resultados de IAs americanas para aprimorar a defesa do país.

    Com informações do G1

  • Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic diz que empresas ‘brincam com vidas’

    Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic diz que empresas ‘brincam com vidas’

    Um especialista em inteligência artificial, que havia trocado a OpenAI pela Anthropic por acreditar que a segunda seria mais cautelosa, decidiu deixar o setor na última terça-feira (8). Ao sair, ele acusou as duas companhias norte-americanas de “brincar com as nossas vidas”.

    Jacob Coxon, britânico de 27 anos, atuou nos últimos três anos na área de pré-treinamento — fase em que os modelos de IA processam volumes massivos de dados. Ele iniciou sua trajetória na OpenAI e, no decorrer deste ano, migrou para a Anthropic, principal concorrente da primeira.

    Através da rede social X, Coxon manifestou sua indignação: “Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas”.

    O pesquisador alertou ainda que o perigo é real e não se trata de uma estratégia publicitária. “As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing”, afirmou.

    A renúncia de Coxon ocorre em um momento estratégico, enquanto a Anthropic planeja sua abertura de capital na Bolsa de Valores. Até o fechamento desta reportagem, nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos questionamentos da agência AFP.

    Por outro lado, Evan Hubinger, que ocupa o cargo de diretor de segurança na Anthropic, concordou com as declarações de Coxon no X. “Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos”, declarou Hubinger, estimando pessoalmente que o risco seja superior a 10% nos próximos dez anos.

    Especialistas do ramo indicam que a indústria caminha para o “autoaperfeiçoamento recursivo”. Trata-se de um estágio onde os sistemas de IA seriam capazes de criar e treinar novas gerações de inteligência artificial com mínima interferência humana.

    Para Coxon, a criação de uma IA que supere a capacidade humana de forma segura é impossível sem a coordenação de governos ou uma redução conjunta no ritmo de desenvolvimento. “Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro – acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco”, explicou.

    Recentemente, a Anthropic removeu de sua carta de segurança a promessa de interromper o desenvolvimento de modelos caso os riscos se tornassem incontroláveis, mudança ocorrida em fevereiro.

    Em julho, mais de mil profissionais da área, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, solicitaram que o governo de Washington implementasse mecanismos de controle. No último domingo, Jakub Pachocki, diretor científico da OpenAI, reforçou que a situação atual demanda “extrema cautela” e cooperação entre as nações.

    Com informações do G1

  • Meta lança Muse, IA que faz pagamentos e agenda compromissos

    Meta lança Muse, IA que faz pagamentos e agenda compromissos

    A Meta apresentou nesta terça-feira (8) o Muse, seu novo assistente de inteligência artificial. A ferramenta foi desenvolvida para realizar tarefas complexas de forma autônoma, como a reserva de viagens e o envio de e-mails.

    No momento, o agente está disponível exclusivamente nos Estados Unidos, podendo ser acessado via WhatsApp ou por um aplicativo dedicado. A empresa informou que, em breve, pretende integrar a tecnologia à sua linha de óculos inteligentes, embora não tenha detalhado a data.

    O objetivo do Muse é agir em nome do usuário. Para isso, a IA consegue acessar dados e contas em diversas categorias de aplicativos, incluindo agendas, e-mails, serviços de pagamento, compras, saúde e sistemas de casa inteligente.

    Para garantir o controle, os usuários podem definir quais aplicativos o assistente terá permissão para acessar, podendo revogar essas autorizações a qualquer momento.

    Apesar da versatilidade, a integração com serviços de terceiros gera alertas sobre a segurança. Existe a preocupação de que o agente possa executar ações indevidas, colocando em risco a privacidade dos usuários.

    O Muse teve como inspiração o OpenClaw, um projeto de IA de código aberto que ganhou popularidade no início do ano por automatizar processos, mas que também foi criticado pela exposição de dados.

    Internamente chamado de Hatch, o assistente é visto como fundamental para a estratégia de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que deseja entregar uma “superinteligência pessoal” para os bilhões de usuários de suas plataformas.

    Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, explicou que o lançamento foi adiado — estava previsto para abril — para que a segurança fosse reforçada. Segundo ele, esse tempo extra garantiu que o produto atingisse os níveis necessários de desempenho, privacidade e proteção.

    “É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, declarou Shah.

    Contudo, testes realizados por funcionários da própria Meta mostraram resultados contraditórios. Relatos internos obtidos pela Reuters indicam que, enquanto alguns conseguiram organizar viagens com sucesso, outros enfrentaram desconexões repentinas ou envio de dados confidenciais sem autorização.

    Um colaborador chegou a descrever a IA como “a terceira participante” de sua lua de mel, devido à eficiência na organização de transportes e roteiros. Já outro usuário relatou que a ferramenta era “pouco confiável” ao monitorar a venda de ingressos, parando de atualizar páginas ou desativando o serviço sem motivo.

    Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, também relatou problemas técnicos, afirmando que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login repetidamente em curtos intervalos.

    Casos mais graves de segurança foram citados, como a situação em que o agente teria burlado proteções e exposto fotos privadas do iCloud ao tentar identificar brinquedos em imagens de uma festa infantil. A Meta ainda não se manifestou sobre esses relatos específicos.

    Com informações do G1

  • EUA acusam empresas da China de copiar modelos de IA para cortar gastos

    EUA acusam empresas da China de copiar modelos de IA para cortar gastos

    Autoridades responsáveis pela segurança cibernética e pelo combate ao crime nos Estados Unidos lançaram, nesta terça-feira (8), graves acusações contra empresas de inteligência artificial (IA) da China. De acordo com um comunicado emitido conjuntamente por três agências de segurança americanas, as companhias chinesas estariam promovendo “atividades agressivas de destilação em escala industrial”.

    A prática mencionada, conhecida tecnicamente como destilação, consiste em um método de desenvolvimento onde modelos de IA de menor porte são treinados a partir das respostas geradas por modelos maiores e de custo mais elevado. Na prática, isso permite que a empresa que ‘copia’ a lógica do modelo superior consiga resultados semelhantes sem precisar investir os mesmos recursos financeiros e computacionais.

    O objetivo central dessa técnica é a redução drástica dos custos de treinamento. Desenvolver uma inteligência artificial de ponta do zero exige bilhões de dólares em infraestrutura de hardware e processamento de dados. Ao utilizar a destilação, as empresas conseguem criar novas ferramentas de IA de forma muito mais rápida e barata, utilizando a inteligência já lapidada por concorrentes.

    Este embate reflete a crescente tensão tecnológica entre as duas maiores potências do mundo, onde a IA se tornou o principal campo de batalha por hegemonia econômica e militar. A capacidade de processar informações e automatizar tarefas complexas é vista agora como o maior diferencial competitivo para as empresas no cenário global.

    Enquanto as autoridades americanas alertam para a natureza agressiva dessas práticas, o setor de tecnologia debate a ética e a legalidade da destilação de modelos. A questão central reside em saber se o uso de saídas de um modelo proprietário para treinar outro constitui plágio tecnológico ou se é apenas uma evolução natural do aprendizado de máquina.

    A reportagem segue em atualização, com a incorporação de novos dados fornecidos pela agência de notícias Reuters, acompanhando os desdobramentos desta disputa geopolítica e tecnológica.

    Com informações do G1

  • Elon Musk é tema de documentário de 4 horas com versão criada por IA

    Elon Musk é tema de documentário de 4 horas com versão criada por IA

    Um documentário com quase quatro horas de duração sobre Elon Musk fez sua estreia nesta terça-feira (8), no Festival de Cinema de Veneza. O bilionário não participou da obra e não aparece fisicamente nas imagens do filme.

    Sob a direção do americano Alex Gibney, a produção intitulada “Musk” utiliza inteligência artificial para recriar a imagem e a voz do empresário. O longa-metragem acompanha a evolução de Musk, detalhando sua transição do setor tecnológico para a esfera política.

    A obra também analisa a proximidade entre Musk e Donald Trump, destacando a função estratégica que o bilionário assumiu no cenário político dos Estados Unidos.

    O trailer da produção, com 48 segundos, mescla cenas de naves espaciais e equipamentos astronômicos com relatos que evidenciam a polarização em torno da figura de Musk. “Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos”, afirma um dos depoimentos.

    Logo em seguida, a narrativa assume um tom crítico: “Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista.” O vídeo encerra com a frase “Elon é uma bomba”, acompanhada pela imagem de uma nave espacial explodindo.

    O diretor Alex Gibney explicou que a dimensão do projeto cresceu conforme Musk intensificou sua atuação política. Gibney revelou que iniciou o trabalho em 2023 e, a princípio, planejava um filme com menor duração.

    “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, declarou o cineasta.

    A ausência de Musk no documentário foi confirmada por Gibney, que afirmou ter convidado o empresário para entrevistas no começo da produção, mas recebeu uma recusa. Recentemente, Musk utilizou sua rede social X para criticar a obra, alegando que o diretor é tendencioso.

    O documentário utiliza a carreira empresarial de Musk para debater como o domínio de plataformas e empresas de tecnologia permitiu que ele expandisse sua influência para além do mercado financeiro.

    Entre os pontos centrais estão a aquisição do Twitter (agora X), a colaboração com o governo de Donald Trump e os contratos firmados entre a SpaceX e o governo americano.

    Para Gibney, a fusão de negócios, tecnologia e política tornou Musk uma figura com um poder incomum para alguém que não foi eleito para um cargo público.

    O filme também explora a ligação de Musk com movimentos de direita globalmente, citando como exemplo o apoio ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que cresceu em popularidade nos últimos anos.

    Um dos pontos mais polêmicos da produção é o uso da inteligência artificial para criar a versão de Musk, que reproduz falas públicas feitas pelo empresário ao longo do tempo.

    Ao ser questionado sobre possíveis processos judiciais devido ao uso da IA, Gibney afirmou que a equipe jurídica foi consultada. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.”

    A obra conta ainda com relatos de pessoas próximas ao bilionário, incluindo Ashley St. Clair, ex-parceira de Musk e mãe de um de seus filhos. St. Clair revelou ter recusado um acordo de confidencialidade no valor de US$ 40.000.000,00 após o término da relação.

    Com informações do G1