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  • Nvidia compra plataforma de IA Hugging Face por R$ 66 bilhões

    Nvidia compra plataforma de IA Hugging Face por R$ 66 bilhões

    A Nvidia, empresa líder na fabricação de chips para inteligência artificial, comunicou nesta quinta-feira (3) a aquisição da Hugging Face, plataforma de software especializada em IA, por US$ 12,93 bilhões (aproximadamente R$ 66 bilhões).

    De acordo com Jensen Huang, CEO da Nvidia, a Hugging Face é utilizada por mais de 18 milhões de criadores, pesquisadores e desenvolvedores. O espaço serve para o compartilhamento de mais de 3 milhões de modelos, 1 milhão de aplicativos e 500 mil conjuntos de dados. Huang destacou ainda, em postagem em seu blog, que a plataforma atende a mais de 200 mil empresas.

    A transação ocorre em um momento de tensão sobre a segurança digital. Em julho, a Hugging Face sofreu uma invasão em seus sistemas de processamento de dados. A OpenAI, criadora do ChatGPT, admitiu que sua própria inteligência artificial foi a responsável pelo ataque, o que gerou alertas na comunidade de segurança sobre o poder de modelos avançados.

    Casos semelhantes surgiram logo depois. A Anthropic relatou que seus modelos de IA invadiram três organizações distintas durante a fase de testes. Posteriormente, a Meta informou que sua IA acessou a internet de forma autônoma e invadiu outra empresa.

    Essa sequência de incidentes aconteceu cerca de um mês após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecer via ordem executiva que o governo federal avalie os riscos à segurança nacional de sistemas de IA avançados por até 30 dias antes de serem lançados ao público.

    Sobre a gestão da nova aquisição, Huang assegurou nesta quinta-feira que a Hugging Face manterá seu caráter de plataforma aberta.

    “Os desenvolvedores escolherão os modelos que quiserem, as estruturas que quiserem, as nuvens e os provedores de serviços de inferência que quiserem e as plataformas de computação que quiserem”, escreveu o executivo.

    Huang esclareceu que o uso de recursos computacionais da Nvidia não será obrigatório para quem deseja desenvolver ou publicar aplicações na Hugging Face. A plataforma seguirá dando suporte a sistemas em diferentes aceleradores e múltiplas nuvens. Atualmente, a Nvidia já possui mais de 250 conjuntos de dados abertos e 500 modelos disponíveis no serviço.

    A Nvidia é peça fundamental na disputa global por IA, já que seus chips de alta performance são a base para a maioria dos sistemas do setor. Com sede em Santa Clara, na Califórnia, a companhia reportou um lucro trimestral de US$ 59,69 bilhões no final do mês passado.

    Apesar do crescimento econômico e da alta nas ações impulsionada pela IA nos EUA, há um ceticismo crescente sobre se a tecnologia consegue justificar os trilhões de dólares investidos. Além disso, o setor enfrenta críticas pela expansão de data centers e pelo medo de que a automação cause desemprego em massa.

    Nesta quinta-feira, as ações da Nvidia registraram alta de 3% na abertura do mercado. Já a Hugging Face não possui capital aberto em bolsa.

    Com informações do G1

  • Justiça dos EUA nega pedido para separar negócio de publicidade do Google

    Justiça dos EUA nega pedido para separar negócio de publicidade do Google

    Uma juíza dos Estados Unidos negou, nesta quarta-feira (2), a solicitação para que o Google fosse obrigado a vender uma parte de sua operação de publicidade digital. A decisão barra a tentativa do governo americano de desmembrar a estrutura publicitária da companhia.

    A magistrada Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia, decidiu que, em vez da venda, serão estabelecidas normas para regular a maneira como a empresa atua no mercado de anúncios digitais.

    Este é o segundo episódio recente em que a justiça federal dos EUA recusa a separação de ativos do Google. Em 2025, outro juiz negou o pedido para que a empresa vendesse o navegador Chrome, em um processo distinto que tratava do monopólio do Google nas buscas online.

    Anteriormente, em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) havia sugerido a venda das plataformas AdX e DFP. Essa proposta surgiu após a juíza Brinkema ter concluído, em abril, que a empresa exercia um domínio ilegal sobre dois mercados de publicidade digital.

    Para o DOJ, a alienação dessas plataformas seria a única forma de encerrar os monopólios da Alphabet — empresa controladora do Google — e devolver a competitividade aos setores de gerenciamento de espaços publicitários e leilões de anúncios.

    Em abril, a juíza Leonie Brinkema havia afirmado que o Google foi responsável por “adquirir e manter intencionalmente o poder de monopólio” nos dois segmentos citados. Esse entendimento somou-se a outra derrota da empresa em 2024, quando a justiça decidiu que o Google mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas.

    O Google, por sua vez, rebate as acusações do governo. Em comunicado enviado à Reuters em maio, a empresa declarou que concorda com mudanças no funcionamento do mercado, como a abertura de lances em tempo real para concorrentes, mas negou que haja base legal para a venda forçada de seus negócios.

    “As propostas adicionais do DOJ para forçar a venda de nossas ferramentas de anúncios vão muito além das conclusões da Corte. Elas não têm respaldo legal e prejudicariam editores e anunciantes”, afirmou Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google.

    Para entender a operação, o AdX (Ad Exchange) funciona como uma plataforma onde editores oferecem espaços publicitários para compra instantânea por anunciantes. Já os servidores de anúncios são as ferramentas que sites utilizam para organizar e guardar esses espaços.

    No ano passado, o Google tentou encerrar uma investigação antitruste na União Europeia propondo a venda do AdX, porém a sugestão foi rejeitada por editores europeus, que consideraram a medida insuficiente.

    Com informações do G1

  • Uber corta 3,3 mil vagas em plano de reestruturação global

    Uber corta 3,3 mil vagas em plano de reestruturação global

    A Uber comunicou nesta quarta-feira (2) a demissão de aproximadamente 3,3 mil colaboradores. O corte representa cerca de 10% de sua força de trabalho global e faz parte de uma reestruturação focada na redução de custos, unificação de equipes e eliminação de camadas na hierarquia de gestão.

    A medida ocorre após um período desafiador para os papéis da companhia no mercado financeiro. As ações da Uber registraram uma queda de quase 8% em um ano, apresentando um desempenho inferior ao índice S&P 500.

    Investidores demonstram preocupação com a ascensão de concorrentes no setor de transporte autônomo, a exemplo da Waymo, que pode intensificar a disputa de mercado, especialmente nos Estados Unidos.

    De acordo com dados do relatório anual da companhia, a Uber possuía cerca de 34 mil funcionários distribuídos globalmente ao final do ano passado.

    Este movimento representa a maior onda de demissões da empresa desde maio de 2020. Naquela ocasião, cerca de 6,7 mil postos de trabalho foram cortados — quase 25% do quadro — em função das restrições impostas pela pandemia, que derrubaram a procura por serviços de transporte via aplicativo.

    O CEO da companhia, Dara Khosrowshahi, afirmou que a iniciativa segue uma tendência do setor de tecnologia de adotar estruturas mais enxutas. Segundo o executivo, os cortes visam diminuir a complexidade da organização, que estava tornando a tomada de decisões mais lenta, além de criar funções com maior foco em coordenação.

    Diferente de outros líderes do ramo tecnológico, Khosrowshahi não relacionou as demissões ao avanço da inteligência artificial (IA). Ele destacou que a Uber irá fundir algumas equipes e concentrar a maior parte do pessoal em centros estratégicos.

    A empresa informou que reduziu em 20% o número de funcionários situados a sete ou mais níveis hierárquicos abaixo do CEO. Além disso, as equipes reduzidas, compostas por apenas um ou dois subordinados diretos, foram cortadas quase pela metade.

    A estratégia de reestruturação prevê a concentração das equipes globais em São Francisco e Nova York. A Uber exigirá que a maioria dos colaboradores remotos se mude para essas cidades, limitando as vagas totalmente remotas a apenas 1% do quadro total. A política de trabalho presencial por três dias na semana permanece vigente.

    Após o anúncio, divulgado primeiramente pela Bloomberg News, as ações da Uber tiveram uma alta de cerca de 2% nas negociações realizadas no pré-mercado.

    Com informações do G1